Sunday, November 29, 2009

Ralph Nader said

turn on to politics, or politics will turn on you

Friday, November 13, 2009

Lugar nostálgico este

Gosto de me sentar assim à janela, olhando o céu, aquecendo-me com o suave calor do sol de Outono. Espero o atrasado Inverno aqui, olhando o mar, sentindo-o a lutar com a escarpa que sustem cá em cima. Oiço, entre vagas e gaivotas, Miles Davis, a minha única companhia neste idílico cenário.

Irrompe-me pelas narinas o cheiro a maresia e alecrim da flora mediterranea, aquecem-me a alama na sua calma e previsibilidade, na sua confiança de que sempre lá estarão para me satisfazer.

Lugar nostálgico este.

Relembro com alegria os meus momentos de ouro, guardados e agarrados com as minhas prenes garras emocionais, com toda a força a tudo o que me é mais querido. Relembro.

Sorrio, fecho os olhos e oiço este paraiso, enquanto adormeço para não mais acordar.

Thursday, November 12, 2009

damn

what the fuckin' hell is happening with me?!

Sunday, November 01, 2009

yes, did it my way

Há quem viva para ser rico. Para foder. Para fugir. Para qualquer coisa.

e depois, há quem viva para viver. E quem não ouve isto e sente um arrepio na espinha ao compreender completamente o grande Frank, não merece nem de perto nem de longe o meu sincero respeito:

My Way - Frank Sinatra

And now, the end is near, and so I face, the final curtain.
My friend, I'll say it clear,
I'll state my case, of which I'm certain.
I've lived, a life that's full, I've traveled each and every highway.
And more, much more than this,
I did it my way.

Regrets, I've had a few, but then again, too few to mention.
I did, what I had to do, and saw it through, without exemption.
I planned, each charted course, each careful step, along the byway,
and more, much more than this,
I did it my way.

Yes, there were times, I'm sure you knew,
When I bit off, more than I could chew.
But through it all, when there was doubt,
I ate it up, and spit it out.
I faced it all, and I stood tall,
and did it my way.

I've loved, I've laughed and cried,
I've had my fill; my share of losing.
And now, as tears subside, I find it all so amusing.
To think, I did all that, and may I say --- not in a shy way,
"Oh no, oh no not me,
I did it my way".

For what is a man, what has he got?
If not himself, then he has naught.
To say the things, he truly feels,
And not the words, of one who kneels.
The record shows, I took the blows ---
And did it my way!

I did it my way.

Thursday, October 15, 2009

Narciso

"quando aqueles que me rodeiam não concordam com o que penso, digo ou faço, o tempo encarrega-se de cruelmente explicar o seu ignorante erro."
(Obg A. por recordares o esboço)

Friday, October 02, 2009

Fallout

Entretia-me com o gosto do chá e escrevinhando no moleskine, iluminado pelo candeeiro kitch com abajur de flores rosa de vidro, acompanhado por uma doentia discussão familiar na mesa vizinha e pela música calma que me inspirava o momento através do iPod, deitando no papel banalidades sem grande nexo ou interesse, dando mais atenção aos veios da mesa de um belo mármore branco do que ao chorrilho de idiotices que ia transmitindo ao mundo através da escrita.
Gostava destas tardes, sozinho, numa solidão provocada e desejada, onde eu era eu para mim, quandopodia dar-me atenção, não perturbado por ninguém nem nada, fechado no meu mundo, minha zona de conforto, meu Lugar, minha casa mental.
Perdia-me me mim.
Amava-me mais profundamente do que na altura poderia perceber, a idade a tal ainda não dava direito, inexperiente inocência que tanta saudade me provoca.
Olhava-me magro pelas longas mangas do pólo, tamanho acima do meu, exagerado na proporção, preço e despreocupação com que tinha sido escolhido.
Nunca fui individuo de imagem, nunca o quis ser, talvez por inabilidade ou facilidade.
Quando o mármore perdeu seus segredos, a minha atenção procurou outra vitima.
A discussão continuava, amarga e desagradavél, para meu grande deleite. Não sei porque me divertia os problemas alheios, nem o que poderia ter de divertido uns avós raivosos com a filha mãe-adolescente a quem a vida, sem surpresa, não teria corrido da melhor forma. Nem o quão engraçado pudesse ser a culpa indeclarada que a mesma mãe punha no seu filho, infantil ainda nos seus 7 anos de idade, suficientes para compreenderque ele era o erro de não sabe o quê. Gargalhada interior e maliciosa libertei no meu inconsciente à irresponsavel criancice sexual da jovem mãe. Mas não compreendia a minha crueldade, do mesmo modo que não compreendia porque naquele quente dia de Outono as folhas tinham de deixar de cair.
Após o estrondo, após a luz, após a onda de choque, a poeira e o som, o cogumelo de fumo e fogo que apenas subentendi, a destruição. Não mais tive tempo para mim, nem para o meu chá de tilia, para a familia disfuncional ou o meu disfuncional feitio.
O inicio do fim dá-nos tempo para apenas duas coisas: Morrer de imediato ou devagar.

