afastas quem te quer, queres quem te afasta. estúpido rapaz, és estúpido

Friday, August 21, 2009
Mais forte que eu
Sofro sempre com a tua ausencia, sofro mais com a tua presença; não és nem foste, nunca serás, tão boa como eu. Sabemos ambos que se as pessoas estivessem categorizadas em patamares tu estarias num qualquer inferior ao meu, fui sou e serei sempre superior a ti, poucas vezes roçaste o meu mais baixo momento de glória. Não é Ego elevado, não é alienação do que me rodeia, é simplesmente mediocridade tua.
E, mesmo assim, encantas-me. Não percebo como, nem sequer porquê, mas tu és algo superior ao meu bom senso. Por mais que racionalize, sobrepões-te: não és Bela, não tens um invejável físico, não tens uma adorável personalidade, não te preocupas com quem quer que seja a não ser tu própria, és basicamente uma besta. Mau ser humano, não chegas a ser sequer pessoa. Por mim, morrias numa valeta, abandonada de qualquer compaixão. Mas quero-te.
Desejo-te de uma modo estúpido, de uma maneira incompreensivel, ridicula, idiota e absurda. Ter-te seria estranho, creio até que triste, mazoquista talvez.
Gostava de ser Grunho. Estúpido mesmo. Pensar como os animais e as pessoas "gaja, bora", "Cona, siga", "é muita boa, tá muita bom". Era fixe. Popular até, numa de puto crescido que ninguém sabe como mas admira pela capacidade incompreensivel de engatar o sexo oposto com estranha facilidade que todo o sexo masculino quer e todo o sexo feminino deseja (viva o mais basico darwinismo)...
A solidão é fodida.
Com tanta gente conhecida. Com tanta coisa vivida. Com tanta memória numa mente incapaz de lembranças, uma pessoa sente-se absurdamente sozinha. Acordas e deitas-te a pensar que toda a tua vida será uma máscara e mentira, uma falsidade cinica que toda a gente aplaude e lembra, critica ou aplaude.
Ninguem gosta ou gostará de ti, toda a gente terá SEMPRE a sua agenda própria, toda a gente quer saber de si e está-se a cagar para o próximo, todos nós criamos o nosso quinhão de sociedade isolada em si mesma, centrada na nossa pessoa. Todos nós conhecemos meio mundo e não conhecemos ninguém, até ao absurdo de não nos conhecermos a nós próprios.
A metafisica é coisa de adolescente, questões existenciais são o dia a dia da nossa juventude e pagode adulto sobre a gerção anterior, mas é na verdade aquilo de que fugimos à medida que crescemos para não nos enfrentarmos a nós mesmos. Pensar na vida e em nós é o mais cruel acto a que nos submetemos, porque é ai que vemos o fracasso de ser humano que somos. Somos niguém, ou melhor, somos todos. Somos iguais ao mundo, não somos ninguém, somos um mesmo produto da educação a que somo submetidos ao longo de anos, uns atrás dos outros, degenerações atrás de degenerações. A mesma caca que eramos à séculos atrás, com as inevitáveis alterações que a tecnologia e conhecimento obrigam. O pensamento filosófico francês é claramente partilhado aqui apesar de o recusar: nós temos a capacidade de o alterar, o ser humano não está condenado a ser um infeliz e cruel ser vivo, nós é que escolhemos assim ser; a sociedade somos nós, e nós escolhemos (por vezes) as acções que cometemos, nós somos (em certa medida) os donos do nosso destino, nós queremos ser uns merdas. Nós não queremos pensar no que fazemos, nós não queremos perceber o que fazemos, nós não queremos ver que caminhamos numa direção linear sem saida onde progressivamente suicidamos a sociedade enquanto estrutura capaz de resistir à prova do tempo.
Sinto-me como o professor chines isolado do mundo (ver "A Longa Marcha" de Ed Jocelyn e Andrew McEwen, só assim numa de sugestão literária (confesso que o livro é relativamente desapontante) ), retido numa aldeia onde toda a população tem uma mentalidade do século XVII. Quase toda a música que gosto, toda a gente ou não gosta ou não conhece, quem conhece raramente (verdadeiramente) aprecia. Quase ninguém lê, ridicularizam esse acto basilar de crescimento intelectual. Entre um documentário e uma porrada de wwf, viva a wwf, ver cacetada combinada é que satisfaz o pessoal. Saber o que o regime Nazi ou Estalinista fazia com os prisioneiros dos campos de
concentração/ gulags é saber demais e ser estranhamente extremista ( ?). Entre a historia politica do pais ou da europa nos ultimos 30 anos e uma serie merdosa (lanço a farpa à palhaça de Grey), baba-se tudo pela cinzenta.
Olho para o lado e vejo-me cercado por ganzados, cocainados, bebados (n sei ate que ponto me inclui-o nesta categoria), viciados de todo o tipo. escapes e escapes a realidade, avisados por tudo e mais alguma coisa.
Cortamos as nossas pernas por gosto. Tantos telhados de vidro. Que escravos da vontade.
Fiquei sem vontade de continuar

E, mesmo assim, encantas-me. Não percebo como, nem sequer porquê, mas tu és algo superior ao meu bom senso. Por mais que racionalize, sobrepões-te: não és Bela, não tens um invejável físico, não tens uma adorável personalidade, não te preocupas com quem quer que seja a não ser tu própria, és basicamente uma besta. Mau ser humano, não chegas a ser sequer pessoa. Por mim, morrias numa valeta, abandonada de qualquer compaixão. Mas quero-te.
Desejo-te de uma modo estúpido, de uma maneira incompreensivel, ridicula, idiota e absurda. Ter-te seria estranho, creio até que triste, mazoquista talvez.
Gostava de ser Grunho. Estúpido mesmo. Pensar como os animais e as pessoas "gaja, bora", "Cona, siga", "é muita boa, tá muita bom". Era fixe. Popular até, numa de puto crescido que ninguém sabe como mas admira pela capacidade incompreensivel de engatar o sexo oposto com estranha facilidade que todo o sexo masculino quer e todo o sexo feminino deseja (viva o mais basico darwinismo)...
A solidão é fodida.
Com tanta gente conhecida. Com tanta coisa vivida. Com tanta memória numa mente incapaz de lembranças, uma pessoa sente-se absurdamente sozinha. Acordas e deitas-te a pensar que toda a tua vida será uma máscara e mentira, uma falsidade cinica que toda a gente aplaude e lembra, critica ou aplaude.
Ninguem gosta ou gostará de ti, toda a gente terá SEMPRE a sua agenda própria, toda a gente quer saber de si e está-se a cagar para o próximo, todos nós criamos o nosso quinhão de sociedade isolada em si mesma, centrada na nossa pessoa. Todos nós conhecemos meio mundo e não conhecemos ninguém, até ao absurdo de não nos conhecermos a nós próprios.
