Em tempo de eleições, sabemos todos (espero) que qualquer palavra, discurso, crónica, etc. debitada por membros de partidos e/ou gente com ligações/aspirações partidárias ou até com o desejo do muito português tacho não possam ser levada muito a sério, mais não seja por simplesmente serem pedaços de intelectualidade parciais e obviamente falaciosos. No entanto, há sempre uma certa verdadenas suas palavras, caso contrário tudo isto seria tão ridiculo que até o mais idiota dos eleitores riria de toda a democracia. Importa assim pensar sobre o que nos "dizem" e fazer m julgamento imparcial das nossas próprias aspirações e desejos.
Em Portugal, há duas opções de governo: PS ou PSD. Qualquer outro partido, actualmente, apenas se pode iludir quanto a governar o país. Declaro desde já a minha inclinação politica pela esquerda, apesar de me considerar apartidário: os interesses de partidos nunca beneficiam as massas populacionais e o bem destas é que considero essenciale importante, o resto é superfulo, dai não acreditar em partido algum, da esquerda à direita, dos extremos ao centro.
Qualquer partido que prometa Emprego está a mentir: é algo que apenas muito indirectamente está nas mãos de um governo, seja qual for a ideologia ou cor politica, controlar. O Estado há muito que perdeu o controlo da economia, e neste ponto concordo em absoluto com a lengalenga da direita PSD sobre a importancia das PMEs e do apoio que estas necessitam do estado, nao creio no entanto que o estado deva injectar constantemente subsidios e capital nelas: uma empresa gera dinheiro pela sua actividade profissional e competencia, não por o estado a permitir sobreviver num estado morte eminente. No entanto, para que possam sobreviver as PMEs, é necessário um conjunto de infra-estruturas (não apenas fisicas) que suportem o nascimento e crescimento destas, dai considerar essencial que antes destas se criem as redes necessarias ao livre-transito de informaçao e bens, humanos e materiais, entre o país e o estrangeiro, preferencialmente até o segundo, pois o nosso país pela sua escala está condenado a ter de se relacionar com os outros mais do que conosco se tem algum desejo de se impor como nação digna desse nome. Assim sendo, TGV e Aeroporto novinho em folha são necessários, apesar do encargo que representam para as gerações futuras (pergunto: o Aeroporto da Portela quando foi feito foi pago de imediato? não teve consequencias nas gerações seguintes à que o planeou e contruiu? recebia já o volume de tráfego aéreo que recebe hoje e que consegue comportar? a rede ferroviaria do país caiu no nosso territorio de imediato e à borla? a rede de estradas e auto-estradas (que considero excessiva) construiu-se num dia? custou 0€? Alguém nega a necessidade e a mais valia que, apesar destes contras, estas estruturas hoje nos são?). O traçado do TGV concordo em absoluto que é discutivel, apesar de considerar benéfico para o país, a médio/longo-prazo a sus existencia.
O problema em Portugal de se dar apoio às PMEs é que estas, na sua grande generalidade, são geridas por negreiros modernos. Não geram, de facto, riqueza, pois o capital que estas geram não se dissipa na população activa do país, mas num grupo algo restrito. A grande maioria das empresas paga menos que o ordenado minimo nacional ou este, que é claramente insuficiente para o preço que tudo custa. Quando não assim é, as empresas vão-se servindo constantemente de estagiários, que trabalham ou à borla e por amor à camisola (leia-se esperança quase sempre vã de conseguir um emprego porcamente mal pago) ou por uma ninharia miserável que nem para pagar as deslocações ao local de trabalho chega. E isto acontence tanto com pessoas sem qualificação académica/profissional como com as que a têm.
Enquanto não existir um forte sistema judicial que puna EXEMPLARMENTE este tipo de escravidão mascarada de nada serve injectar capital nas PMEs, é como dar dinheiro a ladrões para minimizar o crime.
Outra premissa importante ao crescimento das PMEs é o facto de que são estas que empregam grande parte da população, e uma grande parte da (desta) população está no desemprego. E a maior parte da população activa desempregada são precisamente jovens e recém-licenciados (+/-30% jovens contra os quase 10% que são toda a outra população desempregada). Recém-licenciados que, literalmente, pouco ou nada sabem e assim também não podem ser nem úteis ao país nem úteis a si próprio, pois um canudo só por si não significa competencia nem conhecimentos nem profissionalismo.
O Ensino Universitário em Portugal devia ser Vergonha Nacional. As instituições que supostamente preparam as pessoas para uma vida profissional neste território à beira mar plantado fazem um trabalho ridiculamente mau. Não consigo compreender como é possivel que alunos faltem a aulas, não façam testes, não presenciem aulas teóricas, acabem cadeiras com notas relativamente boas, muitas vezes sem sequer ser pelas inevitáveis cunhas (que em qualquer lado sempre existirão). Acho Absurdo que se tire um curso superior com cadeiras mais fáceis que disciplinas do secundário. Como pode ser superior se um adolescente sabe matérias mais complexas? que conceito de Superior é esse?
Considero Absurdo que no ensino superior se possa fazer coisas absurdas como fazer apenas uma cadeira, ou nenhuma até. Se um aluno não tem um aproveitamento decente, não merece estar numa universidade, vá-se embora e ceda o lugar a alguém que de facto deseje aprendar e saber. Para que isto aconteça, também a avaliação tem de ser revista: actualmente é uma verdadeira palhaçada. Impera a cábula desenfreada com muito pouca consequecia quando descoberta, impondo-se até com algum ajuda dos professores que pura e simplemente não querem saber. Os critérios de avaliação são também em demasiadas áreas e cadeiras propositadamente subjectivos de modo a permitir-se que caba à vontade do professor a avaliação, sobrepondo-se não raras vezes a opinião pessoal do professor e o agrado que certos alunos lhe dão, invés de se avaliar o real valor das capacidades e conhecimentos do aluno, variando até os critérios de avaliação de aluno para aluno de modo a justificar notas.
Assim se compreende como Portugal continua e continuará constantemente vitima das raivas e vingançazinhas politicas dos eleitores, de 4 em 4 anos muda-se a cor partidária, ou no máximo de 8 em 8, mudando as pessoas o seu voto de acordo com o enjoo que têm com o governo actual e não com as medidas realizadas ou por realizar, pois tudo no país falha, tudo o que são problemas primordiais no país são segundo plano prepositadamente, sem que as pessoas realmente se mexam contra este ridiculo estado da nação pois no fundo, no seu intimo, até não se importarem com este paradigma, desejando apenas sair do fundo da cadeia alimentar e subir de escravo para negreiro, iludindo-se na possibilidade de isso realmente vir a acontecer numa sociedade cada vez mais semelhante a feudos medievais, cuja grande diferença é o que hoje em dia são esses "feudos".
As eleições não servem assim para grande coisa. Servem principalmente para termos a satisfação de vivermos numa democracia, onde de 4 em 4 anos podemos escolher as viboras que nos irão envenenar.
Wednesday, August 12, 2009
Saturday, July 18, 2009
Giro
O mundo está todo ao contrátrio. tudo está errado. todo a governação dos paiss, todos os regimes autoritarios e dictatoriais estão conceptualmente alienados da essencia humana, nada funciona como é suposto. O Homem tem de ser mais Humano, mais sentimental, mais bonito, mai pacifico, mais perfeito, muito, muito mais correcto. Não pode mais continuar na porcaria psicológica que fomentou durante a imensidão temporal anterior ao momento deste Post. Nao podemos continuar a ser Maus. Não podemos continuar a ser Errados. Urge uma Puirificação intelectual interior e intelectual. Temos de no banhar numa cultura de competencia humana inexistente até hoje.
Giro. Basta escrever, dizer, transmitir lugares comuns, coisas que todos nós conhecemos, num qualquer local/ meio conhecido por todos mas ainda algo "elitista" para que, num ambiente interior, seja percebido como mensagem profunda e correcta, independentemente de ser o mesmo de sempre, algo já sabido. O facto de todos nós desejarmos um mundo melhor, uma realidade melhor, e sabermos como a tornar real, e sabermos que, no fim, depende de nós a sua existência, faz com que aquando lido se tenha a sensação de que alguém pense o mesmo que nós. Alguém também já descobriu o fogo. Não estamos sozinhos. Faz com que, Meu Deus, também nós somos espertos e percebemos o que está mais para além da fachada do mundo real.
É assim que funciona a politica. Dá-nos frases feitas para termos fé. E a realidade, o mundo real, o impacto do que de facto acontece, faz com que boas intenções não passem disso mesmo. Mas continuaremos sempre a acreditar na possobilidade do futuro promissor.
Temos assim de lutar contra os politicos, pois nunca serão mais que hipocritas sociais à espera de sobreviver à conta do povo, tal qual nobreza do século XVII. Matemo-los todos, revolução! Morte aos Czares do Século XIX, nascidos na rica burguesia! E, no fim, alegria. Voltaremos sempre ao mesmo, a história repete-se.
Friday, July 03, 2009
Monday, May 18, 2009
O pequeno ditador
Cresceu e descobriu Júlio Verne. Aprendeu com ele a capacidade de ver mais além, de imaginar e tentar justificar o impossível, criar argumentos para o inexistente. Pelo caminho foi apanhando música clássica. Ouviu o épico. Percebeu depois a emotividade deste, e como não era exclusivo de um único género musical. Compôs. Mal, sem formação, mas com um incrível esforço auto-didacta. Percebeu que quando se aprende por si mesmo, quando se procura, as coisas marcam muito mais do que quando nos são dadas. E assim, renegou o facilitismo e quis sempre aprender sozinho. Agradecia as pistas, explorava depois por si. Foi nascendo uma personalidade nascisista e de ego maior que a sua pequena estatura. Era pequeno, os pais doaram-lhe fraca genética. Pequeno e algo feio. Não que fosse assustador, tinha até alguma piada e, quando falava, sentia-se-lhe um certo encanto; não sabia simplesmente apresentar-se, na sua educação a ausência de gosto estético seria-lhe, durante anos, martirizante.
Gostava de ler, sentia que aprendia. Evoluía na sua própria expressão escrita e falada, agradava-lhe o conseguir sobrepor a sua razão e argumentos ao de adultos supostamente mais inteligentes, sábios e conhecedores que ele próprio. Saboreou aos poucos a prepotência e gostou. Para um individuo menorizado fisicamente, a superioridade intelectual era-lhe uma fuga deliciosa.
Sabia tornar-se cada vez mais má pessoa e, no fundo, isso incomodava-o. Mas satisfazia-o. E assim dedicou-se a ser Bom. Não um bom humano, ser um excelente cumpridor de tarefas. Propor-se a concretizar algo e atingi-lo na perfeição. Foi ficando frio. Frio e distante das pessoas, não lhe interessava a mediocridade dos humanos. Sentia-se cada vez mais afastado do mundo, daquilo que sentia à sua volta. Ninguém o impressionava, ninguém tinha para admirar. Interessou-se então pela história, procurou seres de capacidades inimagináveis e feitos impossíveis, queria a todo o custo ver-se noutra pessoa. Foi assim que percebeu o que era politica e estratégia. De Alexandre o grande a César, de Gengis Khan a Hitler, de Estaline a Mao Tsé Tsung. Viu como a emoção e medo são instrumentos brutais de controlo de massas, como a indução subtil de comportamentos gera outros comportamentos que, quando controlados, fazem planos frágeis atingir uma solidez e eficácia diabólica. Quis ser um Líder. Mas era tudo menos isso. Era desconhecido, não sabia lidar com pessoas, era anti-social, Faltavam-lhe as mais elementares capacidades de socialização, era um grunho.
Observou, durante uns anos, como as pessoas se davam entre si, os padrões que seguiam, os olhares, as nuances linguísticas e físicas, o quão pequenas atitudes geram personalidades icónicas, apesar de vazias de interesse/conteúdo. Aprendeu (sempre foi rápido a aprender quando o assunto lhe interessava) a dar-se e ganhou popularidade. Afinal ser admirado não era assim tão complicado. Era até uma mescla de chavões e frases feitas ditas em momentos certos, bastava ter um timing correcto e atento. Tentou ser mais humano. Não ser Mau. Ajudar. Continuou a ler, descobriu George Orwell, aprendeu com 1984 e visionou com A quinta dos animais, compreendeu a sua aplicabilidade ao Mundo. Aprendeu oratória, retórica, filosofia, tornou-se culto. E, com a idade, os que o rodeavam foram sentido-se cada vez mais incultos e o iam venerando mais.
Continuava no entanto sem conhecer o desespero, sem saber o que intimamente governava os destinos próprios de cada um, e percebeu que para sabe-lo tinha de sofrer. E sofreu: Bebeu, Fumou, Cheirou, Chutou, Ressacou, Chorou, Mijou-se e cagou-se sem saber, sobreviveu nauseabundo. Roubou, pilhou, manipulou, mentiu, "investiu". Percebeu que as pessoas quando viciadas são apenas pequenos fantoches vivos, e percebeu assim a utilidade que estas tinham. Percebeu também que a única coisa que salva as pessoas dessa alienação de vontade própria era a sua própria inteligência e resistência, e que uma pouco abundava e a outra facilmente se debilitava. Sabia agora como controlar o Mundo.
E teve sorte, o mundo ruiu. A ganância desmedida destruiu as fundações da humanidade, queimou os princípios, afogou os valores. O Homem era agora um bicho solto e selvagem, desesperado, à procura de um sentido e salvação. Ele sabia que era momento de agir: Enterrou a bondade e fortaleceu a filha da putice: tornou-se o estratega politico de um mundo sem regras nem ordem, tinha de ser o rei do caos.
o medo é lindo.