Wednesday, September 23, 2009

O Pais das Maravilhas

De facto, a riqueza de um pais faz-se pelas PME's, é aqui que grande parte da riqueza de um pais é criada, e portanto, é aqui que reside o backbone de uma nação. No entanto, de nada serve alimentar este pequeno monstrinho, já que o problema estrutural de Portugal (e provavelmente do mundo) reside precisamente no modo como as pequenas e médias empresas funcionam ou, melhor dizendo, como a riqueza que geram é distribuida. É inegável a qualquer trabalhador portugues as quantidades ridiculas de vezes em que se é explorado no trabalho, tal como é ridicula a quantidade de vezes em que os mesmos patrões que se dizem tão defensores de uma igualdade, de uma maior distribuição da riqueza, de uma maior igualdade, de toda e qualquer patranha igualitária dita apenas para compaixão do próximo e aumento do seu mesmo capital sejam depois na realidade os que mais exploram o proletariado. O País é, e será sempre pobre, pois a grande massa populacional não tem meios de subsistencia decentes. O patronato desejará sempre pagar o ordenado minimo, independentemente da ocupação do seu trabalhador/ suburdinado, isto é regra em todo e qualquer meio de trabalho, e só não paga menos porque não pode. Haverá ainda os que "podem" pagar menos, arriscando-se a sofrer com uma fiscalização laboral que não existe, permitindo um misto de escravatura remunerada com desespero salarial em que grande parte da população vive (basta perguntar a um empregado de café ou restaurante quanto ganha para de imediato se perceber a sacanice nacional em que todos ocorremos e ocorreriamos se na pele do Patrão estivessemos). Isto não pode no entanto ser criticavel, pois como já disse acima, na mesma situação todos agiriamos do mesmo modo; é caractristico do ser humano não ser alturista, e por isso sempre desejamos mais para nós em vez de o melhor para todos. Parece-me assim claro que o melhor para todos não pode ser lago deixado às regras do mercado, não se pode esperar que este seja digno para com o ser humano e se auto-regule, não se pode esperar que a bondade humana impere no mundo empresarial. Urge por isso a necessidade de penosas punições para quem não cumpre a lei, para quem não remunera consuante o trabalho em questao e para quem falta aos cumprimentos: é a base de um estado de direito em que de facto as pessoas trabalham para viver, e não sobreviver mal e porcamente.

As PME's vivem actualmente, de facto, periodo negro, a "Crise", monstro constante no imaginario portugues desde que me lembro (a sua raiz está talvez em 1700 e qualquer coisa) destroi a inciativa privada desde sempre. O curioso é que apesar disso há sempre empresas e companhias que conseguem ainda assim criar lucro e sobreviver, muitas até lucros espantosos (quem diria, em portugal!). No entanto a principal workforce vive no tal ordenado minimo. Que por sinal, nem para mandar cantar um cego chega. E que por sinal é ganho num qualquer trabalho enfadonho mas de imperativa importancia, desde as 8h até as 5h, com uma hora de almoço. Enquanto estas pessoas, esta basilar força motriz, não tiver condiçoes para comprar casa, ter carro, comer carne e peixe quando quiser, ir ao cafe, sair com os amigos, etc etc etc, nunca nada vai andar bem, pois não haverá uma quantidade suficiente de pessoas a pagar luxos, consumo, que permita a existencia de ainda mais empresas, ainda mais serviços, de uma economia. A ocorrencia de gestores e semelhantes gurus empresariais parece.me a mim a maior idiotice à face da terra, desde o seu "nascimento" as mepresas cresceram exponencialmente em termos de lucro mas à custa do assassinio da economia. Enquanto que uma empresa ganha incomensuravelmente por pagar uma miseria a grande parte dos seus trabalhadores e uma fortuna as sanguessugas que decidem estas politicas, a sociedade no geral ressente-se por a pequena elite gerar fortuna que guarda em bancos e ocasionalmente gasta em putas e vinho verde e a granda maioria trabalhadora mal ter capital para pagar a gasolina casa e comida. ISto não sustenta um pais. Nunca sustentou, nunca sustentará. A única coisa que, ao longo de milénios, este tipo de Feudalismo criou foram profundas desigualdades sociais e atritos entre classes sociais, resultando invevitavelmente em revoluçoes e golpes de estado e outras brincadeiras que em nada ajudam aum desenvolvimento humano continuo e fluido. Aliás, esta idiotice geral tem tido como absurdo resultado uma criação continua de tecnologia de guerra que é depois aproveitada pela sociedade civil.