A metafisica é coisa de adolescente, questões existenciais são o dia a dia da nossa juventude e pagode adulto sobre a gerção anterior, mas é na verdade aquilo de que fugimos à medida que crescemos para não nos enfrentarmos a nós mesmos. Pensar na vida e em nós é o mais cruel acto a que nos submetemos, porque é ai que vemos o fracasso de ser humano que somos. Somos niguém, ou melhor, somos todos. Somos iguais ao mundo, não somos ninguém, somos um mesmo produto da educação a que somo submetidos ao longo de anos, uns atrás dos outros, degenerações atrás de degenerações. A mesma caca que eramos à séculos atrás, com as inevitáveis alterações que a tecnologia e conhecimento obrigam. O pensamento filosófico francês é claramente partilhado aqui apesar de o recusar: nós temos a capacidade de o alterar, o ser humano não está condenado a ser um infeliz e cruel ser vivo, nós é que escolhemos assim ser; a sociedade somos nós, e nós escolhemos (por vezes) as acções que cometemos, nós somos (em certa medida) os donos do nosso destino, nós queremos ser uns merdas. Nós não queremos pensar no que fazemos, nós não queremos perceber o que fazemos, nós não queremos ver que caminhamos numa direção linear sem saida onde progressivamente suicidamos a sociedade enquanto estrutura capaz de resistir à prova do tempo.
Sinto-me como o professor chines isolado do mundo (ver "A Longa Marcha" de Ed Jocelyn e Andrew McEwen, só assim numa de sugestão literária (confesso que o livro é relativamente desapontante) ), retido numa aldeia onde toda a população tem uma mentalidade do século XVII. Quase toda a música que gosto, toda a gente ou não gosta ou não conhece, quem conhece raramente (verdadeiramente) aprecia. Quase ninguém lê, ridicularizam esse acto basilar de crescimento intelectual. Entre um documentário e uma porrada de wwf, viva a wwf, ver cacetada combinada é que satisfaz o pessoal. Saber o que o regime Nazi ou Estalinista fazia com os prisioneiros dos campos de
concentração/ gulags é saber demais e ser estranhamente extremista ( ?). Entre a historia politica do pais ou da europa nos ultimos 30 anos e uma serie merdosa (lanço a farpa à palhaça de Grey), baba-se tudo pela cinzenta.
Olho para o lado e vejo-me cercado por ganzados, cocainados, bebados (n sei ate que ponto me inclui-o nesta categoria), viciados de todo o tipo. escapes e escapes a realidade, avisados por tudo e mais alguma coisa.
Cortamos as nossas pernas por gosto. Tantos telhados de vidro. Que escravos da vontade.
Fiquei sem vontade de continuar
Thursday, August 20, 2009
wha' ?
a minha progenitora, em alegre conversa, expressou (com alguma dificuldade) que eu era obcessivo compulsivo por apenas aceitar e tentar que tudo seja racional e tenha uma justificação clara e sustentada.
han? porque raio haveria de crer e aceitar que as coisas são porque são e satisfazer-me com o "porque secalhar é porque isto e aquilo que "ninguém sabe" nem "interessa saber" "?
hmpf.

han? porque raio haveria de crer e aceitar que as coisas são porque são e satisfazer-me com o "porque secalhar é porque isto e aquilo que "ninguém sabe" nem "interessa saber" "?
hmpf.
Wednesday, August 12, 2009
Eleições
Em tempo de eleições, sabemos todos (espero) que qualquer palavra, discurso, crónica, etc. debitada por membros de partidos e/ou gente com ligações/aspirações partidárias ou até com o desejo do muito português tacho não possam ser levada muito a sério, mais não seja por simplesmente serem pedaços de intelectualidade parciais e obviamente falaciosos. No entanto, há sempre uma certa verdadenas suas palavras, caso contrário tudo isto seria tão ridiculo que até o mais idiota dos eleitores riria de toda a democracia. Importa assim pensar sobre o que nos "dizem" e fazer m julgamento imparcial das nossas próprias aspirações e desejos.
Em Portugal, há duas opções de governo: PS ou PSD. Qualquer outro partido, actualmente, apenas se pode iludir quanto a governar o país. Declaro desde já a minha inclinação politica pela esquerda, apesar de me considerar apartidário: os interesses de partidos nunca beneficiam as massas populacionais e o bem destas é que considero essenciale importante, o resto é superfulo, dai não acreditar em partido algum, da esquerda à direita, dos extremos ao centro.
Qualquer partido que prometa Emprego está a mentir: é algo que apenas muito indirectamente está nas mãos de um governo, seja qual for a ideologia ou cor politica, controlar. O Estado há muito que perdeu o controlo da economia, e neste ponto concordo em absoluto com a lengalenga da direita PSD sobre a importancia das PMEs e do apoio que estas necessitam do estado, nao creio no entanto que o estado deva injectar constantemente subsidios e capital nelas: uma empresa gera dinheiro pela sua actividade profissional e competencia, não por o estado a permitir sobreviver num estado morte eminente. No entanto, para que possam sobreviver as PMEs, é necessário um conjunto de infra-estruturas (não apenas fisicas) que suportem o nascimento e crescimento destas, dai considerar essencial que antes destas se criem as redes necessarias ao livre-transito de informaçao e bens, humanos e materiais, entre o país e o estrangeiro, preferencialmente até o segundo, pois o nosso país pela sua escala está condenado a ter de se relacionar com os outros mais do que conosco se tem algum desejo de se impor como nação digna desse nome. Assim sendo, TGV e Aeroporto novinho em folha são necessários, apesar do encargo que representam para as gerações futuras (pergunto: o Aeroporto da Portela quando foi feito foi pago de imediato? não teve consequencias nas gerações seguintes à que o planeou e contruiu? recebia já o volume de tráfego aéreo que recebe hoje e que consegue comportar? a rede ferroviaria do país caiu no nosso territorio de imediato e à borla? a rede de estradas e auto-estradas (que considero excessiva) construiu-se num dia? custou 0€? Alguém nega a necessidade e a mais valia que, apesar destes contras, estas estruturas hoje nos são?). O traçado do TGV concordo em absoluto que é discutivel, apesar de considerar benéfico para o país, a médio/longo-prazo a sus existencia.