Todos os contactos e ligações que tinha antes foram-lhe extremamente úteis nesta sua alegre fase da vida. Todos eles tinham, de certo modo, ou favores a pagar ou admiração para seguir, planeando assim uma cruel, rápida e eficaz liquidação de toda e qualquer oposição. Repetiu a paranóia da perseguição Estalinista sem no entanto perder o controlo, viva um êxtase psicológico com a sua própria magnificência. Mas sabia não ser grande.
Ser pequeno pode ser um trauma lixado. O pequeno controlador social ganhava visibilidade, mas não crescia, e isso sempre o fez sentir-se menos que os outros. Passou a usar sapatos de sola alta. Era agora um Homem! era Grande! tinham de levantar a cabeça para se dirigir a ele, sabia no entanto ser ridículo.
Ele sabia bem o perigo de um mundo caótico, selvagem e estúpido, a sua própria sobrevivência não seria assegurada assim. Tinha de reformular o mundo, mas era ainda pequeno.
o Problema de nos tornarmos importantes, influentes, e poderosos é que os nossos inimigos vão-no sendo cada vez mais também. Ele já não mandava lutar contra pequenos gangues/ grupos e povoações, lutava contra pequenos "condados" já (o bom da decandencia do mundo é que não há países, e não havendo países, não há uma capaz governança que imponha a ordem, sendo assim o mundo de quem primeiro o subjugar). Não poderia nunca sobreviver sem uma sólida força. E, mais do que força física, precisa de controlar a mente das pessoas. Lançou assim uma inteligente manobra de criação de identidade territorial, defesa da "propriedade comum", do "que é nosso", enfim, usou velhas técnicas e tácticas. Teve sucesso: Criou uma verdadeira cidade, uma verdadeira sociedade, um exército, treinado e capaz, emocionalmente dependente da sua agora icónica figura. Era um Líder. Finalmente, olhavam-no com respeito. E o sempre necessário medo. Mas ele conseguia dar a sobrevivência aos seus subalternos, e em tempos pós-apocalípticos, a mais apenas se pede pão e água.
Controlava agora alma e coração de todos o que o rodeavam, reciclava amedrontados indivíduos num temeroso colectivo. Teve a habilidade de tornar o seu "gado" numa massa temida e, no imaginário colectivo, invencível. Foi conquistando território e território, cada vez mais amplo e vazio de intelecto. Apesar do seu receio sobre a inteligência alheia, sabia precisar de gente capaz. Teve assim de buscar os que ainda sabiam medicina, psicologia, mecânica, engenharia, arquitectura, literatura, propaganda, etc. Sentiu-se impotente com a cada vez mais parecida sociedade da qual tinha emergido, temia-a verdadeiramente. Sabia que alguém iria emergir, tal como ele mesmo tinha emergido, e ganhar o seu lugar.
Quando se tem tudo, tememos todos, pois todos querem a nossa cabeça para no seu lugar colocar a sua.
Refugiou-se em desespero nos vícios. Não que os tivesse alguma vez abandonado, todos sabiam que o seu líder era puro de defeitos (a propaganda é de facto, algo incrível) mesmo que na realidade sempre tivesse tido o ferrão venenoso da necessidade do degredo. Cada mais mais receoso, cada vez mais assustado, cada vez mais embrenhado na sua própria destruição. Sabia bem que "aquilo" seria o seu fim. Sabia que o seu poleiro cairia não por alguém, mas por si mesmo, via-o todas as noites em sonhos, antes do agreste e suado acordar, alucinado pelo cansaço e toxicidade. Não quis gulags, preferiu a rápida execução sumária. Perdeu aos poucos o respeito do seu povo, o medo já não era controlo, era motivação. Já não governava, passava os dias perdido em seus pensamentos e música, esperava a morte. Não sorria, queria fazê-lo, rir-se da ironia que ele produzira para si próprio, mas não conseguia. A cocaína minara-lhe o sistema nervoso, não mais reagia, viva sem qualquer emoção, o cérebro pura e simplesmente não conseguia mais que sobreviver em depressão. cada vez que lhe chutavam uma dose de heroína, temia o corte que esta tinha. Mas a dependência física é uma puta: quer sempre mais e mais, e ele queria sempre mais e mais também.
Tornou-se um caco. Um nada. Soube-se responsável pela destruição dos que o viram nascer e pelo nascimento dos que o viriam destruir. Ciclo inevitável, pensou a certa altura. Obviamente estava errado, no fundo também o sabia, mas o conforto de julgar ter feito tudo o que podia era a única coisa que mantinha viva.
Um dia, nada mais restava. Um proeminente intelectual reduzido a degradação humana. O mundo continuou, alguém tomou seu lugar, aligeirou as coisas, com o tempo, tudo voltou ao normal. Todo o espaço se reorganizou, ele não passou assim de um infeliz retorno à idade média. Apesar de recordado e imortal para a história, ninguém o recordou com saudade. Já não havia saudade. Éramos agora bichos brutos e cruéis, que sobreviviam em conjunto.
A humanidade morreu vitima de si própria.
Sunday, May 03, 2009
Deus
é uma noite num litro de whisky com meio de coca-cola, Underworld no iPod, deitar-me numa auto-estrada e fechar os olhos. Quando uma luz aclara a palpebra, um sorriso.
Sunday, April 19, 2009
Saturday, April 18, 2009
umbigo v6.0
Sou um caso curioso. Quanto mais reflicto sobre o meu "Eu" mais chego à conclusão que sou um ser profundamente estranho.
Contraditório, aparentemente sem nexo. Por exemplo:
-Repudio o modo actual de se fazerem fortunas, mas conheço e estudo com bastante interesse todas as mafiosices que me passam a frente.
-Recuso uma existência materialista, mas desejo vários objectos (nomeadamente um lamborghini murciélago LP640).
-Confunde-me a existência da mulher enquanto simples objecto sexual, de rápido e decadente consumo, mas diverte-me que algumas assim sejam.
-Não me agradam relações sentimentais breves, fugazes, vazias e sem significado, mas não me permito outras.
-Acho a gula uma estupidez, mas não raras vezes como até não conseguir mais.
-Critico criminosos, mas por várias vezes infringi a lei (e nem sempre em coisas inconsequentes)
-Ridicularizo vicios, mas temo ter alguns.
Apesar de para todas as situações haver sempre uma razão qualquer que verdadeiramente justifique todas estas incongruencias, não posso deixar de pensar: Não passarei eu de um mero hipócrita cinico, inconsciente disso mesmo?
Monday, April 13, 2009
engraçado
ando com uns 3 ou 4 textos na cabeça, penso neles a noite, quando me deito, vagueiam-me a mente enão me deixam dormir. Recuso-me a levantar-me e passa-los para papel, mmanipulado pela perguiça. E agora, chego aqui, olho para o monitor, e fico em branco. As 3 historias e pensamentos, reflexões, que tão presentes me têm sido, tão tantas vezes repetidas e sabidas de cor e salteado, são-me agora memória há muito esquecida. Não me consigo lembrar mesmo delas. Estranho. Acontece-me imensas vezes, mais que o que axo seria normal, esquecer-me totalmente de coisas que estudei e marquei na memória, quando presiso delas. Relembrabdo-me delas quando já não me são uteis. Secalhar ia ao médico
Wednesday, April 08, 2009
...
"ah, eu por acaso gostava de casar, ter familia, filhos e isso..."
Casar? c a s a r ?
"sim casar, qual é o problema?"
um homem não casa.
"o quê? 'tás parvo?! não casa porquê? é assim tão estranho que duas pessoas se possam amar e queiram partilhar uma vida?!"
ó quanta inocência.
Um homem só casa por duas razões: ou a gaja é rica, ou é um falhado, e na sua incapacidade de arranjar sexo quando deseja, casa-se. Vive com a vã fé de poder fornicar todos os dias, ignorando a inevitável situação de enjoo da mesma cona, querendo pura e simplesmente assegurar uma vida sexual minimamente satisfatória. Esquece-se também que os casados pouco ou mal fodem.
A tua vontade primordial de casar é, portanto, querer ficar agarrada (até ao divórcio) a um falhado. Muito bom.
Rotinas da vida
Adoro a imprevisibilidade da minha vida. o nunca saber como vai acabar a noite. o dia. A vida. o agora, o momento. A fuga ao espectavel. Ao previsivel. Não é a gaja do momento, a badeira que não se sabe se se vai apanhar, a moca, A fuga, o pergo. É o talvez, é o não saber o agora. É bom. É uma agradavel sensação de vida- É uma amorosa ilusão. Ponto final.
(mais uma vez, obg S. por relembrares o esboço*. E A. tb* )
Saturday, March 14, 2009
Pessoas
Incrivel como a aparência das pessoas dissimula o que são. Como olhas para ela, prevêsuma personalidade e ela abre a boca e de repente não é ninguém. Não diz nada. Uma desilusão. Um diálogo completamente previsivel, já ouvido, já dito, já merdoso. Irrita.
Cala-te fodace.
Sempre a mesma puta de conversa, sempresempre a mesma puta de tema, sempre o mesmo. Que irritante falsidade nojenta. Muda porra!
(obg S. pela ajuda a relembrar o esboço*)

Cala-te fodace.
Sempre a mesma puta de conversa, sempresempre a mesma puta de tema, sempre o mesmo. Que irritante falsidade nojenta. Muda porra!
(obg S. pela ajuda a relembrar o esboço*)
Thursday, March 12, 2009
Mundo cruel (?)
Gosto de ser homem. Porque é fácil ter mulheres.
Uma mulher, neste mundo, se não for fisicamente bela, pobre coitada, está lixada no mundo. Se for gorda, feia, pouco atraente, ninguém quer saber dela. Terá grandes dificuldades em arranjar trabalho, em ver o seu valor reconhecido, em ser valorizada. Já para não falar no campo amoroso, onde se não for "aceitável" terá uma vida votada a encalhar em falhados que por desespero e incapacidade de sacar melhores, contenta-se com elas. E nunca serão felizes. Dirão que são, demonstrarão que venceram na vida, mas lá dentro todas elas sabem que foram um falhanço.
Um homem, neste mundo, se não for fisicamente belo, basta-lhe ser rico. ou famoso (as mulheres adoram a atenção do resto do mundo). A verdade é só esta; por muito asqueroso que um homem seja, desde que tenha posses, sempre existirão cabras mais do que dispostas a tudo para ter uma fatia da fortuna. Mesmo que não a tenham, o quimera de a possuir leva-as a serem manipuladas por um gordo baixo feio e careca, desprovido muitas vezes de moral e honra, que tem total consciencia disto que acabei de escrever. E serão felizes, pois não desejam lá no fundo ter o valor reconhecido, não desejam ser amados porque o mundo foi-lhes menos superficial (a mulher ssofre muito com a imagem, o homem tem de superar isso bastante cedo) e não lhes é parte primordial da sua felicidade.
O triste é que não deveria gostar de ser homem. Isto são partes da vida de sociedade moderna e pós-moderna que não dignificam em nada o ser humano enquanto presença honrada no mundo. As razões pelas quais hoje somos ou não felizes (um alguém qualquer ama ironias descaradas mas subtis como esta) são de uma idiotice e superficialidade brutal. Já vai sendo altura de o Homem mudar, não?

Uma mulher, neste mundo, se não for fisicamente bela, pobre coitada, está lixada no mundo. Se for gorda, feia, pouco atraente, ninguém quer saber dela. Terá grandes dificuldades em arranjar trabalho, em ver o seu valor reconhecido, em ser valorizada. Já para não falar no campo amoroso, onde se não for "aceitável" terá uma vida votada a encalhar em falhados que por desespero e incapacidade de sacar melhores, contenta-se com elas. E nunca serão felizes. Dirão que são, demonstrarão que venceram na vida, mas lá dentro todas elas sabem que foram um falhanço.
Um homem, neste mundo, se não for fisicamente belo, basta-lhe ser rico. ou famoso (as mulheres adoram a atenção do resto do mundo). A verdade é só esta; por muito asqueroso que um homem seja, desde que tenha posses, sempre existirão cabras mais do que dispostas a tudo para ter uma fatia da fortuna. Mesmo que não a tenham, o quimera de a possuir leva-as a serem manipuladas por um gordo baixo feio e careca, desprovido muitas vezes de moral e honra, que tem total consciencia disto que acabei de escrever. E serão felizes, pois não desejam lá no fundo ter o valor reconhecido, não desejam ser amados porque o mundo foi-lhes menos superficial (a mulher ssofre muito com a imagem, o homem tem de superar isso bastante cedo) e não lhes é parte primordial da sua felicidade.
O triste é que não deveria gostar de ser homem. Isto são partes da vida de sociedade moderna e pós-moderna que não dignificam em nada o ser humano enquanto presença honrada no mundo. As razões pelas quais hoje somos ou não felizes (um alguém qualquer ama ironias descaradas mas subtis como esta) são de uma idiotice e superficialidade brutal. Já vai sendo altura de o Homem mudar, não?
Wednesday, March 11, 2009
Dinâmicas à português
Portugal sofreu a partir da década de 60 um insustentável exodo rural para as cidades, na busca de uma vida mais digna. Porém, o país não estava minimamente preparado para enfrentar esta brusca alteração social, de consequências económicas e financeiras: a população não tinha a cultura e capacidade intelectual desenvolvidas o suficiente para aceitar e compreender o estilo de vida em cidade, o que, aliado à sua falta de capacidade monetária, os impedia de conseguir habitar em condições condignas.