Parece-me assim que uma resolução incrivel simples para este problema poderia ser atingida com uma medida, apenas uma, que a ser implementada e fiscalizada para que de facto acontece-se, resolveria grande parte dos dramas sociais que hoje vemos. O maior ordenado dentro de uma companhia, seja ela qual for, de que ramo for, pública ou privada, não interessa, poderia apenas ser 5 vezes superior ao mais baixo. E isto com todas as aldrabices que se costuma fazer (telemoveis e carro e casas pagas por empresa, bonus de produtividade e essas mordomias todas). Por exemplo, o mais miseravel so ganhava 1000€. pois bem, o patrão só poderia ganhar 5000€. Como patrão algum só quer ganhar 5000€, quando subia o seu subiria também o dos seus subordinados. e assim o gap entre ricos e pobres (que e afinal o centro da discordia) reduziria-se. o Dinheiro teria mais valor. Seria mais bem aproveitado, existiria mior quantidade a mudar de maos para maos, mais zé povinho a gastar e mais zé povinho a ganhar, mais patronato a ter onde gastar fortunas e mais fortunas a serem geradas. Após esta pequena medida simples de se controlar e vigiar estar em prática, após estar assegurada uma mais justa divizão do capital pelas PME's (e grandes empresas, isto serve para todas), está-se então em condições de dar ajudas monetárias às PME's para que estas cresçam, ao invés de apenas crescer o bolso dos conselhos de administração e patronato.

Simples não é?

Friday, August 21, 2009

criancices

afastas quem te quer, queres quem te afasta. estúpido rapaz, és estúpido

Mais forte que eu

Sofro sempre com a tua ausencia, sofro mais com a tua presença; não és nem foste, nunca serás, tão boa como eu. Sabemos ambos que se as pessoas estivessem categorizadas em patamares tu estarias num qualquer inferior ao meu, fui sou e serei sempre superior a ti, poucas vezes roçaste o meu mais baixo momento de glória. Não é Ego elevado, não é alienação do que me rodeia, é simplesmente mediocridade tua.

E, mesmo assim, encantas-me. Não percebo como, nem sequer porquê, mas tu és algo superior ao meu bom senso. Por mais que racionalize, sobrepões-te: não és Bela, não tens um invejável físico, não tens uma adorável personalidade, não te preocupas com quem quer que seja a não ser tu própria, és basicamente uma besta. Mau ser humano, não chegas a ser sequer pessoa. Por mim, morrias numa valeta, abandonada de qualquer compaixão. Mas quero-te.

Desejo-te de uma modo estúpido, de uma maneira incompreensivel, ridicula, idiota e absurda. Ter-te seria estranho, creio até que triste, mazoquista talvez.

Gostava de ser Grunho. Estúpido mesmo. Pensar como os animais e as pessoas "gaja, bora", "Cona, siga", "é muita boa, tá muita bom". Era fixe. Popular até, numa de puto crescido que ninguém sabe como mas admira pela capacidade incompreensivel de engatar o sexo oposto com estranha facilidade que todo o sexo masculino quer e todo o sexo feminino deseja (viva o mais basico darwinismo)...

A solidão é fodida.

Com tanta gente conhecida. Com tanta coisa vivida. Com tanta memória numa mente incapaz de lembranças, uma pessoa sente-se absurdamente sozinha. Acordas e deitas-te a pensar que toda a tua vida será uma máscara e mentira, uma falsidade cinica que toda a gente aplaude e lembra, critica ou aplaude.
Ninguem gosta ou gostará de ti, toda a gente terá SEMPRE a sua agenda própria, toda a gente quer saber de si e está-se a cagar para o próximo, todos nós criamos o nosso quinhão de sociedade isolada em si mesma, centrada na nossa pessoa. Todos nós conhecemos meio mundo e não conhecemos ninguém, até ao absurdo de não nos conhecermos a nós próprios.

A metafisica é coisa de adolescente, questões existenciais são o dia a dia da nossa juventude e pagode adulto sobre a gerção anterior, mas é na verdade aquilo de que fugimos à medida que crescemos para não nos enfrentarmos a nós mesmos. Pensar na vida e em nós é o mais cruel acto a que nos submetemos, porque é ai que vemos o fracasso de ser humano que somos. Somos niguém, ou melhor, somos todos. Somos iguais ao mundo, não somos ninguém, somos um mesmo produto da educação a que somo submetidos ao longo de anos, uns atrás dos outros, degenerações atrás de degenerações. A mesma caca que eramos à séculos atrás, com as inevitáveis alterações que a tecnologia e conhecimento obrigam. O pensamento filosófico francês é claramente partilhado aqui apesar de o recusar: nós temos a capacidade de o alterar, o ser humano não está condenado a ser um infeliz e cruel ser vivo, nós é que escolhemos assim ser; a sociedade somos nós, e nós escolhemos (por vezes) as acções que cometemos, nós somos (em certa medida) os donos do nosso destino, nós queremos ser uns merdas. Nós não queremos pensar no que fazemos, nós não queremos perceber o que fazemos, nós não queremos ver que caminhamos numa direção linear sem saida onde progressivamente suicidamos a sociedade enquanto estrutura capaz de resistir à prova do tempo.

Sinto-me como o professor chines isolado do mundo (ver "A Longa Marcha" de Ed Jocelyn e Andrew McEwen, só assim numa de sugestão literária (confesso que o livro é relativamente desapontante) ), retido numa aldeia onde toda a população tem uma mentalidade do século XVII. Quase toda a música que gosto, toda a gente ou não gosta ou não conhece, quem conhece raramente (verdadeiramente) aprecia. Quase ninguém lê, ridicularizam esse acto basilar de crescimento intelectual. Entre um documentário e uma porrada de wwf, viva a wwf, ver cacetada combinada é que satisfaz o pessoal. Saber o que o regime Nazi ou Estalinista fazia com os prisioneiros dos campos de
concentração/ gulags é saber demais e ser estranhamente extremista ( ?). Entre a historia politica do pais ou da europa nos ultimos 30 anos e uma serie merdosa (lanço a farpa à palhaça de Grey), baba-se tudo pela cinzenta.

Olho para o lado e vejo-me cercado por ganzados, cocainados, bebados (n sei ate que ponto me inclui-o nesta categoria), viciados de todo o tipo. escapes e escapes a realidade, avisados por tudo e mais alguma coisa.

Cortamos as nossas pernas por gosto. Tantos telhados de vidro. Que escravos da vontade.

Fiquei sem vontade de continuar

Thursday, August 20, 2009

wha' ?

a minha progenitora, em alegre conversa, expressou (com alguma dificuldade) que eu era obcessivo compulsivo por apenas aceitar e tentar que tudo seja racional e tenha uma justificação clara e sustentada.

han? porque raio haveria de crer e aceitar que as coisas são porque são e satisfazer-me com o "porque secalhar é porque isto e aquilo que "ninguém sabe" nem "interessa saber" "?

hmpf.

Wednesday, August 12, 2009

Eleições

Em tempo de eleições, sabemos todos (espero) que qualquer palavra, discurso, crónica, etc. debitada por membros de partidos e/ou gente com ligações/aspirações partidárias ou até com o desejo do muito português tacho não possam ser levada muito a sério, mais não seja por simplesmente serem pedaços de intelectualidade parciais e obviamente falaciosos. No entanto, há sempre uma certa verdadenas suas palavras, caso contrário tudo isto seria tão ridiculo que até o mais idiota dos eleitores riria de toda a democracia. Importa assim pensar sobre o que nos "dizem" e fazer m julgamento imparcial das nossas próprias aspirações e desejos.

Em Portugal, há duas opções de governo: PS ou PSD. Qualquer outro partido, actualmente, apenas se pode iludir quanto a governar o país. Declaro desde já a minha inclinação politica pela esquerda, apesar de me considerar apartidário: os interesses de partidos nunca beneficiam as massas populacionais e o bem destas é que considero essenciale importante, o resto é superfulo, dai não acreditar em partido algum, da esquerda à direita, dos extremos ao centro.

Qualquer partido que prometa Emprego está a mentir: é algo que apenas muito indirectamente está nas mãos de um governo, seja qual for a ideologia ou cor politica, controlar. O Estado há muito que perdeu o controlo da economia, e neste ponto concordo em absoluto com a lengalenga da direita PSD sobre a importancia das PMEs e do apoio que estas necessitam do estado, nao creio no entanto que o estado deva injectar constantemente subsidios e capital nelas: uma empresa gera dinheiro pela sua actividade profissional e competencia, não por o estado a permitir sobreviver num estado morte eminente. No entanto, para que possam sobreviver as PMEs, é necessário um conjunto de infra-estruturas (não apenas fisicas) que suportem o nascimento e crescimento destas, dai considerar essencial que antes destas se criem as redes necessarias ao livre-transito de informaçao e bens, humanos e materiais, entre o país e o estrangeiro, preferencialmente até o segundo, pois o nosso país pela sua escala está condenado a ter de se relacionar com os outros mais do que conosco se tem algum desejo de se impor como nação digna desse nome. Assim sendo, TGV e Aeroporto novinho em folha são necessários, apesar do encargo que representam para as gerações futuras (pergunto: o Aeroporto da Portela quando foi feito foi pago de imediato? não teve consequencias nas gerações seguintes à que o planeou e contruiu? recebia já o volume de tráfego aéreo que recebe hoje e que consegue comportar? a rede ferroviaria do país caiu no nosso territorio de imediato e à borla? a rede de estradas e auto-estradas (que considero excessiva) construiu-se num dia? custou 0€? Alguém nega a necessidade e a mais valia que, apesar destes contras, estas estruturas hoje nos são?). O traçado do TGV concordo em absoluto que é discutivel, apesar de considerar benéfico para o país, a médio/longo-prazo a sus existencia.

O problema em Portugal de se dar apoio às PMEs é que estas, na sua grande generalidade, são geridas por negreiros modernos. Não geram, de facto, riqueza, pois o capital que estas geram não se dissipa na população activa do país, mas num grupo algo restrito. A grande maioria das empresas paga menos que o ordenado minimo nacional ou este, que é claramente insuficiente para o preço que tudo custa. Quando não assim é, as empresas vão-se servindo constantemente de estagiários, que trabalham ou à borla e por amor à camisola (leia-se esperança quase sempre vã de conseguir um emprego porcamente mal pago) ou por uma ninharia miserável que nem para pagar as deslocações ao local de trabalho chega. E isto acontence tanto com pessoas sem qualificação académica/profissional como com as que a têm.

Enquanto não existir um forte sistema judicial que puna EXEMPLARMENTE este tipo de escravidão mascarada de nada serve injectar capital nas PMEs, é como dar dinheiro a ladrões para minimizar o crime.

Outra premissa importante ao crescimento das PMEs é o facto de que são estas que empregam grande parte da população, e uma grande parte da (desta) população está no desemprego. E a maior parte da população activa desempregada são precisamente jovens e recém-licenciados (+/-30% jovens contra os quase 10% que são toda a outra população desempregada). Recém-licenciados que, literalmente, pouco ou nada sabem e assim também não podem ser nem úteis ao país nem úteis a si próprio, pois um canudo só por si não significa competencia nem conhecimentos nem profissionalismo.

O Ensino Universitário em Portugal devia ser Vergonha Nacional. As instituições que supostamente preparam as pessoas para uma vida profissional neste território à beira mar plantado fazem um trabalho ridiculamente mau. Não consigo compreender como é possivel que alunos faltem a aulas, não façam testes, não presenciem aulas teóricas, acabem cadeiras com notas relativamente boas, muitas vezes sem sequer ser pelas inevitáveis cunhas (que em qualquer lado sempre existirão). Acho Absurdo que se tire um curso superior com cadeiras mais fáceis que disciplinas do secundário. Como pode ser superior se um adolescente sabe matérias mais complexas? que conceito de Superior é esse?
Considero Absurdo que no ensino superior se possa fazer coisas absurdas como fazer apenas uma cadeira, ou nenhuma até. Se um aluno não tem um aproveitamento decente, não merece estar numa universidade, vá-se embora e ceda o lugar a alguém que de facto deseje aprendar e saber. Para que isto aconteça, também a avaliação tem de ser revista: actualmente é uma verdadeira palhaçada. Impera a cábula desenfreada com muito pouca consequecia quando descoberta, impondo-se até com algum ajuda dos professores que pura e simplemente não querem saber. Os critérios de avaliação são também em demasiadas áreas e cadeiras propositadamente subjectivos de modo a permitir-se que caba à vontade do professor a avaliação, sobrepondo-se não raras vezes a opinião pessoal do professor e o agrado que certos alunos lhe dão, invés de se avaliar o real valor das capacidades e conhecimentos do aluno, variando até os critérios de avaliação de aluno para aluno de modo a justificar notas.

Assim se compreende como Portugal continua e continuará constantemente vitima das raivas e vingançazinhas politicas dos eleitores, de 4 em 4 anos muda-se a cor partidária, ou no máximo de 8 em 8, mudando as pessoas o seu voto de acordo com o enjoo que têm com o governo actual e não com as medidas realizadas ou por realizar, pois tudo no país falha, tudo o que são problemas primordiais no país são segundo plano prepositadamente, sem que as pessoas realmente se mexam contra este ridiculo estado da nação pois no fundo, no seu intimo, até não se importarem com este paradigma, desejando apenas sair do fundo da cadeia alimentar e subir de escravo para negreiro, iludindo-se na possibilidade de isso realmente vir a acontecer numa sociedade cada vez mais semelhante a feudos medievais, cuja grande diferença é o que hoje em dia são esses "feudos".

As eleições não servem assim para grande coisa. Servem principalmente para termos a satisfação de vivermos numa democracia, onde de 4 em 4 anos podemos escolher as viboras que nos irão envenenar.

Saturday, July 18, 2009

Giro

O mundo está todo ao contrátrio. tudo está errado. todo a governação dos paiss, todos os regimes autoritarios e dictatoriais estão conceptualmente alienados da essencia humana, nada funciona como é suposto. O Homem tem de ser mais Humano, mais sentimental, mais bonito, mai pacifico, mais perfeito, muito, muito mais correcto. Não pode mais continuar na porcaria psicológica que fomentou durante a imensidão temporal anterior ao momento deste Post. Nao podemos continuar a ser Maus. Não podemos continuar a ser Errados. Urge uma Puirificação intelectual interior e intelectual. Temos de no banhar numa cultura de competencia humana inexistente até hoje.

Giro. Basta escrever, dizer, transmitir lugares comuns, coisas que todos nós conhecemos, num qualquer local/ meio conhecido por todos mas ainda algo "elitista" para que, num ambiente interior, seja percebido como mensagem profunda e correcta, independentemente de ser o mesmo de sempre, algo já sabido. O facto de todos nós desejarmos um mundo melhor, uma realidade melhor, e sabermos como a tornar real, e sabermos que, no fim, depende de nós a sua existência, faz com que aquando lido se tenha a sensação de que alguém pense o mesmo que nós. Alguém também já descobriu o fogo. Não estamos sozinhos. Faz com que, Meu Deus, também nós somos espertos e percebemos o que está mais para além da fachada do mundo real.

É assim que funciona a politica. Dá-nos frases feitas para termos fé. E a realidade, o mundo real, o impacto do que de facto acontece, faz com que boas intenções não passem disso mesmo. Mas continuaremos sempre a acreditar na possobilidade do futuro promissor.

Temos assim de lutar contra os politicos, pois nunca serão mais que hipocritas sociais à espera de sobreviver à conta do povo, tal qual nobreza do século XVII. Matemo-los todos, revolução! Morte aos Czares do Século XIX, nascidos na rica burguesia! E, no fim, alegria. Voltaremos sempre ao mesmo, a história repete-se.

Friday, July 03, 2009

Nostalogia

Amo o meu Alentejo de Abril

Monday, May 18, 2009

O pequeno ditador

Cresceu e descobriu Júlio Verne. Aprendeu com ele a capacidade de ver mais além, de imaginar e tentar justificar o impossível, criar argumentos para o inexistente. Pelo caminho foi apanhando música clássica. Ouviu o épico. Percebeu depois a emotividade deste, e como não era exclusivo de um único género musical. Compôs. Mal, sem formação, mas com um incrível esforço auto-didacta. Percebeu que quando se aprende por si mesmo, quando se procura, as coisas marcam muito mais do que quando nos são dadas. E assim, renegou o facilitismo e quis sempre aprender sozinho. Agradecia as pistas, explorava depois por si. Foi nascendo uma personalidade nascisista e de ego maior que a sua pequena estatura. Era pequeno, os pais doaram-lhe fraca genética. Pequeno e algo feio. Não que fosse assustador, tinha até alguma piada e, quando falava, sentia-se-lhe um certo encanto; não sabia simplesmente apresentar-se, na sua educação a ausência de gosto estético seria-lhe, durante anos, martirizante.
Gostava de ler, sentia que aprendia. Evoluía na sua própria expressão escrita e falada, agradava-lhe o conseguir sobrepor a sua razão e argumentos ao de adultos supostamente mais inteligentes, sábios e conhecedores que ele próprio. Saboreou aos poucos a prepotência e gostou. Para um individuo menorizado fisicamente, a superioridade intelectual era-lhe uma fuga deliciosa.
Sabia tornar-se cada vez mais má pessoa e, no fundo, isso incomodava-o. Mas satisfazia-o. E assim dedicou-se a ser Bom. Não um bom humano, ser um excelente cumpridor de tarefas. Propor-se a concretizar algo e atingi-lo na perfeição. Foi ficando frio. Frio e distante das pessoas, não lhe interessava a mediocridade dos humanos. Sentia-se cada vez mais afastado do mundo, daquilo que sentia à sua volta. Ninguém o impressionava, ninguém tinha para admirar. Interessou-se então pela história, procurou seres de capacidades inimagináveis e feitos impossíveis, queria a todo o custo ver-se noutra pessoa. Foi assim que percebeu o que era politica e estratégia. De Alexandre o grande a César, de Gengis Khan a Hitler, de Estaline a Mao Tsé Tsung. Viu como a emoção e medo são instrumentos brutais de controlo de massas, como a indução subtil de comportamentos gera outros comportamentos que, quando controlados, fazem planos frágeis atingir uma solidez e eficácia diabólica. Quis ser um Líder. Mas era tudo menos isso. Era desconhecido, não sabia lidar com pessoas, era anti-social, Faltavam-lhe as mais elementares capacidades de socialização, era um grunho.
Observou, durante uns anos, como as pessoas se davam entre si, os padrões que seguiam, os olhares, as nuances linguísticas e físicas, o quão pequenas atitudes geram personalidades icónicas, apesar de vazias de interesse/conteúdo. Aprendeu (sempre foi rápido a aprender quando o assunto lhe interessava) a dar-se e ganhou popularidade. Afinal ser admirado não era assim tão complicado. Era até uma mescla de chavões e frases feitas ditas em momentos certos, bastava ter um timing correcto e atento. Tentou ser mais humano. Não ser Mau. Ajudar. Continuou a ler, descobriu George Orwell, aprendeu com 1984 e visionou com A quinta dos animais, compreendeu a sua aplicabilidade ao Mundo. Aprendeu oratória, retórica, filosofia, tornou-se culto. E, com a idade, os que o rodeavam foram sentido-se cada vez mais incultos e o iam venerando mais.
Continuava no entanto sem conhecer o desespero, sem saber o que intimamente governava os destinos próprios de cada um, e percebeu que para sabe-lo tinha de sofrer. E sofreu: Bebeu, Fumou, Cheirou, Chutou, Ressacou, Chorou, Mijou-se e cagou-se sem saber, sobreviveu nauseabundo. Roubou, pilhou, manipulou, mentiu, "investiu". Percebeu que as pessoas quando viciadas são apenas pequenos fantoches vivos, e percebeu assim a utilidade que estas tinham. Percebeu também que a única coisa que salva as pessoas dessa alienação de vontade própria era a sua própria inteligência e resistência, e que uma pouco abundava e a outra facilmente se debilitava. Sabia agora como controlar o Mundo.
 E teve sorte, o mundo ruiu. A ganância desmedida destruiu as fundações da humanidade, queimou os princípios, afogou os valores. O Homem era agora um bicho solto e selvagem, desesperado, à procura de um sentido e salvação. Ele sabia que era momento de agir: Enterrou a bondade e fortaleceu a filha da putice: tornou-se o estratega politico de um mundo sem regras nem ordem, tinha de ser o rei do caos.
o medo é lindo.
Todos os contactos e ligações que tinha antes foram-lhe extremamente úteis nesta sua alegre fase da vida. Todos eles tinham, de certo modo, ou favores a pagar ou admiração para seguir, planeando assim uma cruel, rápida e eficaz liquidação de toda e qualquer oposição. Repetiu a paranóia da perseguição Estalinista sem no entanto perder o controlo, viva um êxtase psicológico com a sua própria magnificência. Mas sabia não ser grande.

Ser pequeno pode ser um trauma lixado. O pequeno controlador social ganhava visibilidade, mas não crescia, e isso sempre o fez sentir-se menos que os outros. Passou a usar sapatos de sola alta. Era agora um Homem! era Grande! tinham de levantar a cabeça para se dirigir a ele, sabia no entanto ser ridículo.

Ele sabia bem o perigo de um mundo caótico, selvagem e estúpido, a sua própria sobrevivência não seria assegurada assim. Tinha de reformular o mundo, mas era ainda pequeno.
o Problema de nos tornarmos importantes, influentes, e poderosos é que os nossos inimigos vão-no sendo cada vez mais também. Ele já não mandava lutar contra pequenos gangues/ grupos e povoações, lutava contra pequenos "condados" já (o bom da decandencia do mundo é que não há países, e não havendo países, não há uma capaz governança que imponha a ordem, sendo assim o mundo de quem primeiro o subjugar). Não poderia nunca sobreviver sem uma sólida força. E, mais do que força física, precisa de controlar a mente das pessoas. Lançou assim uma inteligente manobra de criação de identidade territorial, defesa da "propriedade comum", do "que é nosso", enfim, usou velhas técnicas e tácticas. Teve sucesso: Criou uma verdadeira cidade, uma verdadeira sociedade, um exército, treinado e capaz, emocionalmente dependente da sua agora icónica figura. Era um Líder. Finalmente, olhavam-no com respeito. E o sempre necessário medo. Mas ele conseguia dar a sobrevivência aos seus subalternos, e em tempos pós-apocalípticos, a mais apenas se pede pão e água.

Controlava agora alma e coração de todos o que o rodeavam, reciclava amedrontados indivíduos num temeroso colectivo. Teve a habilidade de tornar o seu "gado" numa massa temida e, no imaginário colectivo, invencível. Foi conquistando território e território, cada vez mais amplo e vazio de intelecto. Apesar do seu receio sobre a inteligência alheia, sabia precisar de gente capaz. Teve assim de buscar os que ainda sabiam medicina, psicologia, mecânica, engenharia, arquitectura, literatura, propaganda, etc. Sentiu-se impotente com a cada vez mais parecida sociedade da qual tinha emergido, temia-a verdadeiramente. Sabia que alguém iria emergir, tal como ele mesmo tinha emergido, e ganhar o seu lugar. 

Quando se tem tudo, tememos todos, pois todos querem a nossa cabeça para no seu lugar colocar a sua.

Refugiou-se em desespero nos vícios. Não que os tivesse alguma vez abandonado, todos sabiam que o seu líder era puro de defeitos (a propaganda é de facto, algo incrível) mesmo que na realidade sempre tivesse tido o ferrão venenoso da necessidade do degredo. Cada mais mais receoso, cada vez mais assustado, cada vez mais embrenhado na sua própria destruição. Sabia bem que "aquilo" seria o seu fim. Sabia que o seu poleiro cairia não por alguém, mas por si mesmo, via-o todas as noites em sonhos, antes do agreste e suado acordar, alucinado pelo cansaço e toxicidade. Não quis gulags, preferiu a rápida execução sumária. Perdeu aos poucos o respeito do seu povo, o medo já não era controlo, era motivação. Já não governava, passava os dias perdido em seus pensamentos e música, esperava a morte. Não sorria, queria fazê-lo, rir-se da ironia que ele produzira para si próprio, mas não conseguia. A cocaína minara-lhe o sistema nervoso, não mais reagia, viva sem qualquer emoção, o cérebro pura e simplesmente não conseguia mais que sobreviver em depressão. cada vez que lhe chutavam uma dose de heroína, temia o corte que esta tinha. Mas a dependência física é uma puta: quer sempre mais e mais, e ele queria sempre mais e mais também.

Tornou-se um caco. Um nada. Soube-se responsável pela destruição dos que o viram nascer e pelo nascimento dos que o viriam destruir. Ciclo inevitável, pensou a certa altura. Obviamente estava errado, no fundo também o sabia, mas o conforto de julgar ter feito tudo o que podia era a única coisa que mantinha viva. 

Um dia, nada mais restava. Um proeminente intelectual reduzido a degradação humana. O mundo continuou, alguém tomou seu lugar, aligeirou as coisas, com o tempo, tudo voltou ao normal. Todo o espaço se reorganizou, ele não passou assim de um infeliz retorno à idade média. Apesar de recordado e imortal para a história, ninguém o recordou com saudade. Já não havia saudade. Éramos agora bichos brutos e cruéis, que sobreviviam em conjunto. 
A humanidade morreu vitima de si própria.

Sunday, May 03, 2009

Deus

é uma noite num  litro de whisky com meio de coca-cola, Underworld no iPod, deitar-me numa auto-estrada e fechar os olhos. Quando uma luz aclara a palpebra, um sorriso.

Sunday, April 19, 2009

Conhecimento Empirico

"As mulheres não são para namorar, são para foder."

(obg. A.*)

Saturday, April 18, 2009

umbigo v6.0

Sou um caso curioso. Quanto mais reflicto sobre o meu "Eu" mais chego à conclusão que sou um ser profundamente estranho.
Contraditório, aparentemente sem nexo. Por exemplo:
-Repudio o modo actual de se fazerem fortunas, mas conheço e estudo com bastante interesse todas as mafiosices que me passam a frente.
-Recuso uma existência materialista, mas desejo vários objectos (nomeadamente um lamborghini murciélago LP640).
-Confunde-me a existência da mulher enquanto simples objecto sexual, de rápido e decadente consumo, mas diverte-me que algumas assim sejam.
-Não me agradam relações sentimentais breves, fugazes, vazias e sem significado, mas não me permito outras.
-Acho a gula uma estupidez, mas não raras vezes como até não conseguir mais.
-Critico criminosos, mas por várias vezes infringi a lei (e nem sempre em coisas inconsequentes)
-Ridicularizo vicios, mas temo ter alguns.

Apesar de para todas as situações haver sempre uma razão qualquer que verdadeiramente justifique todas estas incongruencias, não posso deixar de pensar: Não passarei eu de um mero hipócrita cinico, inconsciente disso mesmo?

Monday, April 13, 2009

engraçado

ando com uns 3 ou 4 textos na cabeça, penso neles a noite, quando me deito, vagueiam-me a mente enão me deixam dormir. Recuso-me a levantar-me e passa-los para papel, mmanipulado pela perguiça. E agora, chego aqui, olho para o monitor, e fico em branco. As 3 historias e pensamentos, reflexões, que tão presentes me têm sido, tão tantas vezes repetidas e sabidas de cor e salteado, são-me agora memória há muito esquecida. Não me consigo lembrar mesmo delas. Estranho. Acontece-me imensas vezes, mais que o que axo seria normal, esquecer-me totalmente de coisas que estudei e marquei na memória, quando presiso delas. Relembrabdo-me delas quando já não me são uteis. Secalhar ia ao médico

Wednesday, April 08, 2009

...

"ah, eu por acaso gostava de casar, ter familia, filhos e isso..."
Casar? c a s a r ?
"sim casar, qual é o problema?"
um homem não casa. 
"o quê? 'tás parvo?! não casa porquê? é assim tão estranho que duas pessoas se possam amar e queiram partilhar uma vida?!"
ó quanta inocência.

Um homem só casa por duas razões: ou a gaja é rica, ou é um falhado, e na sua incapacidade de arranjar sexo quando deseja, casa-se. Vive com a vã fé de poder fornicar todos os dias, ignorando a inevitável situação de enjoo da mesma cona, querendo pura e simplesmente assegurar uma vida sexual minimamente satisfatória. Esquece-se também que os casados pouco ou mal fodem. 

A tua vontade primordial de casar é, portanto, querer ficar agarrada (até ao divórcio) a um falhado. Muito bom.

Rotinas da vida

Adoro a imprevisibilidade da minha vida. o nunca saber como vai acabar a noite. o dia. A vida. o agora, o momento. A fuga ao espectavel. Ao previsivel. Não é a gaja do momento, a badeira que não se sabe se se vai apanhar, a moca, A fuga, o pergo. É o talvez, é o não saber o agora. É bom. É uma agradavel sensação de vida- É uma amorosa ilusão. Ponto final.

(mais uma vez, obg S. por relembrares o esboço*. E A. tb* )