O problema em Portugal de se dar apoio às PMEs é que estas, na sua grande generalidade, são geridas por negreiros modernos. Não geram, de facto, riqueza, pois o capital que estas geram não se dissipa na população activa do país, mas num grupo algo restrito. A grande maioria das empresas paga menos que o ordenado minimo nacional ou este, que é claramente insuficiente para o preço que tudo custa. Quando não assim é, as empresas vão-se servindo constantemente de estagiários, que trabalham ou à borla e por amor à camisola (leia-se esperança quase sempre vã de conseguir um emprego porcamente mal pago) ou por uma ninharia miserável que nem para pagar as deslocações ao local de trabalho chega. E isto acontence tanto com pessoas sem qualificação académica/profissional como com as que a têm.
Enquanto não existir um forte sistema judicial que puna EXEMPLARMENTE este tipo de escravidão mascarada de nada serve injectar capital nas PMEs, é como dar dinheiro a ladrões para minimizar o crime.
Outra premissa importante ao crescimento das PMEs é o facto de que são estas que empregam grande parte da população, e uma grande parte da (desta) população está no desemprego. E a maior parte da população activa desempregada são precisamente jovens e recém-licenciados (+/-30% jovens contra os quase 10% que são toda a outra população desempregada). Recém-licenciados que, literalmente, pouco ou nada sabem e assim também não podem ser nem úteis ao país nem úteis a si próprio, pois um canudo só por si não significa competencia nem conhecimentos nem profissionalismo.
O Ensino Universitário em Portugal devia ser Vergonha Nacional. As instituições que supostamente preparam as pessoas para uma vida profissional neste território à beira mar plantado fazem um trabalho ridiculamente mau. Não consigo compreender como é possivel que alunos faltem a aulas, não façam testes, não presenciem aulas teóricas, acabem cadeiras com notas relativamente boas, muitas vezes sem sequer ser pelas inevitáveis cunhas (que em qualquer lado sempre existirão). Acho Absurdo que se tire um curso superior com cadeiras mais fáceis que disciplinas do secundário. Como pode ser superior se um adolescente sabe matérias mais complexas? que conceito de Superior é esse?
Considero Absurdo que no ensino superior se possa fazer coisas absurdas como fazer apenas uma cadeira, ou nenhuma até. Se um aluno não tem um aproveitamento decente, não merece estar numa universidade, vá-se embora e ceda o lugar a alguém que de facto deseje aprendar e saber. Para que isto aconteça, também a avaliação tem de ser revista: actualmente é uma verdadeira palhaçada. Impera a cábula desenfreada com muito pouca consequecia quando descoberta, impondo-se até com algum ajuda dos professores que pura e simplemente não querem saber. Os critérios de avaliação são também em demasiadas áreas e cadeiras propositadamente subjectivos de modo a permitir-se que caba à vontade do professor a avaliação, sobrepondo-se não raras vezes a opinião pessoal do professor e o agrado que certos alunos lhe dão, invés de se avaliar o real valor das capacidades e conhecimentos do aluno, variando até os critérios de avaliação de aluno para aluno de modo a justificar notas.
Assim se compreende como Portugal continua e continuará constantemente vitima das raivas e vingançazinhas politicas dos eleitores, de 4 em 4 anos muda-se a cor partidária, ou no máximo de 8 em 8, mudando as pessoas o seu voto de acordo com o enjoo que têm com o governo actual e não com as medidas realizadas ou por realizar, pois tudo no país falha, tudo o que são problemas primordiais no país são segundo plano prepositadamente, sem que as pessoas realmente se mexam contra este ridiculo estado da nação pois no fundo, no seu intimo, até não se importarem com este paradigma, desejando apenas sair do fundo da cadeia alimentar e subir de escravo para negreiro, iludindo-se na possibilidade de isso realmente vir a acontecer numa sociedade cada vez mais semelhante a feudos medievais, cuja grande diferença é o que hoje em dia são esses "feudos".
As eleições não servem assim para grande coisa. Servem principalmente para termos a satisfação de vivermos numa democracia, onde de 4 em 4 anos podemos escolher as viboras que nos irão envenenar.
Em Portugal, há duas opções de governo: PS ou PSD. Qualquer outro partido, actualmente, apenas se pode iludir quanto a governar o país. Declaro desde já a minha inclinação politica pela esquerda, apesar de me considerar apartidário: os interesses de partidos nunca beneficiam as massas populacionais e o bem destas é que considero essenciale importante, o resto é superfulo, dai não acreditar em partido algum, da esquerda à direita, dos extremos ao centro.
Qualquer partido que prometa Emprego está a mentir: é algo que apenas muito indirectamente está nas mãos de um governo, seja qual for a ideologia ou cor politica, controlar. O Estado há muito que perdeu o controlo da economia, e neste ponto concordo em absoluto com a lengalenga da direita PSD sobre a importancia das PMEs e do apoio que estas necessitam do estado, nao creio no entanto que o estado deva injectar constantemente subsidios e capital nelas: uma empresa gera dinheiro pela sua actividade profissional e competencia, não por o estado a permitir sobreviver num estado morte eminente. No entanto, para que possam sobreviver as PMEs, é necessário um conjunto de infra-estruturas (não apenas fisicas) que suportem o nascimento e crescimento destas, dai considerar essencial que antes destas se criem as redes necessarias ao livre-transito de informaçao e bens, humanos e materiais, entre o país e o estrangeiro, preferencialmente até o segundo, pois o nosso país pela sua escala está condenado a ter de se relacionar com os outros mais do que conosco se tem algum desejo de se impor como nação digna desse nome. Assim sendo, TGV e Aeroporto novinho em folha são necessários, apesar do encargo que representam para as gerações futuras (pergunto: o Aeroporto da Portela quando foi feito foi pago de imediato? não teve consequencias nas gerações seguintes à que o planeou e contruiu? recebia já o volume de tráfego aéreo que recebe hoje e que consegue comportar? a rede ferroviaria do país caiu no nosso territorio de imediato e à borla? a rede de estradas e auto-estradas (que considero excessiva) construiu-se num dia? custou 0€? Alguém nega a necessidade e a mais valia que, apesar destes contras, estas estruturas hoje nos são?). O traçado do TGV concordo em absoluto que é discutivel, apesar de considerar benéfico para o país, a médio/longo-prazo a sus existencia.
O problema em Portugal de se dar apoio às PMEs é que estas, na sua grande generalidade, são geridas por negreiros modernos. Não geram, de facto, riqueza, pois o capital que estas geram não se dissipa na população activa do país, mas num grupo algo restrito. A grande maioria das empresas paga menos que o ordenado minimo nacional ou este, que é claramente insuficiente para o preço que tudo custa. Quando não assim é, as empresas vão-se servindo constantemente de estagiários, que trabalham ou à borla e por amor à camisola (leia-se esperança quase sempre vã de conseguir um emprego porcamente mal pago) ou por uma ninharia miserável que nem para pagar as deslocações ao local de trabalho chega. E isto acontence tanto com pessoas sem qualificação académica/profissional como com as que a têm.