Este problema, rapidamente foi aproveitado pela indústria da construção, que iniciou um caos urbano que se estende até aos dias de hoje; o bairro da brandoa é um exemplo claro da proliferação de bairros clandestinos criados por esta mentalidade, vazios de acessibilidades ou serviços básicos, entretanto legalizagos por falta de coragem politica para encarar verdadeiramente o problema.
A situaçção chegou entretanto a um ponto de ruptura, e não é mais possivel compactuar com ela e aceita-la. Urge assim a criação de legislação que defenda os interesses da comunidade e não os de alguns privados, como também urge a real fiscalização e vigilância para que a lei seja cumprida. Mas acima de tudo, urge alterar o que em quase 50 anos de caos não se conseguiu modificar: Mentalidades.

Este problema, rapidamente foi aproveitado pela indústria da construção, que iniciou um caos urbano que se estende até aos dias de hoje; o bairro da brandoa é um exemplo claro da proliferação de bairros clandestinos criados por esta mentalidade, vazios de acessibilidades ou serviços básicos, entretanto legalizagos por falta de coragem politica para encarar verdadeiramente o problema.
A situaçção chegou entretanto a um ponto de ruptura, e não é mais possivel compactuar com ela e aceita-la. Urge assim a criação de legislação que defenda os interesses da comunidade e não os de alguns privados, como também urge a real fiscalização e vigilância para que a lei seja cumprida. Mas acima de tudo, urge alterar o que em quase 50 anos de caos não se conseguiu modificar: Mentalidades.
Tuesday, March 10, 2009
As mulheres são seres magnificos. Encantam-me com poucos artificios ou truques. Entre as suas caractristicas ferais, uma que me causa algo é a sua efemeridade: todas são substituiveis, com até relativa facilidade. Quero acreditar que isto não é regra, e que um dia (as ilusões têm um sabor dolorosamente doce porquê?) encontrarei uma que contraria a tendência, no entnato, e apesar de cada uma ter as suas particularidades, nenhuma até hoje teve a minima capacidade de me marcar. Todas não tiveram intelecto para ser mais que um simples objecto de consumo, mais ou menos imediato, fisico ou psicologico. Esta sua existencia parca de sentido e ...profundidade para com os outros entristece-me tanto.

Sunday, March 08, 2009
Sem abrigo
Pó caralho. Pensas que o quê? tens nojo de mim? merda para ti,achas que me importo? tu, daí, a julgar-me, por remexer o lixo. os restos dos outros. Os restos dos outros. Os teus restos. Fodace. Também já vivi, pensas o quê? que és único? que és especial? que a tua vida tem valor? estúpido de merda. De merda mesmo. Sabes lá o que é a vida... Fodace.
Sim pah, também tive mãe, pensas o quê? sou doutro planeta não? cai do espaço não? fodace. Vidinhas do caralho, amparadas pelos papás riquinhos, nunca sofreram na vida, sabem lá da puta da vida. vocês e os vossos carros, as vossas roupas novas, limpas, quentes, não sabem, não sabem o que é dormir ao frio filhos da puta, num cartão. O que é a minha vida. O que é olhar pa todos e ter nojo. de vocês e de mim. Chegar aqui. Pó caralho. Goza filho da puta, goza, eu também gozei, para aqui virás. Quero ver, quando tiveres de comer a merda dos outros, os restos, o que ninguém quer. Ah, sempre quero ver, a primeira vez que vomitas o nojo. menino de merda. pipi do caralho. Fode-te. Sim pah tenho a roupa rasgada, porquê, tens problemas com isso é? tens? anda cá caralho, anda cá fodace.
Reza cabrão, reza pa que a vida não te foda. Não te foda como me fodeu a mim. Nunca sabes, nunca podes saber nem confiar. hoje tens sonhos, dormes, tens cama. Amanhã cagam pa ti, nunca foste importante; o mundo não quer saber. Dá-te a merda que caga do prato e tu lutas por ela. Fodace. Não vales nada, ninguém sabe quem és, ninguém quer saber de ti. Não nada cabrão, não nada. A culpa disto é dos engravatadinhos de merda, matava-os a todos,mamam tudo não deixam nada, filhos da puta.
Fodace almondegas. Deitaram almondegas. Carne caralho, vou comer carne. Luxo do caralho. Tás a olhar? olha caralho. Caguei pa ti. Pa todos, vou comer é o que importa. Sobrevivi bardamerdas, percebes-te? sobrevivi. Pó caralho mundo da merda, Hoje não há fome.

Sim pah, também tive mãe, pensas o quê? sou doutro planeta não? cai do espaço não? fodace. Vidinhas do caralho, amparadas pelos papás riquinhos, nunca sofreram na vida, sabem lá da puta da vida. vocês e os vossos carros, as vossas roupas novas, limpas, quentes, não sabem, não sabem o que é dormir ao frio filhos da puta, num cartão. O que é a minha vida. O que é olhar pa todos e ter nojo. de vocês e de mim. Chegar aqui. Pó caralho. Goza filho da puta, goza, eu também gozei, para aqui virás. Quero ver, quando tiveres de comer a merda dos outros, os restos, o que ninguém quer. Ah, sempre quero ver, a primeira vez que vomitas o nojo. menino de merda. pipi do caralho. Fode-te. Sim pah tenho a roupa rasgada, porquê, tens problemas com isso é? tens? anda cá caralho, anda cá fodace.
Reza cabrão, reza pa que a vida não te foda. Não te foda como me fodeu a mim. Nunca sabes, nunca podes saber nem confiar. hoje tens sonhos, dormes, tens cama. Amanhã cagam pa ti, nunca foste importante; o mundo não quer saber. Dá-te a merda que caga do prato e tu lutas por ela. Fodace. Não vales nada, ninguém sabe quem és, ninguém quer saber de ti. Não nada cabrão, não nada. A culpa disto é dos engravatadinhos de merda, matava-os a todos,mamam tudo não deixam nada, filhos da puta.
Fodace almondegas. Deitaram almondegas. Carne caralho, vou comer carne. Luxo do caralho. Tás a olhar? olha caralho. Caguei pa ti. Pa todos, vou comer é o que importa. Sobrevivi bardamerdas, percebes-te? sobrevivi. Pó caralho mundo da merda, Hoje não há fome.
Saturday, March 07, 2009
sanity check
Ando a escrever. Demais.
Escrever é coisa de demente. É falar conosco próprios para que os outros nos oiçam. Ou simplesmente falar mudo para ninguém ouvir. De qualquer das maneiras, é um acto contraditório.
E eu contradigo-me. Ao escrever por mim e por tantas outras pessoas que não sou, seja pela diversão de conhecer estórias da minha própria mente, explorar divagações, viver ideias e perceber experiências de vida que não possuo, ou outra qualquer odisseia psicológica, tudo isto transposto para um suporte possivel de ser recordado na mixórdia confusa de diferentes e inexistentes autores apenas distinguivéis pelo meu conhecimento deles enquanto seu criador torna-me possuidor de uma personalidade estranha, algo complexa e indefinivel.
No limite, temo até que ligeiramente esquizofrénica. Não num sentido real, pois eu, sendo eu, conheço-me e sei que mantenho a lucidez, mas aquilo que dou a conhecerde mim aos outros, mais não seja pelo entusiasmante desafio de criar nas pessoas a questionalização do "eu", é de tal forma um grupo de pessoas completas, diferenciadas entre si por atitudes, ideias modos de vida, objectivos, tendo em comum basicamente apenas a história, heterónimos portanto, tão profundas que põe em risco a minha própria identidade, não se sabendo realmente qual delas é a verdadeira.
Não sei lidar com isto. Pelo menos de um modo conveniente. Pelo menos não de um modo perceptivel e claro a todos que não eu. E o perigoso, para mim até, é a necessidade de continuar este cruel e divertido jogo. Sou, resumindo e concluindo, Louco.
Cómico, o gostar de não gostar de gostar de escrever. Pena isto não ter valor algum.

Escrever é coisa de demente. É falar conosco próprios para que os outros nos oiçam. Ou simplesmente falar mudo para ninguém ouvir. De qualquer das maneiras, é um acto contraditório.
E eu contradigo-me. Ao escrever por mim e por tantas outras pessoas que não sou, seja pela diversão de conhecer estórias da minha própria mente, explorar divagações, viver ideias e perceber experiências de vida que não possuo, ou outra qualquer odisseia psicológica, tudo isto transposto para um suporte possivel de ser recordado na mixórdia confusa de diferentes e inexistentes autores apenas distinguivéis pelo meu conhecimento deles enquanto seu criador torna-me possuidor de uma personalidade estranha, algo complexa e indefinivel.
No limite, temo até que ligeiramente esquizofrénica. Não num sentido real, pois eu, sendo eu, conheço-me e sei que mantenho a lucidez, mas aquilo que dou a conhecerde mim aos outros, mais não seja pelo entusiasmante desafio de criar nas pessoas a questionalização do "eu", é de tal forma um grupo de pessoas completas, diferenciadas entre si por atitudes, ideias modos de vida, objectivos, tendo em comum basicamente apenas a história, heterónimos portanto, tão profundas que põe em risco a minha própria identidade, não se sabendo realmente qual delas é a verdadeira.
Não sei lidar com isto. Pelo menos de um modo conveniente. Pelo menos não de um modo perceptivel e claro a todos que não eu. E o perigoso, para mim até, é a necessidade de continuar este cruel e divertido jogo. Sou, resumindo e concluindo, Louco.
Cómico, o gostar de não gostar de gostar de escrever. Pena isto não ter valor algum.
Monday, March 02, 2009
...
Como defendido no "1984", algo que ao ler me parecia completamente impossivel, a parte mais frágil da estória e improvavel d ser verdade, acaba por ser na realidade a que mais depressa me obrigo a admitir ser verdade por experiencia própria. A mente de facto sobrepõe-se a tudo: conseguimos acreditar e tornar verdade aquilo em que acreditamos, seja verdade ou não. A verdade é uma questão de mentalização, quanto mais nos convencemos a nós próprios e nos damos a acreditar que determinada coisa é verdade, ela é. Ou melhor, acaba por ser, a nossa mente permite-nos esse truque! passamos a acreditar VERDADEIRAMENTE em algo a que nos propomos inicialmente a acreditar, mesmo sabendo a falácia que é. Por exemplo, ao argumentarmos conosco próprios que gostamos de alguém, o que sentimos em relação a essa pessoa muda para aquilo a que nos propomos a ter como verdade: acabamos por de facto gostar dessa pessoa. o inverso é no entanto mais complicado mas, ainda assim, possivel. Ou assim quero acreditar.

Sunday, March 01, 2009
crueldades
As pessoas deprimidas têm uma beleza ... que não sei bem explicar. É enternecedor o seu ar perdido no mundo, o olhar vazio, as completa ausência de perspectivas de futuro, aquela auto-estima tão diminuida, tão frágil, tão ridicula, tão inexistente. O conformismo provocado por ansioliticos e anti-depressicos, adoro de um modo cruel e até algo sádico (convenhamos, as pessoas sofrem ao ponto de o suicidio ser para si próprias a melhor solução, preferivel à dor de viver). Acho que se prende com o olhar. É o olhar que me encanta. É tão verdadeiro aquele olhar. Tão forte. Tão forte de ser tão fraco. Tão transparente de todas as fragilidades emocionais, o não ter qualquer vida é tão transmissor de uma existência sofrida e sentida, por algo ou alguém, não interessa, é irrelevante. A confiança cega num médico qualquer (só por aqui se vê o quão alienados do mundo as pessoas deprimidas estão) que os desconhece, que em meia dúzia de sessões os convence que sabe o suficiente da sua vida para lhe apontar o caminho a seguir, a falta de fé em si mesmo transmitida pela fé pelo profissional de saúde, o confiar. É tão bonito quando as pessoas confiam. Resulta sempre mal, mas tão bonito. Não chega à poética lirica do Belo, mas é bonito, admitamos, é. O olharmos-nos ao espelho, questionarmos-nos, o porque das nossas acções, o porquê de nós, o porquê de ainda não termos acabado com a vida, o porquê de andarmos a adiar o inevitável, a mariquice pegada que somos, a desculpa esfarrapada de pessoa, a vergonha, a vergonha de ainda vivermos, de não sermos bons, de não sermos os melhores, de toda a gente à nossa volta ter mais importância que nós. Ó que é tão bela a miserável consciencia da nossa própria irrelevância. O espelho é um objecto magnifico. As emoções e introspecções que provoca anossa própria imagem. O ser humano é tão narcisista, a nossa própria imagem faz-nos pensar no papel das pessoas no mundo. no nosso papel. na inexistência clara e objectiva de um papel para nós. a imagem de eufaz-nos perceber em depressão que não somos ninguém nem nada está reservado para nós. o confronto interior com a não importância do nosso ser no mundo é uma reação digna de recordação. As pessoas deviam ter guardado em fotografia mental o momento em que nascem, o primeiro beijo (enfim, é um sentimentalismo bonito que até que é fofo recordar), o primeiro desgosto de "amor" (partindo do principio que o leitor(a) acredita nesta balela), e o momento em que descobre que não é ninguém. Caramba. Há melhor momento de humildade profunda do que esta concretização? Quem nunca teve uma depressão não merece respeito. Não sabe verdadeiramente o se lugar no mundo, não passou pela experiencia de não se compreender a si próprio e de lunáticamente questionar tudo e todos, questionar-se a si próprio, não saber por momentos distinguir a realidade da alucinação, não se temer a si próprio. E daí, talvez isto não seja depressão, talvez seja psicose doentia ou algo do género, paranóia ou dupla personalidade à lá esquizofrénico. Mas com consciencia da própria loucura. OS dementes são tão cativantemente encantadores. Qualquer dia compro uma moradia unifamiliar com telha lusa, relvinha e jardim com uma pequenissima piscina em forma de feijão, e no quintal enfio uma casota onde guardo um(a) pscicótico(a) preso(a) pelo pescoço. As maravilhosas tardes de folia que iremos ter!

