Thursday, January 18, 2007

suposta cultura

Antes demais quero sublinhar que sou assinante da revista e creio que excepto algumas vezes, é bastante boa.

Super Interesante Mês de Fevereiro 2007 Número 106. Página 21. Crónica "O Contador de Histórias" por João Aguiar.
Raras vezes li as crónicas deste escritor, porém desta vez, o titulo sujeito-me interesse, visto ser uma area na qual tenho relativos conhecimentos. O Senhor Faz três reflexões sobre os videojogos e o papel degradante e criminoso (quase) que os videojogos têm na nossa sociedade, considera-os também um ponto de partida para sociopatasm psicopatas e demais patologias assassinas. Diz também por suas palavras que os jovens vivem viciados nos videojogos e não siem deles, pior, que recusam tudo o que não é videojogo! Considera ainda que "a questão é bem mais grave, bem mais importante (e explosiva) do que possa parecer. (...) uma geração (..) totalmente viciados na consola e teclado, com grandes dificuldades em interagir e comunicar com outras pessoas...". Somos portanto, para o senhor, bichos anti-sociais.

Cada um tem a sua opinião e, respeito-a. No entanto, devido a formação da pessoa em questão, eu sinto-me impulsionado a perguntar: O Senhor vive em que mundo?. Tá mais provado que provado, que os videojogos por si não fazem ninguém assassino. Não fazem ninguém matar ninguém. Não fazem ninguém cometer nenhum crime. Não fazem ninguém perder auto-controlo, ser burro, anti-social ou outro qualquer defeito. É um passatempo como outro qualquer. Depende sempre da pessoa em si. Um assassino que jogue compulsivamente videojogos é natural que o videojogo possa dispuletar algum comportamento menos correcto, mas isso, com qualquer coisa esse comportamento pode ser dispuletado.

Os jogos são violentos? pois são. por isso mesmo trazem um aviso de aconselhado a maiores de 18. Se a mãezinha compra o jogo ao menino a culpa é de quem fez o videojogo? tenha dó.

Desde os primórdios da cultura existem elementos culturais de uma aberrante violencia e sexo: desde os livros, á radio, televisão e música. É tão absurdo dizer que uma geração vai ser burra simplesmente porque via filmes gore e de terror. Teriamos então toda a geração do Senhor que escreveu o artigo a matar pessoas de formas macabras. E isso n acontece pois não?

Creio as reflexões do escritor de uma idiotice tão brutal que sinceramente, só mesmo quem vive completamente a leste do mundo e, pura e simplesmente, não pensa sobre o que escreve as pode ter.

Fico-me por aqui porque o assunto dá pano para mangas.

0 comments: