Friday, January 09, 2009

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Faz frio.
O inverno impõe-me um anoitecer precoce, o escuro encobre-me os passos. Enquanto caminho pelo ar gélido, entretenho-me a assistir às pequenas nuvens de de bafo que me fogem da boca. Tão cómicas estas pequenas e etéreas nuvens. Que existencia parca de tempo, tão.. imediata. Se tivessem vida, deviam vive-la ao máximo, tudo de uma vez, com todos os excessos e decadências tipicas da pressa de se ser e viver, conhecer e ter. Imagino o meu nariz vermelho, cor-de sangue, aquele vermelho tipico dos velhos campónios tão bebados quanto humanamente possivel, vermelho de frio. Está tanto frio. fecho melhor o sobretudo e aperto o cachecol preto, a condizer com o resto do traje. Rigor. Sobretudo preto, calça de ganga escuro, cinto de cabedal, camisa branca e malha preta, encobrido pelo blazer preto e o meu sobretudo. Enquanto caminho encanto-me com coisas simples, aquelas que não têm importancia nem significado, que não interessam a ninguém nem têm sequer valor. Olho os prédios, os passeios, as pessoas, o mundo. Delicio-me com a sua decandência, a sua idade, o seu aparente abandono, vivido por centenas de pessoas, subsistido pela necessidade. Olho para o ar, na estrada. Imagino, entre a via vazia, pequenos pirilampos. Amarelos, com efeito de blur e glow a volta, bonitos, de uma surreal beleza mesmo. Dançam consuante a música, aumentam e diminuem consuante os baixos e bateria, vivem pela percursão. Cada vez mais, o ar cheio de pirilampos, um voo sincronizado e coreografado no imediatismo do instinto. Lindo; os reflexos, a cor, a luminosidade, a cada vez maior população de pequenos dançarinos que se criam e desvanecem no ar. Caio no real, o vazio, o mesmo de sempre, caminho. Entre o som da música o barulho dos sapatos. Nunca gostei destes sapatos. Atacadores fininhos, que quase não me deixam fazer o nó, aquela pele envernizada que nunca se compreende se é verdadeira ou falsa, as solas de couro que escorregam apesar das interminaveis horas a pisar gravilha e areia para os marcar e dar aderencia. Semáforos. Penso. Ridiculo. Verde, segue a marcha forçada contra-vontade, puxada por um cavalo preto imaginario chamado responsabilidade, obrigado a prosseguir pelo que tem de ser feito. Chego. espero.
muito tempo.
Oxalá esperasse para sempre. Não quero isto. É um desejo macabro, Querer para lá do nosso quase limite de auto-controlo ver e estar com alguém, para ao mesmo tempo desejar que esse momento nunca mais chegasse. Dói-me isto. Enfim chega, alegre mas calma, contida como sempre. Esforço um sorriso amarelo. Emociono-me: fecho os olhos. Um Beijo sofrido entre uma lágrima. A pistola. O fim

Sunday, January 04, 2009

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Decididamente tenho de aprender a ser normal e n gostar das pessoas.

qualquer dia escrevo um livro de contos infantis

Lamento tanto a minha incapacidade de lidar contigo. Lamento mesmo, gostava tanto. Tanto

"tu"

nunca percebes-te o porque. nunca compreendes-te porque eu por vezes não te queria ver, porque não queria olhar, não queria a tua presença. porque eu não era normal. lamento, só não o era. Eu sei, pretendias mais do mesmo, uma ligeira diferença, outro nome com a mesma semelhante história. Não foi. Não sou capaz. Tentei, supus poder fazer-te a vontade, mas não deu, era algo demasiado estranho a mim. A tua aparente diferença por detrás da tua igualdade ao resto do estereotipo comum que se cola à tua idade e geração atraia-me. atraia-me e atrai, não me livro disso, não sou capaz de escapar a esse engodo. Admito-o e aceito-o como a falha pessoal que me é. Mas desiludiste-me tanto. Nao conseguis-te ser de facto diferente, nem aceitar na totalidade essa diferença. e é tão simples, tão fácil de aceitar, tão apesar de tudo igual ao resto; apenas não conformada com essa mesma igualdade. A tua falta de sinceridade (não te acuso de desonestidade pois, para ser honesto, percebo-te, também eu se não fosse eu seria provavelmente assim, agindo de certo modo cobardemente ecovenhamos, inseguramente (apesar de eu próprio ser a Coisa mais insegura de sempre)) doi-me tanto. Não te custava nada baixar os braços e pura e simplesmente ser honesta, clara, não fazer esse tipo de jogos e manipulações, esse usar com receio de um futuro inseguro e inconcreto noutra pessoa. Essa tua incapacidade de perceber que eu não gosto nem acredito na diversão de certos jogos emocionais por pura e simplesmente compreender o valor e importancia disso mesmo, de sentimentos, por vulgares e superficiais que sejam. Bom, desmancho a falsa mascara por ti: percebo-te perfeitamente, cometo constantemente o mesmo nojo, a mesma falta de respeito, fodace todos cometemos. O que mais me enjoa em ti é não me enjoares e o facto de quando olhar para ti me ver a mim, com todos os possiveis defeitos que carrego e praticamente nenhuma das qualidades. Apesar disso não esqueço o que não tivemos. E tu nunca percebes-te porque. Nem eu te deixarei jamais perceber

Friday, January 02, 2009

umbigo vUm numero qualquer ja n sei

Se existe alguma extraordinaria justiça universal, ent mal posso esperar pelas minhas recompenças

Thursday, January 01, 2009

q s lixe

Mais uma desilusãozeca. Caga, venha uma temporada de degradação humana. já vai sendo hábito, faz parte. damn andré, tu não aprendes.