Enquanto não existir um forte sistema judicial que puna EXEMPLARMENTE este tipo de escravidão mascarada de nada serve injectar capital nas PMEs, é como dar dinheiro a ladrões para minimizar o crime.
Outra premissa importante ao crescimento das PMEs é o facto de que são estas que empregam grande parte da população, e uma grande parte da (desta) população está no desemprego. E a maior parte da população activa desempregada são precisamente jovens e recém-licenciados (+/-30% jovens contra os quase 10% que são toda a outra população desempregada). Recém-licenciados que, literalmente, pouco ou nada sabem e assim também não podem ser nem úteis ao país nem úteis a si próprio, pois um canudo só por si não significa competencia nem conhecimentos nem profissionalismo.
O Ensino Universitário em Portugal devia ser Vergonha Nacional. As instituições que supostamente preparam as pessoas para uma vida profissional neste território à beira mar plantado fazem um trabalho ridiculamente mau. Não consigo compreender como é possivel que alunos faltem a aulas, não façam testes, não presenciem aulas teóricas, acabem cadeiras com notas relativamente boas, muitas vezes sem sequer ser pelas inevitáveis cunhas (que em qualquer lado sempre existirão). Acho Absurdo que se tire um curso superior com cadeiras mais fáceis que disciplinas do secundário. Como pode ser superior se um adolescente sabe matérias mais complexas? que conceito de Superior é esse?
Considero Absurdo que no ensino superior se possa fazer coisas absurdas como fazer apenas uma cadeira, ou nenhuma até. Se um aluno não tem um aproveitamento decente, não merece estar numa universidade, vá-se embora e ceda o lugar a alguém que de facto deseje aprendar e saber. Para que isto aconteça, também a avaliação tem de ser revista: actualmente é uma verdadeira palhaçada. Impera a cábula desenfreada com muito pouca consequecia quando descoberta, impondo-se até com algum ajuda dos professores que pura e simplemente não querem saber. Os critérios de avaliação são também em demasiadas áreas e cadeiras propositadamente subjectivos de modo a permitir-se que caba à vontade do professor a avaliação, sobrepondo-se não raras vezes a opinião pessoal do professor e o agrado que certos alunos lhe dão, invés de se avaliar o real valor das capacidades e conhecimentos do aluno, variando até os critérios de avaliação de aluno para aluno de modo a justificar notas.
Assim se compreende como Portugal continua e continuará constantemente vitima das raivas e vingançazinhas politicas dos eleitores, de 4 em 4 anos muda-se a cor partidária, ou no máximo de 8 em 8, mudando as pessoas o seu voto de acordo com o enjoo que têm com o governo actual e não com as medidas realizadas ou por realizar, pois tudo no país falha, tudo o que são problemas primordiais no país são segundo plano prepositadamente, sem que as pessoas realmente se mexam contra este ridiculo estado da nação pois no fundo, no seu intimo, até não se importarem com este paradigma, desejando apenas sair do fundo da cadeia alimentar e subir de escravo para negreiro, iludindo-se na possibilidade de isso realmente vir a acontecer numa sociedade cada vez mais semelhante a feudos medievais, cuja grande diferença é o que hoje em dia são esses "feudos".
As eleições não servem assim para grande coisa. Servem principalmente para termos a satisfação de vivermos numa democracia, onde de 4 em 4 anos podemos escolher as viboras que nos irão envenenar.
Saturday, July 18, 2009
Giro
O mundo está todo ao contrátrio. tudo está errado. todo a governação dos paiss, todos os regimes autoritarios e dictatoriais estão conceptualmente alienados da essencia humana, nada funciona como é suposto. O Homem tem de ser mais Humano, mais sentimental, mais bonito, mai pacifico, mais perfeito, muito, muito mais correcto. Não pode mais continuar na porcaria psicológica que fomentou durante a imensidão temporal anterior ao momento deste Post. Nao podemos continuar a ser Maus. Não podemos continuar a ser Errados. Urge uma Puirificação intelectual interior e intelectual. Temos de no banhar numa cultura de competencia humana inexistente até hoje.
Giro. Basta escrever, dizer, transmitir lugares comuns, coisas que todos nós conhecemos, num qualquer local/ meio conhecido por todos mas ainda algo "elitista" para que, num ambiente interior, seja percebido como mensagem profunda e correcta, independentemente de ser o mesmo de sempre, algo já sabido. O facto de todos nós desejarmos um mundo melhor, uma realidade melhor, e sabermos como a tornar real, e sabermos que, no fim, depende de nós a sua existência, faz com que aquando lido se tenha a sensação de que alguém pense o mesmo que nós. Alguém também já descobriu o fogo. Não estamos sozinhos. Faz com que, Meu Deus, também nós somos espertos e percebemos o que está mais para além da fachada do mundo real.
É assim que funciona a politica. Dá-nos frases feitas para termos fé. E a realidade, o mundo real, o impacto do que de facto acontece, faz com que boas intenções não passem disso mesmo. Mas continuaremos sempre a acreditar na possobilidade do futuro promissor.
Temos assim de lutar contra os politicos, pois nunca serão mais que hipocritas sociais à espera de sobreviver à conta do povo, tal qual nobreza do século XVII. Matemo-los todos, revolução! Morte aos Czares do Século XIX, nascidos na rica burguesia! E, no fim, alegria. Voltaremos sempre ao mesmo, a história repete-se.
Friday, July 03, 2009
Monday, May 18, 2009
O pequeno ditador
Cresceu e descobriu Júlio Verne. Aprendeu com ele a capacidade de ver mais além, de imaginar e tentar justificar o impossível, criar argumentos para o inexistente. Pelo caminho foi apanhando música clássica. Ouviu o épico. Percebeu depois a emotividade deste, e como não era exclusivo de um único género musical. Compôs. Mal, sem formação, mas com um incrível esforço auto-didacta. Percebeu que quando se aprende por si mesmo, quando se procura, as coisas marcam muito mais do que quando nos são dadas. E assim, renegou o facilitismo e quis sempre aprender sozinho. Agradecia as pistas, explorava depois por si. Foi nascendo uma personalidade nascisista e de ego maior que a sua pequena estatura. Era pequeno, os pais doaram-lhe fraca genética. Pequeno e algo feio. Não que fosse assustador, tinha até alguma piada e, quando falava, sentia-se-lhe um certo encanto; não sabia simplesmente apresentar-se, na sua educação a ausência de gosto estético seria-lhe, durante anos, martirizante.
Gostava de ler, sentia que aprendia. Evoluía na sua própria expressão escrita e falada, agradava-lhe o conseguir sobrepor a sua razão e argumentos ao de adultos supostamente mais inteligentes, sábios e conhecedores que ele próprio. Saboreou aos poucos a prepotência e gostou. Para um individuo menorizado fisicamente, a superioridade intelectual era-lhe uma fuga deliciosa.
Sabia tornar-se cada vez mais má pessoa e, no fundo, isso incomodava-o. Mas satisfazia-o. E assim dedicou-se a ser Bom. Não um bom humano, ser um excelente cumpridor de tarefas. Propor-se a concretizar algo e atingi-lo na perfeição. Foi ficando frio. Frio e distante das pessoas, não lhe interessava a mediocridade dos humanos. Sentia-se cada vez mais afastado do mundo, daquilo que sentia à sua volta. Ninguém o impressionava, ninguém tinha para admirar. Interessou-se então pela história, procurou seres de capacidades inimagináveis e feitos impossíveis, queria a todo o custo ver-se noutra pessoa. Foi assim que percebeu o que era politica e estratégia. De Alexandre o grande a César, de Gengis Khan a Hitler, de Estaline a Mao Tsé Tsung. Viu como a emoção e medo são instrumentos brutais de controlo de massas, como a indução subtil de comportamentos gera outros comportamentos que, quando controlados, fazem planos frágeis atingir uma solidez e eficácia diabólica. Quis ser um Líder. Mas era tudo menos isso. Era desconhecido, não sabia lidar com pessoas, era anti-social, Faltavam-lhe as mais elementares capacidades de socialização, era um grunho.
Observou, durante uns anos, como as pessoas se davam entre si, os padrões que seguiam, os olhares, as nuances linguísticas e físicas, o quão pequenas atitudes geram personalidades icónicas, apesar de vazias de interesse/conteúdo. Aprendeu (sempre foi rápido a aprender quando o assunto lhe interessava) a dar-se e ganhou popularidade. Afinal ser admirado não era assim tão complicado. Era até uma mescla de chavões e frases feitas ditas em momentos certos, bastava ter um timing correcto e atento. Tentou ser mais humano. Não ser Mau. Ajudar. Continuou a ler, descobriu George Orwell, aprendeu com 1984 e visionou com A quinta dos animais, compreendeu a sua aplicabilidade ao Mundo. Aprendeu oratória, retórica, filosofia, tornou-se culto. E, com a idade, os que o rodeavam foram sentido-se cada vez mais incultos e o iam venerando mais.
Continuava no entanto sem conhecer o desespero, sem saber o que intimamente governava os destinos próprios de cada um, e percebeu que para sabe-lo tinha de sofrer. E sofreu: Bebeu, Fumou, Cheirou, Chutou, Ressacou, Chorou, Mijou-se e cagou-se sem saber, sobreviveu nauseabundo. Roubou, pilhou, manipulou, mentiu, "investiu". Percebeu que as pessoas quando viciadas são apenas pequenos fantoches vivos, e percebeu assim a utilidade que estas tinham. Percebeu também que a única coisa que salva as pessoas dessa alienação de vontade própria era a sua própria inteligência e resistência, e que uma pouco abundava e a outra facilmente se debilitava. Sabia agora como controlar o Mundo.
E teve sorte, o mundo ruiu. A ganância desmedida destruiu as fundações da humanidade, queimou os princípios, afogou os valores. O Homem era agora um bicho solto e selvagem, desesperado, à procura de um sentido e salvação. Ele sabia que era momento de agir: Enterrou a bondade e fortaleceu a filha da putice: tornou-se o estratega politico de um mundo sem regras nem ordem, tinha de ser o rei do caos.
o medo é lindo.
Todos os contactos e ligações que tinha antes foram-lhe extremamente úteis nesta sua alegre fase da vida. Todos eles tinham, de certo modo, ou favores a pagar ou admiração para seguir, planeando assim uma cruel, rápida e eficaz liquidação de toda e qualquer oposição. Repetiu a paranóia da perseguição Estalinista sem no entanto perder o controlo, viva um êxtase psicológico com a sua própria magnificência. Mas sabia não ser grande.
Ser pequeno pode ser um trauma lixado. O pequeno controlador social ganhava visibilidade, mas não crescia, e isso sempre o fez sentir-se menos que os outros. Passou a usar sapatos de sola alta. Era agora um Homem! era Grande! tinham de levantar a cabeça para se dirigir a ele, sabia no entanto ser ridículo.
Ele sabia bem o perigo de um mundo caótico, selvagem e estúpido, a sua própria sobrevivência não seria assegurada assim. Tinha de reformular o mundo, mas era ainda pequeno.
o Problema de nos tornarmos importantes, influentes, e poderosos é que os nossos inimigos vão-no sendo cada vez mais também. Ele já não mandava lutar contra pequenos gangues/ grupos e povoações, lutava contra pequenos "condados" já (o bom da decandencia do mundo é que não há países, e não havendo países, não há uma capaz governança que imponha a ordem, sendo assim o mundo de quem primeiro o subjugar). Não poderia nunca sobreviver sem uma sólida força. E, mais do que força física, precisa de controlar a mente das pessoas. Lançou assim uma inteligente manobra de criação de identidade territorial, defesa da "propriedade comum", do "que é nosso", enfim, usou velhas técnicas e tácticas. Teve sucesso: Criou uma verdadeira cidade, uma verdadeira sociedade, um exército, treinado e capaz, emocionalmente dependente da sua agora icónica figura. Era um Líder. Finalmente, olhavam-no com respeito. E o sempre necessário medo. Mas ele conseguia dar a sobrevivência aos seus subalternos, e em tempos pós-apocalípticos, a mais apenas se pede pão e água.
Controlava agora alma e coração de todos o que o rodeavam, reciclava amedrontados indivíduos num temeroso colectivo. Teve a habilidade de tornar o seu "gado" numa massa temida e, no imaginário colectivo, invencível. Foi conquistando território e território, cada vez mais amplo e vazio de intelecto. Apesar do seu receio sobre a inteligência alheia, sabia precisar de gente capaz. Teve assim de buscar os que ainda sabiam medicina, psicologia, mecânica, engenharia, arquitectura, literatura, propaganda, etc. Sentiu-se impotente com a cada vez mais parecida sociedade da qual tinha emergido, temia-a verdadeiramente. Sabia que alguém iria emergir, tal como ele mesmo tinha emergido, e ganhar o seu lugar.
Quando se tem tudo, tememos todos, pois todos querem a nossa cabeça para no seu lugar colocar a sua.
Refugiou-se em desespero nos vícios. Não que os tivesse alguma vez abandonado, todos sabiam que o seu líder era puro de defeitos (a propaganda é de facto, algo incrível) mesmo que na realidade sempre tivesse tido o ferrão venenoso da necessidade do degredo. Cada mais mais receoso, cada vez mais assustado, cada vez mais embrenhado na sua própria destruição. Sabia bem que "aquilo" seria o seu fim. Sabia que o seu poleiro cairia não por alguém, mas por si mesmo, via-o todas as noites em sonhos, antes do agreste e suado acordar, alucinado pelo cansaço e toxicidade. Não quis gulags, preferiu a rápida execução sumária. Perdeu aos poucos o respeito do seu povo, o medo já não era controlo, era motivação. Já não governava, passava os dias perdido em seus pensamentos e música, esperava a morte. Não sorria, queria fazê-lo, rir-se da ironia que ele produzira para si próprio, mas não conseguia. A cocaína minara-lhe o sistema nervoso, não mais reagia, viva sem qualquer emoção, o cérebro pura e simplesmente não conseguia mais que sobreviver em depressão. cada vez que lhe chutavam uma dose de heroína, temia o corte que esta tinha. Mas a dependência física é uma puta: quer sempre mais e mais, e ele queria sempre mais e mais também.
Tornou-se um caco. Um nada. Soube-se responsável pela destruição dos que o viram nascer e pelo nascimento dos que o viriam destruir. Ciclo inevitável, pensou a certa altura. Obviamente estava errado, no fundo também o sabia, mas o conforto de julgar ter feito tudo o que podia era a única coisa que mantinha viva.
Um dia, nada mais restava. Um proeminente intelectual reduzido a degradação humana. O mundo continuou, alguém tomou seu lugar, aligeirou as coisas, com o tempo, tudo voltou ao normal. Todo o espaço se reorganizou, ele não passou assim de um infeliz retorno à idade média. Apesar de recordado e imortal para a história, ninguém o recordou com saudade. Já não havia saudade. Éramos agora bichos brutos e cruéis, que sobreviviam em conjunto.
A humanidade morreu vitima de si própria.
Sunday, May 03, 2009
Deus
é uma noite num litro de whisky com meio de coca-cola, Underworld no iPod, deitar-me numa auto-estrada e fechar os olhos. Quando uma luz aclara a palpebra, um sorriso.
Sunday, April 19, 2009
Saturday, April 18, 2009
umbigo v6.0
Sou um caso curioso. Quanto mais reflicto sobre o meu "Eu" mais chego à conclusão que sou um ser profundamente estranho.
Contraditório, aparentemente sem nexo. Por exemplo:
-Repudio o modo actual de se fazerem fortunas, mas conheço e estudo com bastante interesse todas as mafiosices que me passam a frente.
-Recuso uma existência materialista, mas desejo vários objectos (nomeadamente um lamborghini murciélago LP640).
-Confunde-me a existência da mulher enquanto simples objecto sexual, de rápido e decadente consumo, mas diverte-me que algumas assim sejam.
-Não me agradam relações sentimentais breves, fugazes, vazias e sem significado, mas não me permito outras.
-Acho a gula uma estupidez, mas não raras vezes como até não conseguir mais.
-Critico criminosos, mas por várias vezes infringi a lei (e nem sempre em coisas inconsequentes)
-Ridicularizo vicios, mas temo ter alguns.
Apesar de para todas as situações haver sempre uma razão qualquer que verdadeiramente justifique todas estas incongruencias, não posso deixar de pensar: Não passarei eu de um mero hipócrita cinico, inconsciente disso mesmo?
Monday, April 13, 2009
engraçado
ando com uns 3 ou 4 textos na cabeça, penso neles a noite, quando me deito, vagueiam-me a mente enão me deixam dormir. Recuso-me a levantar-me e passa-los para papel, mmanipulado pela perguiça. E agora, chego aqui, olho para o monitor, e fico em branco. As 3 historias e pensamentos, reflexões, que tão presentes me têm sido, tão tantas vezes repetidas e sabidas de cor e salteado, são-me agora memória há muito esquecida. Não me consigo lembrar mesmo delas. Estranho. Acontece-me imensas vezes, mais que o que axo seria normal, esquecer-me totalmente de coisas que estudei e marquei na memória, quando presiso delas. Relembrabdo-me delas quando já não me são uteis. Secalhar ia ao médico
Wednesday, April 08, 2009
...
"ah, eu por acaso gostava de casar, ter familia, filhos e isso..."
Casar? c a s a r ?
"sim casar, qual é o problema?"
um homem não casa.
"o quê? 'tás parvo?! não casa porquê? é assim tão estranho que duas pessoas se possam amar e queiram partilhar uma vida?!"
ó quanta inocência.
Um homem só casa por duas razões: ou a gaja é rica, ou é um falhado, e na sua incapacidade de arranjar sexo quando deseja, casa-se. Vive com a vã fé de poder fornicar todos os dias, ignorando a inevitável situação de enjoo da mesma cona, querendo pura e simplesmente assegurar uma vida sexual minimamente satisfatória. Esquece-se também que os casados pouco ou mal fodem.
A tua vontade primordial de casar é, portanto, querer ficar agarrada (até ao divórcio) a um falhado. Muito bom.
Rotinas da vida
Adoro a imprevisibilidade da minha vida. o nunca saber como vai acabar a noite. o dia. A vida. o agora, o momento. A fuga ao espectavel. Ao previsivel. Não é a gaja do momento, a badeira que não se sabe se se vai apanhar, a moca, A fuga, o pergo. É o talvez, é o não saber o agora. É bom. É uma agradavel sensação de vida- É uma amorosa ilusão. Ponto final.
(mais uma vez, obg S. por relembrares o esboço*. E A. tb* )
Saturday, March 14, 2009
Pessoas
Incrivel como a aparência das pessoas dissimula o que são. Como olhas para ela, prevêsuma personalidade e ela abre a boca e de repente não é ninguém. Não diz nada. Uma desilusão. Um diálogo completamente previsivel, já ouvido, já dito, já merdoso. Irrita.
Cala-te fodace.
Sempre a mesma puta de conversa, sempresempre a mesma puta de tema, sempre o mesmo. Que irritante falsidade nojenta. Muda porra!
(obg S. pela ajuda a relembrar o esboço*)

Cala-te fodace.
Sempre a mesma puta de conversa, sempresempre a mesma puta de tema, sempre o mesmo. Que irritante falsidade nojenta. Muda porra!
(obg S. pela ajuda a relembrar o esboço*)
Thursday, March 12, 2009
Mundo cruel (?)
Gosto de ser homem. Porque é fácil ter mulheres.
Uma mulher, neste mundo, se não for fisicamente bela, pobre coitada, está lixada no mundo. Se for gorda, feia, pouco atraente, ninguém quer saber dela. Terá grandes dificuldades em arranjar trabalho, em ver o seu valor reconhecido, em ser valorizada. Já para não falar no campo amoroso, onde se não for "aceitável" terá uma vida votada a encalhar em falhados que por desespero e incapacidade de sacar melhores, contenta-se com elas. E nunca serão felizes. Dirão que são, demonstrarão que venceram na vida, mas lá dentro todas elas sabem que foram um falhanço.
Um homem, neste mundo, se não for fisicamente belo, basta-lhe ser rico. ou famoso (as mulheres adoram a atenção do resto do mundo). A verdade é só esta; por muito asqueroso que um homem seja, desde que tenha posses, sempre existirão cabras mais do que dispostas a tudo para ter uma fatia da fortuna. Mesmo que não a tenham, o quimera de a possuir leva-as a serem manipuladas por um gordo baixo feio e careca, desprovido muitas vezes de moral e honra, que tem total consciencia disto que acabei de escrever. E serão felizes, pois não desejam lá no fundo ter o valor reconhecido, não desejam ser amados porque o mundo foi-lhes menos superficial (a mulher ssofre muito com a imagem, o homem tem de superar isso bastante cedo) e não lhes é parte primordial da sua felicidade.
O triste é que não deveria gostar de ser homem. Isto são partes da vida de sociedade moderna e pós-moderna que não dignificam em nada o ser humano enquanto presença honrada no mundo. As razões pelas quais hoje somos ou não felizes (um alguém qualquer ama ironias descaradas mas subtis como esta) são de uma idiotice e superficialidade brutal. Já vai sendo altura de o Homem mudar, não?

Uma mulher, neste mundo, se não for fisicamente bela, pobre coitada, está lixada no mundo. Se for gorda, feia, pouco atraente, ninguém quer saber dela. Terá grandes dificuldades em arranjar trabalho, em ver o seu valor reconhecido, em ser valorizada. Já para não falar no campo amoroso, onde se não for "aceitável" terá uma vida votada a encalhar em falhados que por desespero e incapacidade de sacar melhores, contenta-se com elas. E nunca serão felizes. Dirão que são, demonstrarão que venceram na vida, mas lá dentro todas elas sabem que foram um falhanço.
Um homem, neste mundo, se não for fisicamente belo, basta-lhe ser rico. ou famoso (as mulheres adoram a atenção do resto do mundo). A verdade é só esta; por muito asqueroso que um homem seja, desde que tenha posses, sempre existirão cabras mais do que dispostas a tudo para ter uma fatia da fortuna. Mesmo que não a tenham, o quimera de a possuir leva-as a serem manipuladas por um gordo baixo feio e careca, desprovido muitas vezes de moral e honra, que tem total consciencia disto que acabei de escrever. E serão felizes, pois não desejam lá no fundo ter o valor reconhecido, não desejam ser amados porque o mundo foi-lhes menos superficial (a mulher ssofre muito com a imagem, o homem tem de superar isso bastante cedo) e não lhes é parte primordial da sua felicidade.
O triste é que não deveria gostar de ser homem. Isto são partes da vida de sociedade moderna e pós-moderna que não dignificam em nada o ser humano enquanto presença honrada no mundo. As razões pelas quais hoje somos ou não felizes (um alguém qualquer ama ironias descaradas mas subtis como esta) são de uma idiotice e superficialidade brutal. Já vai sendo altura de o Homem mudar, não?
Wednesday, March 11, 2009
Dinâmicas à português
Portugal sofreu a partir da década de 60 um insustentável exodo rural para as cidades, na busca de uma vida mais digna. Porém, o país não estava minimamente preparado para enfrentar esta brusca alteração social, de consequências económicas e financeiras: a população não tinha a cultura e capacidade intelectual desenvolvidas o suficiente para aceitar e compreender o estilo de vida em cidade, o que, aliado à sua falta de capacidade monetária, os impedia de conseguir habitar em condições condignas.
Este problema, rapidamente foi aproveitado pela indústria da construção, que iniciou um caos urbano que se estende até aos dias de hoje; o bairro da brandoa é um exemplo claro da proliferação de bairros clandestinos criados por esta mentalidade, vazios de acessibilidades ou serviços básicos, entretanto legalizagos por falta de coragem politica para encarar verdadeiramente o problema.
A situaçção chegou entretanto a um ponto de ruptura, e não é mais possivel compactuar com ela e aceita-la. Urge assim a criação de legislação que defenda os interesses da comunidade e não os de alguns privados, como também urge a real fiscalização e vigilância para que a lei seja cumprida. Mas acima de tudo, urge alterar o que em quase 50 anos de caos não se conseguiu modificar: Mentalidades.

Este problema, rapidamente foi aproveitado pela indústria da construção, que iniciou um caos urbano que se estende até aos dias de hoje; o bairro da brandoa é um exemplo claro da proliferação de bairros clandestinos criados por esta mentalidade, vazios de acessibilidades ou serviços básicos, entretanto legalizagos por falta de coragem politica para encarar verdadeiramente o problema.
A situaçção chegou entretanto a um ponto de ruptura, e não é mais possivel compactuar com ela e aceita-la. Urge assim a criação de legislação que defenda os interesses da comunidade e não os de alguns privados, como também urge a real fiscalização e vigilância para que a lei seja cumprida. Mas acima de tudo, urge alterar o que em quase 50 anos de caos não se conseguiu modificar: Mentalidades.
Tuesday, March 10, 2009
As mulheres são seres magnificos. Encantam-me com poucos artificios ou truques. Entre as suas caractristicas ferais, uma que me causa algo é a sua efemeridade: todas são substituiveis, com até relativa facilidade. Quero acreditar que isto não é regra, e que um dia (as ilusões têm um sabor dolorosamente doce porquê?) encontrarei uma que contraria a tendência, no entnato, e apesar de cada uma ter as suas particularidades, nenhuma até hoje teve a minima capacidade de me marcar. Todas não tiveram intelecto para ser mais que um simples objecto de consumo, mais ou menos imediato, fisico ou psicologico. Esta sua existencia parca de sentido e ...profundidade para com os outros entristece-me tanto.

Sunday, March 08, 2009
Sem abrigo
Pó caralho. Pensas que o quê? tens nojo de mim? merda para ti,achas que me importo? tu, daí, a julgar-me, por remexer o lixo. os restos dos outros. Os restos dos outros. Os teus restos. Fodace. Também já vivi, pensas o quê? que és único? que és especial? que a tua vida tem valor? estúpido de merda. De merda mesmo. Sabes lá o que é a vida... Fodace.
Sim pah, também tive mãe, pensas o quê? sou doutro planeta não? cai do espaço não? fodace. Vidinhas do caralho, amparadas pelos papás riquinhos, nunca sofreram na vida, sabem lá da puta da vida. vocês e os vossos carros, as vossas roupas novas, limpas, quentes, não sabem, não sabem o que é dormir ao frio filhos da puta, num cartão. O que é a minha vida. O que é olhar pa todos e ter nojo. de vocês e de mim. Chegar aqui. Pó caralho. Goza filho da puta, goza, eu também gozei, para aqui virás. Quero ver, quando tiveres de comer a merda dos outros, os restos, o que ninguém quer. Ah, sempre quero ver, a primeira vez que vomitas o nojo. menino de merda. pipi do caralho. Fode-te. Sim pah tenho a roupa rasgada, porquê, tens problemas com isso é? tens? anda cá caralho, anda cá fodace.
Reza cabrão, reza pa que a vida não te foda. Não te foda como me fodeu a mim. Nunca sabes, nunca podes saber nem confiar. hoje tens sonhos, dormes, tens cama. Amanhã cagam pa ti, nunca foste importante; o mundo não quer saber. Dá-te a merda que caga do prato e tu lutas por ela. Fodace. Não vales nada, ninguém sabe quem és, ninguém quer saber de ti. Não nada cabrão, não nada. A culpa disto é dos engravatadinhos de merda, matava-os a todos,mamam tudo não deixam nada, filhos da puta.
Fodace almondegas. Deitaram almondegas. Carne caralho, vou comer carne. Luxo do caralho. Tás a olhar? olha caralho. Caguei pa ti. Pa todos, vou comer é o que importa. Sobrevivi bardamerdas, percebes-te? sobrevivi. Pó caralho mundo da merda, Hoje não há fome.

Sim pah, também tive mãe, pensas o quê? sou doutro planeta não? cai do espaço não? fodace. Vidinhas do caralho, amparadas pelos papás riquinhos, nunca sofreram na vida, sabem lá da puta da vida. vocês e os vossos carros, as vossas roupas novas, limpas, quentes, não sabem, não sabem o que é dormir ao frio filhos da puta, num cartão. O que é a minha vida. O que é olhar pa todos e ter nojo. de vocês e de mim. Chegar aqui. Pó caralho. Goza filho da puta, goza, eu também gozei, para aqui virás. Quero ver, quando tiveres de comer a merda dos outros, os restos, o que ninguém quer. Ah, sempre quero ver, a primeira vez que vomitas o nojo. menino de merda. pipi do caralho. Fode-te. Sim pah tenho a roupa rasgada, porquê, tens problemas com isso é? tens? anda cá caralho, anda cá fodace.
Reza cabrão, reza pa que a vida não te foda. Não te foda como me fodeu a mim. Nunca sabes, nunca podes saber nem confiar. hoje tens sonhos, dormes, tens cama. Amanhã cagam pa ti, nunca foste importante; o mundo não quer saber. Dá-te a merda que caga do prato e tu lutas por ela. Fodace. Não vales nada, ninguém sabe quem és, ninguém quer saber de ti. Não nada cabrão, não nada. A culpa disto é dos engravatadinhos de merda, matava-os a todos,mamam tudo não deixam nada, filhos da puta.
Fodace almondegas. Deitaram almondegas. Carne caralho, vou comer carne. Luxo do caralho. Tás a olhar? olha caralho. Caguei pa ti. Pa todos, vou comer é o que importa. Sobrevivi bardamerdas, percebes-te? sobrevivi. Pó caralho mundo da merda, Hoje não há fome.
Saturday, March 07, 2009
sanity check
Ando a escrever. Demais.
Escrever é coisa de demente. É falar conosco próprios para que os outros nos oiçam. Ou simplesmente falar mudo para ninguém ouvir. De qualquer das maneiras, é um acto contraditório.
E eu contradigo-me. Ao escrever por mim e por tantas outras pessoas que não sou, seja pela diversão de conhecer estórias da minha própria mente, explorar divagações, viver ideias e perceber experiências de vida que não possuo, ou outra qualquer odisseia psicológica, tudo isto transposto para um suporte possivel de ser recordado na mixórdia confusa de diferentes e inexistentes autores apenas distinguivéis pelo meu conhecimento deles enquanto seu criador torna-me possuidor de uma personalidade estranha, algo complexa e indefinivel.
No limite, temo até que ligeiramente esquizofrénica. Não num sentido real, pois eu, sendo eu, conheço-me e sei que mantenho a lucidez, mas aquilo que dou a conhecerde mim aos outros, mais não seja pelo entusiasmante desafio de criar nas pessoas a questionalização do "eu", é de tal forma um grupo de pessoas completas, diferenciadas entre si por atitudes, ideias modos de vida, objectivos, tendo em comum basicamente apenas a história, heterónimos portanto, tão profundas que põe em risco a minha própria identidade, não se sabendo realmente qual delas é a verdadeira.
Não sei lidar com isto. Pelo menos de um modo conveniente. Pelo menos não de um modo perceptivel e claro a todos que não eu. E o perigoso, para mim até, é a necessidade de continuar este cruel e divertido jogo. Sou, resumindo e concluindo, Louco.
Cómico, o gostar de não gostar de gostar de escrever. Pena isto não ter valor algum.

Escrever é coisa de demente. É falar conosco próprios para que os outros nos oiçam. Ou simplesmente falar mudo para ninguém ouvir. De qualquer das maneiras, é um acto contraditório.
E eu contradigo-me. Ao escrever por mim e por tantas outras pessoas que não sou, seja pela diversão de conhecer estórias da minha própria mente, explorar divagações, viver ideias e perceber experiências de vida que não possuo, ou outra qualquer odisseia psicológica, tudo isto transposto para um suporte possivel de ser recordado na mixórdia confusa de diferentes e inexistentes autores apenas distinguivéis pelo meu conhecimento deles enquanto seu criador torna-me possuidor de uma personalidade estranha, algo complexa e indefinivel.
No limite, temo até que ligeiramente esquizofrénica. Não num sentido real, pois eu, sendo eu, conheço-me e sei que mantenho a lucidez, mas aquilo que dou a conhecerde mim aos outros, mais não seja pelo entusiasmante desafio de criar nas pessoas a questionalização do "eu", é de tal forma um grupo de pessoas completas, diferenciadas entre si por atitudes, ideias modos de vida, objectivos, tendo em comum basicamente apenas a história, heterónimos portanto, tão profundas que põe em risco a minha própria identidade, não se sabendo realmente qual delas é a verdadeira.
Não sei lidar com isto. Pelo menos de um modo conveniente. Pelo menos não de um modo perceptivel e claro a todos que não eu. E o perigoso, para mim até, é a necessidade de continuar este cruel e divertido jogo. Sou, resumindo e concluindo, Louco.
Cómico, o gostar de não gostar de gostar de escrever. Pena isto não ter valor algum.
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