caminhar à noite na pior cidade do pais
quem não gosta do silencio da noite cortado pela sirene da policia

Saturday, February 28, 2009
arquitectos (as)
"Algo de extraordinário que os(as) arquitectos(as) têm é que apesar das noite seguidas sem dormir, dos exagerados horários de trabalho, do cansaço e esforço brutal a que estão sujeitos, conseguem (quase) sempre manter um aspecto bonito, decente e agradável. De um modo incomprensivel, misterioso até, têm uma estranha capacidade de apesar de tudo terem um ar que lhes dá uma certa mistica e agradável beleza."
umbigo v5.0
Cada vez mais me convenço a mim mesmo da necessidade extrema de demonstrar ao mundo uma personagem idiota, estupida e até meio grunha que (in)felizmente não sou, como basilar meio de defesa. Eu, ou pelo menos a consciencia que tenho do meu eu, não pode ser conhecida pelo resto do mundo. Tal facto põe a nu as minhas fragilidades, desarma-me perante a ferocidade da falsidade alheia, da crueldade humana e de tudo aquilo que me pode causar mágoa. Apesar deste facto ser tão óbvio e claro, é incrivel a maneira como todo o mundo tenta aceitar e afirmar isto. Basta pensar um pouco nas acções e atitudes daqueles que nos são próximos para compreender o quão veridico isto é. Isto não leva a lado nenhum, nem ser assim, nem aparentemente o querer que isto deixe de existir. Nem falar sobre isto. É pura e simplesmente perder tempo.
Thursday, February 26, 2009
umbigo v4.0
Sou ridiculo ao ponto de constantemente fazer monologos comigo mesmo pelo simples facto de não ter pessoas suficientemente interessantes com quem ter conversas suficientemente interessantes, profundas, serias e/ou livres de juizos de valor ou preconceitos.
Friday, February 20, 2009
yeah sure yes
África é hoje em dia recolonizada. É um mero fantasma da irreal e vã esperança dos que por boa fé nela se permitiram ficar embeiçados. É, como sempre foi desde a sua feroz apreensão europeia, uma escrava das vontades do homem branco. Nós, civilização Ocidental, consporcamos toda a possibilidade de um continente ineiro renascer de um historial de pequenas sociedades tribais e guerrilhas internas, para através da corrupção e maniequietação das quimeras oportunistas de abusos de podere capacidade económica, controlar mais uma vez o poço de riqueza humano, cultural e natural. O ocidente consegue hoje em africa (mais do que conseguiu em qualquer outra "civilização" sul-americana ou asiatica) expropiar os paises de seus habitantes sem real beneficio dos mesmos, hoje não através de uma escravatura de chicote mas sim através de uma escravatura cultural, educativa e monetária. As populações indigenas são constantemente mantidas sob um jugo de inaptidão intelectual e provocada inércia monetária e empresarial, impedindo-os de se tornarem livres. Apesar desta evidência, as resmas de turistas e opinião pública ocidental evita enfrentar o problema, esperando sempre uma nova e revoltante situação de tão grave escandalopara ai se "poder" elevar em conjunto e manifestar a sua hipocrita revolta de algibeira contra as oprimidas e ostracizadas populações de um qualquer país que lhyes é desconhecido, lavando assim de sua consciencia a sua quota parte de culpa por inercia e complacencia com os provocadores deste constante (e mutável) crime humanitario.
Acabei o cappucino, fartei-me de te responder a olhares convidativos, aptece-me jogar ping-pong (sim, tens tão baixa relevancia); depois um dia acabarei o devaneio escrito...
André Cabrita
2009 - Cabo Verde
Acabei o cappucino, fartei-me de te responder a olhares convidativos, aptece-me jogar ping-pong (sim, tens tão baixa relevancia); depois um dia acabarei o devaneio escrito...
André Cabrita
2009 - Cabo Verde
Saturday, February 14, 2009
14-2-09
Nunca mais chego aos 60 para mandar um chuto de heroina.
E depois suicidar-me com uma od de morfina, há que ir em paz.
E depois suicidar-me com uma od de morfina, há que ir em paz.
Monday, February 09, 2009
Delirios de Bebado Sentimental
Olho-te. Numa parede branca de um quarto frio despido de contexto, bebado quanto acordado e conscientemente possivel olho-te. Observas-me enquanto fotografia estática que me és agora, sem qualquer julgamento.
Eu sei, não sou o que digo ser, nem tu nesta absurda descoberta de nós. Não me lês nem me és, não somos nada. Cada um isolado do outro, tão vagamente dois. Olho-te, percebo, não somos, És. Quero-te e desejo-te mais que o que já quis, mais que isto que lês e percebes. Sinto que nunca perceberás nem nunca me serás, que falharemos sempre ser, que isto que me é mais que eu nunca serás tu, que nós um eu distinto de dois nós isolados um do outro, que nunca passaremos de um talvez por causa de nós. Nunca teremos o que melhor poderiamos ter por estupidez nossa, por pura estupidez. Eu sei estou bebado e escrevo sem sentido, mas olho-te e percebi: Nunca seremos nós.
Eu sei, não sou o que digo ser, nem tu nesta absurda descoberta de nós. Não me lês nem me és, não somos nada. Cada um isolado do outro, tão vagamente dois. Olho-te, percebo, não somos, És. Quero-te e desejo-te mais que o que já quis, mais que isto que lês e percebes. Sinto que nunca perceberás nem nunca me serás, que falharemos sempre ser, que isto que me é mais que eu nunca serás tu, que nós um eu distinto de dois nós isolados um do outro, que nunca passaremos de um talvez por causa de nós. Nunca teremos o que melhor poderiamos ter por estupidez nossa, por pura estupidez. Eu sei estou bebado e escrevo sem sentido, mas olho-te e percebi: Nunca seremos nós.
Sunday, February 08, 2009
bla bla bla
E hoje sou um homem mais culto. Li a historia oficial e não oficial das FARC, compreendi os podres dos dois lados, ligações directas e indirectas. Reconheci as opacidades das politicas externas americanas independentemente da figura presidencial ao longo dos tempos. Descobri um brilhante comentador brasileiro e sua acutilante visão do mundo, as suas ferozes (fodace, gostamos todos tanto de violência, senão fisica então verbal. Que o ser humano é uma coisa tão triste...) criticas sociais, politicas, religiosas, enfim, o costume. Meditei algum tempo também (mais coisa menos coisa, uma horinha) sobre a incrivel fachada que sao as mulheres, a sua pura e simples incapacidade em demonstrar ao mundo aquilo que, de facto, são. Questionei-me também sobre o significado da palavra "amizade" entre homens e o quão falsa esta também pode ser. Conluindo, o meu trabalho de casa "interior" está feito, posso ir dormir e fazer asneira.
Friday, February 06, 2009
N vale a pena
invariavelmente, n servimos para nada. Por isso, nasces, divertes-te, marcas o mundo, e morres. Não há sentido qualquer para a vida, n estás ca para nada, vives um bocado e acabou. N há Deus nem recompensa divina por quer que seja, Nunca serás mais que o q chegas-te a ser aos 16 anos, morremos todos uns putos com a fachada de homens, numa qualquer luta para parecer melhor e mais que o jovem do lado. Isto para nada. Para nada.
Thursday, February 05, 2009
puta da nostalogia
memoráveis as memórias que temos do que fizemos e não nos arrependemos, daquilo que sabemos ser errado mas repetiriamos sempre, sem qualquer hesitação ou dúvida. O prazer e gosto que temos em errar faz-nos sempre um sorriso teimosoem desaparecer, tenhamos a idade que tivermos. A responsabilidade de nos conformarmos às vigentes regras sociais, aos comportamentos expectáveis e "certos", previsiveis e compreendidos, às vulgaridades da vida, capa-me constantemente da euforia estúpida de não ser bom. Enjoa. Profundamente enjoativo esta nossa obrigatoriedade imposta sobre os ombros de sermos perfeitos. De não sermos diferentes. De esconder as nossas vontades e desejos. De não sermos "EU".
O que é "eu"?. Eu não sou nada. Ninguém é nada. Ninguém é nada ate se fazer. Até Ser.
Putas de personagens. Nenhum de nós passa de meras personagenzecas, amadoras ainda por cima, fantoches de merda num teatro reles e improvisado à medida que o "agora" vai sendo vivido.
Cresce caralho. É tudo banal. Até esta revoltazeca de merda é banal. è banal, infantil, ridicula. É isso, ridicula. Toda a nossa existência é ridicula. Fodace. Batemos no fundo. Mais triste que a miséria fisica dos pobres coitados que nada comem e cagam na rua, é esta absurda em que todos vivemos, rodeados de ideias e intenções mentecaptas, mesquinhas, enfim, humanas. Somos absurdos por sermos humanos. E o não sermos humanos é absurdo. E triste. Ciclo vicioso, este, da miséria.
Não servimos para nada, para porra nenhuma mesmo. Comemos, dormimos, emerdamos o mundo e fodemos uma bocado po meio, tá feito, pronto para ir para a cova. O resumo da nossa existência conjunta é não mais do que uma caca que, se abandonada, em 50 anos dizima-se por ela própria. Até os dinassaurozecos deixaram mais. E, no entanto, não passamos de animaizecos. Tanta conversa, tanta alegria, tanta euforia civilizacional, não passas de nada. Não és nada. Não aguento ser básico. Ser igual. Ser obviamente diferente nas igualdades. Não ser capaz das normais sacanices humanas.
é tão bom sentir de novo o fulgor da eufórica rajada de caganitas mentais q sai disparada com o alcool. E tao mau a poluição psicológica do português "correcto" que mata a sensação de honestidade transposta para o.. merda, já nem papel é.
O que é "eu"?. Eu não sou nada. Ninguém é nada. Ninguém é nada ate se fazer. Até Ser.
Putas de personagens. Nenhum de nós passa de meras personagenzecas, amadoras ainda por cima, fantoches de merda num teatro reles e improvisado à medida que o "agora" vai sendo vivido.
Cresce caralho. É tudo banal. Até esta revoltazeca de merda é banal. è banal, infantil, ridicula. É isso, ridicula. Toda a nossa existência é ridicula. Fodace. Batemos no fundo. Mais triste que a miséria fisica dos pobres coitados que nada comem e cagam na rua, é esta absurda em que todos vivemos, rodeados de ideias e intenções mentecaptas, mesquinhas, enfim, humanas. Somos absurdos por sermos humanos. E o não sermos humanos é absurdo. E triste. Ciclo vicioso, este, da miséria.
Não servimos para nada, para porra nenhuma mesmo. Comemos, dormimos, emerdamos o mundo e fodemos uma bocado po meio, tá feito, pronto para ir para a cova. O resumo da nossa existência conjunta é não mais do que uma caca que, se abandonada, em 50 anos dizima-se por ela própria. Até os dinassaurozecos deixaram mais. E, no entanto, não passamos de animaizecos. Tanta conversa, tanta alegria, tanta euforia civilizacional, não passas de nada. Não és nada. Não aguento ser básico. Ser igual. Ser obviamente diferente nas igualdades. Não ser capaz das normais sacanices humanas.
é tão bom sentir de novo o fulgor da eufórica rajada de caganitas mentais q sai disparada com o alcool. E tao mau a poluição psicológica do português "correcto" que mata a sensação de honestidade transposta para o.. merda, já nem papel é.
no way out
Ao fim de um pnhado de anos, chego sempre e inevitavelmente à mesma conclusão: sou incapaz de. n vale a pena.
Tuesday, February 03, 2009
"já agora, vale a pena pensar nisto"
A única coisa que levamos desta vida são memórias, experiencias e conhecimento. Toca a fazer loucuras
Friday, January 09, 2009
...
Faz frio.
O inverno impõe-me um anoitecer precoce, o escuro encobre-me os passos. Enquanto caminho pelo ar gélido, entretenho-me a assistir às pequenas nuvens de de bafo que me fogem da boca. Tão cómicas estas pequenas e etéreas nuvens. Que existencia parca de tempo, tão.. imediata. Se tivessem vida, deviam vive-la ao máximo, tudo de uma vez, com todos os excessos e decadências tipicas da pressa de se ser e viver, conhecer e ter. Imagino o meu nariz vermelho, cor-de sangue, aquele vermelho tipico dos velhos campónios tão bebados quanto humanamente possivel, vermelho de frio. Está tanto frio. fecho melhor o sobretudo e aperto o cachecol preto, a condizer com o resto do traje. Rigor. Sobretudo preto, calça de ganga escuro, cinto de cabedal, camisa branca e malha preta, encobrido pelo blazer preto e o meu sobretudo. Enquanto caminho encanto-me com coisas simples, aquelas que não têm importancia nem significado, que não interessam a ninguém nem têm sequer valor. Olho os prédios, os passeios, as pessoas, o mundo. Delicio-me com a sua decandência, a sua idade, o seu aparente abandono, vivido por centenas de pessoas, subsistido pela necessidade. Olho para o ar, na estrada. Imagino, entre a via vazia, pequenos pirilampos. Amarelos, com efeito de blur e glow a volta, bonitos, de uma surreal beleza mesmo. Dançam consuante a música, aumentam e diminuem consuante os baixos e bateria, vivem pela percursão. Cada vez mais, o ar cheio de pirilampos, um voo sincronizado e coreografado no imediatismo do instinto. Lindo; os reflexos, a cor, a luminosidade, a cada vez maior população de pequenos dançarinos que se criam e desvanecem no ar. Caio no real, o vazio, o mesmo de sempre, caminho. Entre o som da música o barulho dos sapatos. Nunca gostei destes sapatos. Atacadores fininhos, que quase não me deixam fazer o nó, aquela pele envernizada que nunca se compreende se é verdadeira ou falsa, as solas de couro que escorregam apesar das interminaveis horas a pisar gravilha e areia para os marcar e dar aderencia. Semáforos. Penso. Ridiculo. Verde, segue a marcha forçada contra-vontade, puxada por um cavalo preto imaginario chamado responsabilidade, obrigado a prosseguir pelo que tem de ser feito. Chego. espero.
muito tempo.
Oxalá esperasse para sempre. Não quero isto. É um desejo macabro, Querer para lá do nosso quase limite de auto-controlo ver e estar com alguém, para ao mesmo tempo desejar que esse momento nunca mais chegasse. Dói-me isto. Enfim chega, alegre mas calma, contida como sempre. Esforço um sorriso amarelo. Emociono-me: fecho os olhos. Um Beijo sofrido entre uma lágrima. A pistola. O fim
O inverno impõe-me um anoitecer precoce, o escuro encobre-me os passos. Enquanto caminho pelo ar gélido, entretenho-me a assistir às pequenas nuvens de de bafo que me fogem da boca. Tão cómicas estas pequenas e etéreas nuvens. Que existencia parca de tempo, tão.. imediata. Se tivessem vida, deviam vive-la ao máximo, tudo de uma vez, com todos os excessos e decadências tipicas da pressa de se ser e viver, conhecer e ter. Imagino o meu nariz vermelho, cor-de sangue, aquele vermelho tipico dos velhos campónios tão bebados quanto humanamente possivel, vermelho de frio. Está tanto frio. fecho melhor o sobretudo e aperto o cachecol preto, a condizer com o resto do traje. Rigor. Sobretudo preto, calça de ganga escuro, cinto de cabedal, camisa branca e malha preta, encobrido pelo blazer preto e o meu sobretudo. Enquanto caminho encanto-me com coisas simples, aquelas que não têm importancia nem significado, que não interessam a ninguém nem têm sequer valor. Olho os prédios, os passeios, as pessoas, o mundo. Delicio-me com a sua decandência, a sua idade, o seu aparente abandono, vivido por centenas de pessoas, subsistido pela necessidade. Olho para o ar, na estrada. Imagino, entre a via vazia, pequenos pirilampos. Amarelos, com efeito de blur e glow a volta, bonitos, de uma surreal beleza mesmo. Dançam consuante a música, aumentam e diminuem consuante os baixos e bateria, vivem pela percursão. Cada vez mais, o ar cheio de pirilampos, um voo sincronizado e coreografado no imediatismo do instinto. Lindo; os reflexos, a cor, a luminosidade, a cada vez maior população de pequenos dançarinos que se criam e desvanecem no ar. Caio no real, o vazio, o mesmo de sempre, caminho. Entre o som da música o barulho dos sapatos. Nunca gostei destes sapatos. Atacadores fininhos, que quase não me deixam fazer o nó, aquela pele envernizada que nunca se compreende se é verdadeira ou falsa, as solas de couro que escorregam apesar das interminaveis horas a pisar gravilha e areia para os marcar e dar aderencia. Semáforos. Penso. Ridiculo. Verde, segue a marcha forçada contra-vontade, puxada por um cavalo preto imaginario chamado responsabilidade, obrigado a prosseguir pelo que tem de ser feito. Chego. espero.
muito tempo.
Oxalá esperasse para sempre. Não quero isto. É um desejo macabro, Querer para lá do nosso quase limite de auto-controlo ver e estar com alguém, para ao mesmo tempo desejar que esse momento nunca mais chegasse. Dói-me isto. Enfim chega, alegre mas calma, contida como sempre. Esforço um sorriso amarelo. Emociono-me: fecho os olhos. Um Beijo sofrido entre uma lágrima. A pistola. O fim
Sunday, January 04, 2009
qualquer dia escrevo um livro de contos infantis
Lamento tanto a minha incapacidade de lidar contigo. Lamento mesmo, gostava tanto. Tanto
"tu"
nunca percebes-te o porque. nunca compreendes-te porque eu por vezes não te queria ver, porque não queria olhar, não queria a tua presença. porque eu não era normal. lamento, só não o era. Eu sei, pretendias mais do mesmo, uma ligeira diferença, outro nome com a mesma semelhante história. Não foi. Não sou capaz. Tentei, supus poder fazer-te a vontade, mas não deu, era algo demasiado estranho a mim. A tua aparente diferença por detrás da tua igualdade ao resto do estereotipo comum que se cola à tua idade e geração atraia-me. atraia-me e atrai, não me livro disso, não sou capaz de escapar a esse engodo. Admito-o e aceito-o como a falha pessoal que me é. Mas desiludiste-me tanto. Nao conseguis-te ser de facto diferente, nem aceitar na totalidade essa diferença. e é tão simples, tão fácil de aceitar, tão apesar de tudo igual ao resto; apenas não conformada com essa mesma igualdade. A tua falta de sinceridade (não te acuso de desonestidade pois, para ser honesto, percebo-te, também eu se não fosse eu seria provavelmente assim, agindo de certo modo cobardemente ecovenhamos, inseguramente (apesar de eu próprio ser a Coisa mais insegura de sempre)) doi-me tanto. Não te custava nada baixar os braços e pura e simplesmente ser honesta, clara, não fazer esse tipo de jogos e manipulações, esse usar com receio de um futuro inseguro e inconcreto noutra pessoa. Essa tua incapacidade de perceber que eu não gosto nem acredito na diversão de certos jogos emocionais por pura e simplesmente compreender o valor e importancia disso mesmo, de sentimentos, por vulgares e superficiais que sejam. Bom, desmancho a falsa mascara por ti: percebo-te perfeitamente, cometo constantemente o mesmo nojo, a mesma falta de respeito, fodace todos cometemos. O que mais me enjoa em ti é não me enjoares e o facto de quando olhar para ti me ver a mim, com todos os possiveis defeitos que carrego e praticamente nenhuma das qualidades. Apesar disso não esqueço o que não tivemos. E tu nunca percebes-te porque. Nem eu te deixarei jamais perceber
Friday, January 02, 2009
umbigo vUm numero qualquer ja n sei
Se existe alguma extraordinaria justiça universal, ent mal posso esperar pelas minhas recompenças
Thursday, January 01, 2009
q s lixe
Mais uma desilusãozeca. Caga, venha uma temporada de degradação humana. já vai sendo hábito, faz parte. damn andré, tu não aprendes.
Wednesday, December 31, 2008
Peidozeco fulminante de caracter mental
Não percebo. Não compreendo porque, num mundo cada vez mais degradado, degradante, depressivo, com uma maior discrepancia entre ricos e pobres, uma distancia cada vez maior entre uma classe que (invariavelmente) subjuga e uma subjugada, A figura do estudante de arquitectura, na sua maioria mais generalizada, quando confrontado com o desafio de encontrar uma forma de combater a progressiva crise de mercado, continua a insistir em servir o capital. Temos de comer, é óbvio, e queremos é vender, correcto. Mas se se vender sempre aos ricos, em breve não haverá nada para vender, nem ninguém a vender. OS ricos são poucos, é necessário que assim seja, a riqueza não é assim tão imensa que possa ser distribuida por grande parte da poplação. Fora a atenção ao facto de que os ricos são, de todos os estereotipos humanos, os que menos necessitam de (ainda) mais propriedade, edificios, casas, whatever. Os pobres, classe média, esses sim são os necessitados, esses sim necessitam de atenção, esses sim necessitam de soluções e alternativas, de algum lado para onde se virar e pode sobreviver. E os pobres e classe média são imensos. Demasiados mesmo. E, consequentemente, uma massa populacional desejosa de se salvar. Como é possivel então que não se perceba que ao postar em salvações para esta gente, se faz uma enorme fortuna?! é que até do ponto de vista empresarial e não humanista é benéfico salvar esta gente! se uma pessoa pagar 100 gera-se menos fortuna do que se 10 pagarem 20. é assim tão irreal, tão utópico, ter consciencia da necesidade de entreajuda humana!? é que em profissionais já estabelecidos, já com ideias consolidadas de como sempre se fez negócio, é perceptivel que nao vejam isto. é natural, foi algo que nunca lhes foi necessario ver. Agora em pessoas que estao emformaçao e têm no minimo a obrigaçao de perceber o mundo e contribuir para o seu melhoramento?! é irreal toda esta estupidez.
Tuesday, December 30, 2008
Israel vs. Palestina
Nem um lado nem outro é inocente, nem culpado. Ambos se movimentam num lamaçal moral que n dá direito à razão qualquer um dos lados. No entanto, quando uma população armada de paus e pedras riposta contra um exército completamente armado com a mais moderna tecnologia militar, quando existe o desespero que trás coragem a enfrentar "isto", alguma coisa tem de significar. Mais não seja, a extrema injustiça de toda a situação
Monday, December 29, 2008
objectivos de vida
1. Ser Imortal
2. Deixar um legado Arquitectonico
3. deixar um legado literario
4. deixar um legado musical
5. Salvar pelo menos 100 vidas
6. ajudar pelo menos 200 vidas
7. modificar para melhor um pais
8. Amar uma mulher digna deste esforço épico
9. humilhar sexualmente uma ordinária vulgar e sem qualquer personalidade
10. Ter prole
No fim ao fechar os olhos, olhar para trás e ter orgulho no bom ser humano e exemplo para o resto da humanidade que fui.
2. Deixar um legado Arquitectonico
3. deixar um legado literario
4. deixar um legado musical
5. Salvar pelo menos 100 vidas
6. ajudar pelo menos 200 vidas
7. modificar para melhor um pais
8. Amar uma mulher digna deste esforço épico
9. humilhar sexualmente uma ordinária vulgar e sem qualquer personalidade
10. Ter prole
No fim ao fechar os olhos, olhar para trás e ter orgulho no bom ser humano e exemplo para o resto da humanidade que fui.
é bom!
Time to pretend
I'm Feelin rough I'm Feelin raw I'm in the prime of my life.
Let's make some music make some money find some models for wives.
I'll move to Paris, shoot some heroin and fuck with the stars.
You man the island and the cocaine and the elegant cars.
This is our decision to live fast and die young.
We've got the vision, now let's have some fun.
Yeah it's overwhelming, but what else can we do?
Get jobs in offices and wake up for the morning commute?
Forget about our mothers and our friends.
We were fated to pretend.
I'll miss the playgrounds and the animals and digging up worms.
I'll miss the comfort of my mother and the weight of the world.
I'll miss my sister, miss my father, miss my dog and my home.
Yeah I'll miss the boredom and the freedom and the time spent alone.
But there is really nothing, nothing we can do.
Love must be forgotten. Life can always start up anew.
The models will have children, we'll get a divorce,
we'll find some more models, Everything must run its course.
We'll choke on our vomit and that will be the end.
We were fated to pretend.
yeah yeah yeah
I'm Feelin rough I'm Feelin raw I'm in the prime of my life.
Let's make some music make some money find some models for wives.
I'll move to Paris, shoot some heroin and fuck with the stars.
You man the island and the cocaine and the elegant cars.
This is our decision to live fast and die young.
We've got the vision, now let's have some fun.
Yeah it's overwhelming, but what else can we do?
Get jobs in offices and wake up for the morning commute?
Forget about our mothers and our friends.
We were fated to pretend.
I'll miss the playgrounds and the animals and digging up worms.
I'll miss the comfort of my mother and the weight of the world.
I'll miss my sister, miss my father, miss my dog and my home.
Yeah I'll miss the boredom and the freedom and the time spent alone.
But there is really nothing, nothing we can do.
Love must be forgotten. Life can always start up anew.
The models will have children, we'll get a divorce,
we'll find some more models, Everything must run its course.
We'll choke on our vomit and that will be the end.
We were fated to pretend.
yeah yeah yeah
Thursday, December 11, 2008
Tomorrow
Hello boys and girls, welcome to the motherfucking dawn of a god damned new age! All hail Caos
Wednesday, December 10, 2008
Só
Umadinamarquesa. Ou sueca, sueca também era fixe. Ou filandesa, ou norueguesa, tb era bom. Numa de conformado: Checoslovaca, polaca (se bem que daí tinha de ser bem escolhido que aquilo há muitas merdosas), ou de um ex-URSS. Ou austriaca, epah q austriaca era nta porreiro! enfim, qualquer coisa menos caca mediterranica, ranhoso demais.
(o Homem é por Natureza um ser inconformado. Quando o é está pronto para abate)
(o Homem é por Natureza um ser inconformado. Quando o é está pronto para abate)
Friday, December 05, 2008
Tão claro como a água
O mundo não vai mudar. Bom, pelo menos para melhor não vai. A classe politica que domina o pais está demasiado podre, demasiado embrenhado numa teia de favores e direitos obscuros, corrupções e amizades de circunstância. A única maneira de mudar isto é despejar TODA a classe politica existente hoje em dia. Só assim, a retirada súbita de poder, não anunciada e não esperada, impossibilitadora de criação de estratégias que permitam a continuação de influências manipuladoras das figuras pertinentes no cenário da tomada de decisões. Ao mudar toda a gente, ao retirar-lhes toda a capacidade "pessoal" de decidir o que quer que seja, a sobrevivência "politica" destas tristes personagens remte-se à corrupção activa através das mais variadas formas: subornos monetários, entrada em negócios, prostitutas, imobiliário, etc. Tudo coisas portanto, relativamente fáceis de vigiar. Não o fazer seria motivo suficiente para justificar uma retirada à força do poder (pois a bem nunca sairiam, não se pode ter a inocencia estúpida de acreditar que as referidas tristes personagens nada fariam para perder o seu posto). Estas personagens, seriam, assim, facilmente controladas, mais não seja pelo medo (meio de controlo básico e basilar da humanidade desde a sua fundção, por assim dizer) de sofrer na pele represálias de motins irados; a morte sempre foi um incentivo espetacular.
Com o evento de um parlamento completamente novo, o resultado imediato era obvio: fantoches politicos. Poucos mais seriam. Afinal, vêm todos dos partidos, das suas jovens fileiras. Juventudes a, b ou c, todos a mesma coisa. E lá iamos bater no fundo de novo: a velha guarda iria estender o seu tentaculo, da forma possivel, agarrando toda esta camada jovem. Esta geração está, portanto, queimada. Vejamos: O poleiro agora está ocupado pela geração de Abril, crescidos politicamente no periodo das opurtunidades politicas, nos resticidios dos ideais politicos do pós-revolução. De um periodo onde a liberdade era tão confundida com libertinagem, com irresponsabilidade, com enfim, euforia do momento sem pensar no futuro. Estas duas gerações, a nossa e a próxima, estão queimadas.
A esperança pertence aos adolescentes e crianças de agora. O que é preocupante, visto que a actual pôs já em marcha o comboio da estupidificação ao permitir um ensino semelhante ao programa "no child left behind" (que deu no que se sabe).
CAbe à geração a que pertenço, portanto, iniciar a mudança. Ser exemplo. Nada mais, pois nada mais podemos já conseguir, somos já todos demasiado merdosos para melhorar realmente o que quer que seja, fomos demasiado bem ensinados pelos que já lá estão.
Com o evento de um parlamento completamente novo, o resultado imediato era obvio: fantoches politicos. Poucos mais seriam. Afinal, vêm todos dos partidos, das suas jovens fileiras. Juventudes a, b ou c, todos a mesma coisa. E lá iamos bater no fundo de novo: a velha guarda iria estender o seu tentaculo, da forma possivel, agarrando toda esta camada jovem. Esta geração está, portanto, queimada. Vejamos: O poleiro agora está ocupado pela geração de Abril, crescidos politicamente no periodo das opurtunidades politicas, nos resticidios dos ideais politicos do pós-revolução. De um periodo onde a liberdade era tão confundida com libertinagem, com irresponsabilidade, com enfim, euforia do momento sem pensar no futuro. Estas duas gerações, a nossa e a próxima, estão queimadas.
A esperança pertence aos adolescentes e crianças de agora. O que é preocupante, visto que a actual pôs já em marcha o comboio da estupidificação ao permitir um ensino semelhante ao programa "no child left behind" (que deu no que se sabe).
CAbe à geração a que pertenço, portanto, iniciar a mudança. Ser exemplo. Nada mais, pois nada mais podemos já conseguir, somos já todos demasiado merdosos para melhorar realmente o que quer que seja, fomos demasiado bem ensinados pelos que já lá estão.
Sunday, November 30, 2008
Olha
Assusta-me profundamente o facto de ninguém ter reagido energicamente contra as supostas ideias e afirmações que proferi no post anterior. O facto de que ninguém no seu intimo se sentir realmente incomodado revela que a sociedade está tão conformada com a suposta necessidade da violência como meio de controlo da insegurança, que faz pensar no quão próximos estamos do apoio incondicional ao próximo "libertador da pátria" à boa maneira fascista.
É necessário acima de tudo ser inteligente. A violência traz violência. Sempre assim foi, sempre assim será. Nunca em tempo algum, situação alguma, a violência por si só melhorará o que quer que seja. Não é cliché, é história.
Assusta-me tanto
É necessário acima de tudo ser inteligente. A violência traz violência. Sempre assim foi, sempre assim será. Nunca em tempo algum, situação alguma, a violência por si só melhorará o que quer que seja. Não é cliché, é história.
Assusta-me tanto
Tuesday, November 25, 2008
olha olha!
Em tempos de Natal, tudo amigo, harmonioso, amoroso. Melhor altura não podia haver para as recentes manifs anti-ministra da educação (a sua atitude e competência não é agora motivo de critica ou desenvolvimento de qualquer ideia/pseudo-teoria), onde alunos e professores se unem para combater esse grande monstro!
No entanto, a minha memória (que por sinal até é bastante má) obriga-me a relembrar que há não muito tempo o monstro era outro (adorável a capacidade da nossa sociedade de nos entreter, mudando um monstro por outro, nunca nos deixando cair no tédio!): Alunos que aterrorizavam Professores. Isto é-me a mim profundamente estranho (familiar, mas estranho). Então o professor, figura de respeito, superior aos alunos na sua enorme sapiência e conhecimentos, deveria conseguir resolver a situação por si. Não acontece. Em parte por os "miúdos" hoje em dia já possuirem um rol de conhecimentos muito mais úteis à sua vida do que a tranguitanada ridicula que se ensina na "escola". O professor passa assim de exemplo a gajo chato que está lá a fazer-los perder vida. Mas isto é algo que é certo e relevante, de um modo que realmente importa, para aqueles alunos que não são estúpidos. PAra aqueles que até sabem, que até pensam, que até, vá, são mais que a rebeldia chico-esperta da idade. O gravoso é, a meu ver, aqueles que degradam o professor enquanto profissional e Pessoa, através da violencia, psicológica e verbal. É que os outros, mais coisa menos coisa, se der para o torto, só se prejudicam a eles. Já estes o caso muda de figura.
Os gangs, bairros degradados, etc, criam nestas camadas jovens delinquentes já mais que conscientes do que fazem, protegidos por uma lei que ainda julga que as crianças não mentem. Ora, crianças protegidas pela lei, criadas num mundo podre, liagdas a pessoas mais velhas que, basicamente, sao criminosas, só pode dar mau resultado. Como eu quando estiver mais decrépito e reler isto sei, e caso improvavel de alguém que nada mais tem que fazer que estar a ler isto sabe, o problema regra geral nasce com os pais. Os pais destas crianças sao, muitas vezes, a fonte do problema. Não a única, mas uma das principais.
Infelizmente, ejamos realistas, os pais já ninguém muda. Não dá, já não querem aprender/mudar/melhorar, tudo o que está errado é culpa dos outros. Portanto nos pais ninguém vai conseguir mexer. Restam os putos, que ainda dá para mudar.
Putos esses que têm a mania que não têm medo, que são maus, que têm poder, que têm "respeito", etc, mas que como todo o muno sabe (eles inclusivé) são cobardolas até ao seu mais infimo temor. A única razão pela qual metem medo aos colegas e professores é o simples facto de, em grupo, serem perigosos. Mais nada. As pessoas não temem "aquele" aluno em particular, com um podem eles bem. A questão prende-se com o facto de este não andar sozinho e não agir sozinho, ser demais para o professor.
A ideia é então esta. Os professores, frente à actual lei, e para sua própria sobrevivência, teriam de cometer uma pequena ilegalidade. Amigos todos temos, e com eles é que tudo acontece. Assim sendo, os professores teriam apenas de se associar e, de um modo anonimo e em grupo (por exemplo através do uso de uma qualquer farda que impossibilitasse a sua identificação), pura e simplesmente espancar estes putos que atentam contra a escola enquanto estabelecimento livre de troca de conhecimentos e experiencias. Mas espancar mesmo, não é dar festinhas, espancar no sentido de partir ossos e haver sangue. Muito sangue. Espancar no sentido de temerem pela vida, irem parar ao hospital, terem medo. Estes putos só percebem a mensagem através do medo, as outras alternativas já lhes foram dadas e eles esgotaram-nas. Assim, usando a sua própria intimidante táctica, teriam medo. Os professores não poderiam no entanto Ser identificados como professores mascarados para dar porrada. Esta força de intervenção social teria de ser conotada como um grupo de pessoas que apareciam para espancar o aluno quando este incidia no crime na escola. Como que o gang de amigos dos professores que entravam em cena quando estes presisavam de ajuda. Os alunos, ao perceberem que mesmo com os amigos de 23/30 anos a ajuda-los a espancar, roubar, furar peneus, e demais actividades de intimidação, seriam pequenos demais perante a escala de (são quantos, 120 000 professores?) uma massa tão grande que existe com o único intuto de os partir. Certamente é uma visão Cruel, Perigosa, Aterradora, Criminosa e etc, mas convenhamos, é menos que o que eles fazem, e fechar os olhos não é solução.
Adorava ver, com a critica e repudio que todos faremos/teremo quando lermos isto, a inclusão de uma alternativa melhor. :)
No entanto, a minha memória (que por sinal até é bastante má) obriga-me a relembrar que há não muito tempo o monstro era outro (adorável a capacidade da nossa sociedade de nos entreter, mudando um monstro por outro, nunca nos deixando cair no tédio!): Alunos que aterrorizavam Professores. Isto é-me a mim profundamente estranho (familiar, mas estranho). Então o professor, figura de respeito, superior aos alunos na sua enorme sapiência e conhecimentos, deveria conseguir resolver a situação por si. Não acontece. Em parte por os "miúdos" hoje em dia já possuirem um rol de conhecimentos muito mais úteis à sua vida do que a tranguitanada ridicula que se ensina na "escola". O professor passa assim de exemplo a gajo chato que está lá a fazer-los perder vida. Mas isto é algo que é certo e relevante, de um modo que realmente importa, para aqueles alunos que não são estúpidos. PAra aqueles que até sabem, que até pensam, que até, vá, são mais que a rebeldia chico-esperta da idade. O gravoso é, a meu ver, aqueles que degradam o professor enquanto profissional e Pessoa, através da violencia, psicológica e verbal. É que os outros, mais coisa menos coisa, se der para o torto, só se prejudicam a eles. Já estes o caso muda de figura.
Os gangs, bairros degradados, etc, criam nestas camadas jovens delinquentes já mais que conscientes do que fazem, protegidos por uma lei que ainda julga que as crianças não mentem. Ora, crianças protegidas pela lei, criadas num mundo podre, liagdas a pessoas mais velhas que, basicamente, sao criminosas, só pode dar mau resultado. Como eu quando estiver mais decrépito e reler isto sei, e caso improvavel de alguém que nada mais tem que fazer que estar a ler isto sabe, o problema regra geral nasce com os pais. Os pais destas crianças sao, muitas vezes, a fonte do problema. Não a única, mas uma das principais.
Infelizmente, ejamos realistas, os pais já ninguém muda. Não dá, já não querem aprender/mudar/melhorar, tudo o que está errado é culpa dos outros. Portanto nos pais ninguém vai conseguir mexer. Restam os putos, que ainda dá para mudar.
Putos esses que têm a mania que não têm medo, que são maus, que têm poder, que têm "respeito", etc, mas que como todo o muno sabe (eles inclusivé) são cobardolas até ao seu mais infimo temor. A única razão pela qual metem medo aos colegas e professores é o simples facto de, em grupo, serem perigosos. Mais nada. As pessoas não temem "aquele" aluno em particular, com um podem eles bem. A questão prende-se com o facto de este não andar sozinho e não agir sozinho, ser demais para o professor.
A ideia é então esta. Os professores, frente à actual lei, e para sua própria sobrevivência, teriam de cometer uma pequena ilegalidade. Amigos todos temos, e com eles é que tudo acontece. Assim sendo, os professores teriam apenas de se associar e, de um modo anonimo e em grupo (por exemplo através do uso de uma qualquer farda que impossibilitasse a sua identificação), pura e simplesmente espancar estes putos que atentam contra a escola enquanto estabelecimento livre de troca de conhecimentos e experiencias. Mas espancar mesmo, não é dar festinhas, espancar no sentido de partir ossos e haver sangue. Muito sangue. Espancar no sentido de temerem pela vida, irem parar ao hospital, terem medo. Estes putos só percebem a mensagem através do medo, as outras alternativas já lhes foram dadas e eles esgotaram-nas. Assim, usando a sua própria intimidante táctica, teriam medo. Os professores não poderiam no entanto Ser identificados como professores mascarados para dar porrada. Esta força de intervenção social teria de ser conotada como um grupo de pessoas que apareciam para espancar o aluno quando este incidia no crime na escola. Como que o gang de amigos dos professores que entravam em cena quando estes presisavam de ajuda. Os alunos, ao perceberem que mesmo com os amigos de 23/30 anos a ajuda-los a espancar, roubar, furar peneus, e demais actividades de intimidação, seriam pequenos demais perante a escala de (são quantos, 120 000 professores?) uma massa tão grande que existe com o único intuto de os partir. Certamente é uma visão Cruel, Perigosa, Aterradora, Criminosa e etc, mas convenhamos, é menos que o que eles fazem, e fechar os olhos não é solução.
Adorava ver, com a critica e repudio que todos faremos/teremo quando lermos isto, a inclusão de uma alternativa melhor. :)
Thursday, November 20, 2008
Tuesday, November 18, 2008
Pessoas
Para mim, alguém que defende um liberalismo individualista, não é merecedor de grande consideração, pelo simples facto que denota uma falta de inteligência extraórdinária. Dou-lhe o tempo para se explicar e poder demonstrar que, de facto, é afinal algo melhor. Defenderei sempre o direito de todos se expressarem, mas isso não impede que dê pouca relevancia ao que me dizem. Não consigo perceber onde é que uma atitude generalizada de egoismo e frieza perante todos os outros participantes da vida pode ser algo positivo. De forma simples e sucinta: desde sempre o homem vingou pelo seu poder associativo. Sozinho nunca sobreviveu. A história humana é mais que justificativa disto. Este liberalismo, egoismo, individualidade, apenas pode ser possivel e benéfica para um individuo num contexto vasto e massivo de uma atitude diferente desta. Se todos forem assim, egoistas, estamos todos abandonados, como estamos hoje, amparados por outros consuante oportunismos momentaneos. Ora, não é presiso ser-se muito brilhante para compreender que este tipo de mundo, de sociedade, se auto-destroi. Mesmo. É um sistema morto à partida, é uma condenação. Não percebo como pode alguém ver positivismo na morte do ser humano. Temos o dever de compreender que presisamos todos uns dos outros, somos todos, TODOS parte do mesmo. É a única maneira de sobreviver.
Sunday, November 16, 2008
Welcome
Hello. I am André, I live in Setúbal, and grew up there. I'm not cool, neither a nice guy. I don't have any special ability and if you want to buy me, I'm cheap. I like stupid cartoons, alchool and ham. Sometimes girls are accepted to, but they can't start talkin' gibberish. Oh and I also make poo and pee. And bad art.
That's it, nice to meet you, now keep walkin'
That's it, nice to meet you, now keep walkin'
Thursday, November 13, 2008
comédias
"sonhas muito alto André, sonhas sempre muito alto..."
qual é a lógica de não o fazer?! são sonhos não são? não é suposto serem realidades, é suposto serem desejos inconcretizavéis, objectivos de vida dificilmente atingiveis. E, visto que nunca atingimos o que queremos na totalidade, não é estúpido querer pouco? o resultado acabrá por ser invariavelmente miserável se assim for.
qual é a lógica de não o fazer?! são sonhos não são? não é suposto serem realidades, é suposto serem desejos inconcretizavéis, objectivos de vida dificilmente atingiveis. E, visto que nunca atingimos o que queremos na totalidade, não é estúpido querer pouco? o resultado acabrá por ser invariavelmente miserável se assim for.
Wednesday, November 12, 2008
Opções
Grandes Sigur Rós
Apesar de não se perceber uma palavra do que dizem, há neles algo superior à linguagem que permite a uma mente minimamente desenvolvida perceber que ali existe arte, transmite-se emoções e sentimentos de um modo mais profundo que a vulgar berraria das infantis crianças delirantes pela pop mal amanhada ou raiva induzida por heavy metals mais agressivos: ali toca-se na alma, chega-se ao nosso interior. Sem se perceber. Esbate-se a necessidade de compreensão linguistica, atinge-se a mensagem pela sonoridade.
Após este pequeno delirio, reflectindo, acredito cada vez mais que é perferivel passar fome para se poder viver cultura do que andar enfardado mas grunho. Mais n seja por o nosso cerebro também comer.
Apesar de não se perceber uma palavra do que dizem, há neles algo superior à linguagem que permite a uma mente minimamente desenvolvida perceber que ali existe arte, transmite-se emoções e sentimentos de um modo mais profundo que a vulgar berraria das infantis crianças delirantes pela pop mal amanhada ou raiva induzida por heavy metals mais agressivos: ali toca-se na alma, chega-se ao nosso interior. Sem se perceber. Esbate-se a necessidade de compreensão linguistica, atinge-se a mensagem pela sonoridade.
Após este pequeno delirio, reflectindo, acredito cada vez mais que é perferivel passar fome para se poder viver cultura do que andar enfardado mas grunho. Mais n seja por o nosso cerebro também comer.
Tuesday, November 11, 2008
Monday, November 10, 2008
ridiculo
sou de facto, um objecto de estudo (no minimo) interessante:
idade real de 22 anos
idade mental de 6
aparencia fisica de 19 (ou menos)
perspicacia dos 60
idiotices dos 40
teimosia de todos
idade real de 22 anos
idade mental de 6
aparencia fisica de 19 (ou menos)
perspicacia dos 60
idiotices dos 40
teimosia de todos
Sunday, November 09, 2008
Thursday, November 06, 2008
...
Não sou Genial apenas quando quem não o considera não tem capacidade de compreender a grandeza do meu Ser. O tempo assim o provou
Tuesday, November 04, 2008
porquê?
Porque é que ninguém se lembra do Congo? ou de Darfur? ou da Somália? Etiopia? ou Guiné-Bissau? ou já agora, um qualquer país africano? ou, do outro lado do globo, Coreia do Norte? ou Laos? ou Vietnam? China rural? China industrial?
porquê?
porquê?
Monday, November 03, 2008
Sim, Louco
Gosto de fitar os olhos dos condutores quando passo a pé numa passadeira. Á noite, quando a sua presença não mais é que um vulto negro, fito os farois, tristes substitutos. Dá-me prazer aquela pequena luta de vontades entre mim e o aleatório sujeito, na decisão por quem trava ou corre/pára; o combate entre o ser humano e a máquina, desigual e frio. Ahh, tão alegre a ilusão da coragem!
Thursday, October 23, 2008
23 de Outubro de 2008
Regozijem-se meus amigos esquerdistas, ai está á vista a morte suicida do capitalismo selvagem. Proletário, traga o champanhe.
Monday, October 20, 2008
Sunday, October 19, 2008
Vamos meninos e meninas, agora todos juntos!
Não me deixa de ser MUITO divertido o facto de a juventude contemporanea, ao seguir este pseudo-new lifestyle todo liberdades e independencias sentimentais e sexuais, não acabar depois por ser apenas uma grande grande bimbalhice. como prova:
Ruth Marlene - Coração sem dono
Eu sou e serei
coração coração sem dono
Eu sou e serei
coração coração sem dono
Nao me quero prender a ninguem
ainda é cedo para me entregar
quero viver o que a vida tem
um dia mais tarde se vera
quero o peito livre pra' voar
e a mente solta pra' curtir
o meu coração a palpitar
durante muitos anos sempre assim
Porque eu sou e serei
coração coração sem dono
Eu sou e serei
coração coração sem dono
E ninguem me pode prender
E ninguem me pode parar
por agora so quero ser
coração coração sem dono
livre pra' voar
Nao me quero prender a ninguem
ainda é cedo para me entregar
quero viver o que a vida tem
um dia mais tarde se vera
quero o peito livre pra' voar
e a mente solta pra' curtir
o meu coração a palpitar
durante muitos anos sempre assim
Porque eu sou e serei
coração coração sem dono
Eu sou e serei
coração coração sem dono
E ninguem me pode prender
E ninguem me pode parar
por agora so quero ser
coração coração sem dono
Eu sou e serei
coração coração sem dono
Eu sou e serei
coração coração sem dono
E ninguem me pode prender
E ninguem me pode parar
por agora so quero ser
coração coração sem dono
livre pra' voar
Ruth Marlene - Coração sem dono
Eu sou e serei
coração coração sem dono
Eu sou e serei
coração coração sem dono
Nao me quero prender a ninguem
ainda é cedo para me entregar
quero viver o que a vida tem
um dia mais tarde se vera
quero o peito livre pra' voar
e a mente solta pra' curtir
o meu coração a palpitar
durante muitos anos sempre assim
Porque eu sou e serei
coração coração sem dono
Eu sou e serei
coração coração sem dono
E ninguem me pode prender
E ninguem me pode parar
por agora so quero ser
coração coração sem dono
livre pra' voar
Nao me quero prender a ninguem
ainda é cedo para me entregar
quero viver o que a vida tem
um dia mais tarde se vera
quero o peito livre pra' voar
e a mente solta pra' curtir
o meu coração a palpitar
durante muitos anos sempre assim
Porque eu sou e serei
coração coração sem dono
Eu sou e serei
coração coração sem dono
E ninguem me pode prender
E ninguem me pode parar
por agora so quero ser
coração coração sem dono
Eu sou e serei
coração coração sem dono
Eu sou e serei
coração coração sem dono
E ninguem me pode prender
E ninguem me pode parar
por agora so quero ser
coração coração sem dono
livre pra' voar
Defeito n.º 3256147
Sou e sempre serei o pior namorado/ amante/ engate/ whatever para qualquer mulher que seja, por uma e única razão: não minto.
Sunday, October 12, 2008
Wednesday, October 08, 2008
"o homem nasce naturalmente bom, a sociedade é que o degenera"
Que afirmação estúpida. Estúpida e idiota. O Homem não nasce nada. O Homem não é nada. O Homem é um bicho. Vem ao mundo estúpido e cego, agindo apenas por instinto. O Homem nada mais é que um livro em branco por onde os outros homens anteriores a si vão escrevendo, quer queiram ou não, conseguindo-o com mais ou menos sucesso. O Homem quando nasce não é bom nem mau, tais conceitos são-lhe simplesmente alheios, desconhecidos, incógnitos. A própria socialização é incógnita, algo que vamos, como qualquer animal, aprendendo através da tentativa e erro. A cultura humana vai-se criando e conseguindo através da soma do que já se conhece e sua ligeira alteração, brotando assim das brumas da consciencia o novo. Não há originalidade, apenas criatividade.
No entanto, e apesar da minha incapaz capacidade de percepção de que tudo isto é verdade, tão absoluta como qualquer dogma religioso quinhentista, questiono-me:
Como passámos nós da tabula rasa, do zero absoluto cultural, do macaco inconsciente, para o bicho vazio capaz de copiar a natureza e a partir daí criar um legado intelectual?
No entanto, e apesar da minha incapaz capacidade de percepção de que tudo isto é verdade, tão absoluta como qualquer dogma religioso quinhentista, questiono-me:
Como passámos nós da tabula rasa, do zero absoluto cultural, do macaco inconsciente, para o bicho vazio capaz de copiar a natureza e a partir daí criar um legado intelectual?
Monday, October 06, 2008
Modernices
"Sabes, na verdade não passo de um sacana. Isso mesmo, um sacana. Tão melhor que um qualquer chico-esperto que sempre julga safar-se aos erros premeditados que comete. Nada mais que isso, que essa vulgaridade, que essa mesquinhez humana que em todo o lado encontras. Não, não sou diferente. Não, não sou especial. Sou simplesmente um pouco mais esperto que tu. Não inteligente, porque isso comporta uma capacidade intelectual que não possuo. Mas tu sabes. Sempre soubes-te. Na verdade nunca te enganei, nunca passou de um jogo hipocrita entre tu e eu. Sempre soubes-te que te enganava, que te usava, que te humilhava, tu gostas. Gostam todas. Também tu não passas de mais uma. Vulgar e reles como todas. Sim, enojas-me. Tanto como eu a mim próprio. Não; minto. Sabes que no fundo, debaixo das várias máscaras e camadas de personalidades inventadas para a imediata ocasião que criei e crio, eu simplesmente venero-me. Agrada-me a minha filha da putice. Sou mau.
Sou mau.
Contenho em mim tudo o que sempre te disse odiar no ser humano. Sabes bem a besta que sou. Toda o cinismo, falsidade, tudo em mim que me é caractristico sem ninguém saber mete nojo. Sou, sucintamente, Asqueroso. Sendo agora honesto, tu sabes que é isso que te agarra a mim: a ilusão de que me mudas. Não consegues. Não vale a pena, e, de novo, tu sabes isso. É presisamente essa impossibilidade que te atria, queres ser mais que o resto, teres a capacidade de alterar a natureza humana. Não. Desiste. Nunca. Percebes?
Divirto-me demasiado, comparando cm os meus comtemporaneos, com o sofrimento alheio. O desespero alicia-me, há algo mais belo que o olhar vazio de quem já nada espera? o que esse mesmo olhar comporta? o quão fundo a alma humana caiu para atingir esse ponto sem retorno, onde a única coisa que os impede de cometer o suicidio é ou a impossibilidade de o fazer ou a própria cobardia? Quão divertido é não parares de sofrer por cobardia. Há maior entertenimento que uma expressão de dor? uma cara e corpo contorcido no auge da tortura, há algo mais expressivo, mais autêntico, mais real?.
Sim sou louco. Também já o sabias. É por isso que choras, compreendes agora que roças o divino ao conseguires com perspicácia perceber o que eu era. Desde sempre. A ilusão minha querida, a ilusão com que te banhas-te para também tu não enloqueceres. O teu desalento quando não conseguias compreender as minhas argumentações divagadas sem nexo nem sentido. És ridicula. Enojas-me. Não te cuspo em cima porque nem isso mereces. Nada. A tua lealdade cega, inclusivé quando me trais, mata qualquer compaixão por ti. Não mereces nada senão nojo. Sim, odeia-me. Afasta-me, Despreza-me, não te quero, não te nada.
Desiludo-te? que mais não foste tu senão uma desilusão? Eu não o sou, nunca o serei, porque Eu sou magnifico através da minha cruel maldade. Tão perfeito nessa retorcida e macabra maldade que dela só posso sentir orgulho. Tu? nada.
Mas minto. Sempre menti. Tudo é mentira"
Sou mau.
Contenho em mim tudo o que sempre te disse odiar no ser humano. Sabes bem a besta que sou. Toda o cinismo, falsidade, tudo em mim que me é caractristico sem ninguém saber mete nojo. Sou, sucintamente, Asqueroso. Sendo agora honesto, tu sabes que é isso que te agarra a mim: a ilusão de que me mudas. Não consegues. Não vale a pena, e, de novo, tu sabes isso. É presisamente essa impossibilidade que te atria, queres ser mais que o resto, teres a capacidade de alterar a natureza humana. Não. Desiste. Nunca. Percebes?
Divirto-me demasiado, comparando cm os meus comtemporaneos, com o sofrimento alheio. O desespero alicia-me, há algo mais belo que o olhar vazio de quem já nada espera? o que esse mesmo olhar comporta? o quão fundo a alma humana caiu para atingir esse ponto sem retorno, onde a única coisa que os impede de cometer o suicidio é ou a impossibilidade de o fazer ou a própria cobardia? Quão divertido é não parares de sofrer por cobardia. Há maior entertenimento que uma expressão de dor? uma cara e corpo contorcido no auge da tortura, há algo mais expressivo, mais autêntico, mais real?.
Sim sou louco. Também já o sabias. É por isso que choras, compreendes agora que roças o divino ao conseguires com perspicácia perceber o que eu era. Desde sempre. A ilusão minha querida, a ilusão com que te banhas-te para também tu não enloqueceres. O teu desalento quando não conseguias compreender as minhas argumentações divagadas sem nexo nem sentido. És ridicula. Enojas-me. Não te cuspo em cima porque nem isso mereces. Nada. A tua lealdade cega, inclusivé quando me trais, mata qualquer compaixão por ti. Não mereces nada senão nojo. Sim, odeia-me. Afasta-me, Despreza-me, não te quero, não te nada.
Desiludo-te? que mais não foste tu senão uma desilusão? Eu não o sou, nunca o serei, porque Eu sou magnifico através da minha cruel maldade. Tão perfeito nessa retorcida e macabra maldade que dela só posso sentir orgulho. Tu? nada.
Mas minto. Sempre menti. Tudo é mentira"
Saturday, September 27, 2008
Secalhar não...
Programa da Oprah, uma mulher gorda que se achava gorda e tinha a auto-estima destruida. Depois de todo o bla bla bla metem uma imagem da senhora em roupa interior num predio da baixa de Chicago e vão perguntando as pessoas que passam (?) o que acham da mulher. Inacreditavelmente, toda a gente a acha linda, sensual, etc etc etc. A senhora chora comovida por "afinal sou eu k tenho opinião contraria ao mundo, afinal sou bonita!".
Não. Não é.
Por muito boa que seja a intenção, não é correcto enganar as pessoas para que estas se sintam bem. Ela é gorda, sente-se mal em ser gorda, só tem é de emagrecer. e ponto final. não há cá atalhos ou milagres. É óbvio que as pessoas entrevistadas das duas uma: ou eram pagas pelo programa, ou a saberem que estavam no programa diziam maravilhas da senhora. É impossivel que ninguém tenha dito uma única coisa de mal. uma. é impossivel. Fora o facto de a mulher ser tudo menos bonita, sensual, e sofisticada. Era pura e simplesmente gorda, feia, com celulite a mais (ao ponto do nojo) e abandalhada. Isto não quer dizer que ninguém vá gostar de gordas. Quem diz gordas diz magricelas, altos baixos, feios bonitos, la la la o resto da música; ninguém é perfeito e as pessoas gostam por algo mais que o fisico (ou pelo menos quero acreditar nisso). Simplesmente considero desprezivel mentir-se para se agradar a alguém, ainda para mais quando com isso se faz a outra passar por estúpido e idiota.
Não. Não é.
Por muito boa que seja a intenção, não é correcto enganar as pessoas para que estas se sintam bem. Ela é gorda, sente-se mal em ser gorda, só tem é de emagrecer. e ponto final. não há cá atalhos ou milagres. É óbvio que as pessoas entrevistadas das duas uma: ou eram pagas pelo programa, ou a saberem que estavam no programa diziam maravilhas da senhora. É impossivel que ninguém tenha dito uma única coisa de mal. uma. é impossivel. Fora o facto de a mulher ser tudo menos bonita, sensual, e sofisticada. Era pura e simplesmente gorda, feia, com celulite a mais (ao ponto do nojo) e abandalhada. Isto não quer dizer que ninguém vá gostar de gordas. Quem diz gordas diz magricelas, altos baixos, feios bonitos, la la la o resto da música; ninguém é perfeito e as pessoas gostam por algo mais que o fisico (ou pelo menos quero acreditar nisso). Simplesmente considero desprezivel mentir-se para se agradar a alguém, ainda para mais quando com isso se faz a outra passar por estúpido e idiota.
Sunday, September 21, 2008
cagalhotos
Um homem engatatão é aquele que usa frases feitas e, devido a não ser fisicamente desprezivel, as faz soar agradavelmente apraziveis.
Uma mulher engatatona, abre as pernas. pronto, por vezes precedido de um qualquer dialogo foleiro.
Uma mulher engatatona, abre as pernas. pronto, por vezes precedido de um qualquer dialogo foleiro.
rápido rapidinho
Entristece-me profundamente o facto de quando ofendo um qualquer desconhecido a ofensa que lhe dirigo ser provavelmente verdade em cerca de... 75%/ 80% ?
Wednesday, September 10, 2008
Tuesday, September 09, 2008
a quem servir o barrete
Após um sorriso honesto mas maldoso, próprio ed quem se prepara para dar uma chapada psicológica em alguém e com isso sentir prazer, ele larga: "Eu vou-te ser inacreditavelmente honesto, e tu provavelmente vais ficar ofendidissima, e naturalmente não mais me falarás. Vais falar mal de mim a toda a gente, vais tentar humilhar-me, reduzir a opinião do resto do mundo sobre mim a algo completamente insignificante, mas eu não quero saber; não me perdoo a mim mesmo não ser verdadeiro no que digo: Tu és uma órdinaria. Uma vadia. não mais que uma qualquer puta, com a diferença que essas ganahm algo em troca com isso. E o que faz de ti alguém nojento não é isso, pois seres assim é teu direito, e isso nem eu nem niguém pode censurar. O que te torna a merda que és é o facto de seres uma ordinaria hipocrita. É ao quereres acreditar e fazer os outros acreditar que te sentes mal com a falta de dignidade que carregas que matas a possibilidade de seres credivel. No fundo não és má pessoa, percebo que sejas até alguém bastante... boa. Mas não deixas de ser ordinaria, com tudo o que de mau isso carrega. tu, basicamente, não serves para mais que usar e humilhar
Friday, August 29, 2008
Filhas da Putice
Há algo que me enoja e enerva profundamente: Aqueles programas da julinha e do goucha e da fátinha. É-me revoltante a maneira porca como exploram as desgraças e misérias alheias para agarrar à tv velhinhas e gente fraca conseguindo assim razoáveis retornos financeiros resultantes de audiências. Desde a criancinha que tem cancro e a vida a acabar à velhota que leva porrada do filho drogado, tudo serve para fazer sessões melodramáticas cheias de lágrima e "sentimento". Dizem-me, e com toda a razão, que ao menos assim aquelas pessoas são ajudadas. Têm a oportunidade de alguém olhar para elas. Que a TV assim os ajuda.
Alguém que quer ajudar ajuda por isso mesmo, quer ajudar. Evita protagonismo e fanfarronices, não deseja expor a caridade. Que é o inverso daquela realidade. Se o esejo fosse ajudar poderiam muito bem expor aquelas pessoas de um modo menos pastilha elastica e de igual modo ajuda-las. Podiam inclusive realmente ajuda-las, e n po-las na montra para os telespectadores mandarem a esmola quando choram.
Pior só espetaculos em que se "vendem" motvos de caridades (aka misérias humanas desesperadas por uma mão que as levante do chão). Esta atitude creio ser tão vergonhosa que... nem sei, ultrapassa-me o sentimento de nojo.
Alguém que quer ajudar ajuda por isso mesmo, quer ajudar. Evita protagonismo e fanfarronices, não deseja expor a caridade. Que é o inverso daquela realidade. Se o esejo fosse ajudar poderiam muito bem expor aquelas pessoas de um modo menos pastilha elastica e de igual modo ajuda-las. Podiam inclusive realmente ajuda-las, e n po-las na montra para os telespectadores mandarem a esmola quando choram.
Pior só espetaculos em que se "vendem" motvos de caridades (aka misérias humanas desesperadas por uma mão que as levante do chão). Esta atitude creio ser tão vergonhosa que... nem sei, ultrapassa-me o sentimento de nojo.
Saturday, August 23, 2008
Dúvidas existenciais
Vivemos em tempo de crise, tão disinto e igual a todos os outros que a humanidade já passou e sobreviveu. As perspectivas de melhorar, tal como o futuro sombrio tantas vezes antes, são infelizmente diminutas. Preve-se um incrivel decréscimo das condições de vida, da capacidade financeira dos cidadãos do mundo, fome, seca, crises de combustiveis, ar poluido, exposição exagerada a raios solares e radiação, um ou outro chernobyl pelo caminho, devastação ambiental e consequente aquecimento global com as suas imparáveis cheias e vagas de calor. Uma desgraça portanto. As pessoas vão, assim, progressivamente, cada vez viver pior. E cada vez terão menos economias para se sustentar. Isto da perspectiva da minha classe profissional é, tristemente, interessante. Pelo menos do modo que eu vejo: Fará sentido continuar a construir como se sempre construiu? Sobreviver evitando fazer aquilo que devia ser constante na personagem social e educativa que é o arquitecto, que é pensar, repensar e solucionar o mundo? Será sequer moralmente aceitável que um Arquitecto continue a vender projectos da casinha com telha (atenção, que nada tenho contra a telha, tenho sim contra a atitude geral de quem recorre a um desenho gasto e ineficiente ao qual a telha etá naturalmente associado!) já mais e mais que desenhado, mudando apenas a sua implantação no terreno e sem ter qualquer preocupação demais? Pode-se sequer considerar licito vender um control+copy?! Não me parece que ao Homem de consciência isso seja sequer uma opção válida, apenas o seria em caso de declarada necessidade imposta por terceiros (o arquitecto é, afinal de contas, apenas humano: também necessita da actividade chamada alimentação).
Cabe-nos a nós, creio, projectar o futuro. Prever as necessidades de quem vai ter de sobreviver num ambiente hostil como o será certamente o mundo que está para chegar. Não me parece assim muito inteligente continuar a fazer apenas 4 paredes para que os seus habitantes enchem com trabalha e mobilia que nem condiz com a habitação nem dialoga com a restante pilha de fuel para fogueira a que chamam mobilia.
A solução passa creio eu pela educação das pessoas e exigencia que temos uns dos outros. Mas isto é algo tão imediato como a chegada dos cavaleiros do apocalipse, a sua concretização revela-se de uma infeliz utopia. Assim, a solução tem de passar por outro lado. Para que as pessoas não estoirem fortunas com mobilia que no fim lhes vai criar um ambiente desiquilibrado em casa, embebe-se a casa com a mobilia. Quem compra a casa, compra ja a mobilia. Mas não mobilia num sentido geral. Não mobilia que se vai a uma loja e empilha-se contra uma parede. a parede está lá e pode e deve ser tão importante para a casa cm o é a mobilia. A parede é afnal de ocntas, aquilo que o arquitecto projecta, ela sim define o espaço habitado, não o bocado de madeira onde depois se empilha livros e revistas cor-de-rosa. O arquitecto tem o dever de procurar novos modos de viver quando a actualidade assim o exige, como creio ser o caso dos dias de hoje, tal como Fourier teorizou e Godin (felizmente) conseguiu concretizar, e cuja influencia dura até hoje, hoje temos o dever de também reinventar isto como eles mesmo fizeram. A casa hoje não é mais o que era, não mais "vivemos" em casa. Comemos, dormimos, fazemos sexo, volta e meia lemos/vemos tv, uma pequena festa intima, pouco mais. Não se passa um dia em casa. A casa é hoje, mais que outra coisa, um quarto de hotel onde se pode cozinhar. As exigencias da vida profissional e social, da falta de conhecimentos e impraticabilidade de muito tempo a cozinhar devido a falta de tempo, do stress constante e da vida em movimento que cada vez mais vai ser o dia-a-dia do cidadão comum assim a transformaram. Não faz por isso sentido, creio eu, que não se olhe para a casa de um modo racional: um espaço onde se dorme e faz sexo, procede á higiene e, ás vezes, se cozinha. Necessária é também os espaços de arrumação, pois a sociedade consumista, apesar de cd vez menor devido à fragilidade financeira, vai subsistir. A casa é, portanto, pouco mais que isso: uma area social a partir da qual as dependencias do ser humano são atingiveis com a rápida proximidade de um toque numa parede, nela está tudo integrado. Á primeira vista a ideia de criar habitações sem espaço para moveis pode parecer um pouco.. exagerada. Idiota até. Talvez. Mas não o será também gastar fortunas nessa mesma mobilia para depois criar um conjunto que não satisfaz? ou se o fizer, gastar ainda assim fortunas? quando o capital necessita ser investido em prioridades maiores? ou não será pura e simplesmente esta necessidade de encher com moveis algo criado pela industria para que possa sobreviver? será realmente uma necessidade humana atafulhar tudo com coisas tão pessoais como o são peças de design fabricadas aos milhares de milhões?
A solução, parece-me de momento, passa por essa visão integrada das necessidades humanas num (ns) espaços que sejam, de facto, arquitectura, pois esta serve as pessoas e não o arquitecto.
Cabe-nos a nós, creio, projectar o futuro. Prever as necessidades de quem vai ter de sobreviver num ambiente hostil como o será certamente o mundo que está para chegar. Não me parece assim muito inteligente continuar a fazer apenas 4 paredes para que os seus habitantes enchem com trabalha e mobilia que nem condiz com a habitação nem dialoga com a restante pilha de fuel para fogueira a que chamam mobilia.
A solução passa creio eu pela educação das pessoas e exigencia que temos uns dos outros. Mas isto é algo tão imediato como a chegada dos cavaleiros do apocalipse, a sua concretização revela-se de uma infeliz utopia. Assim, a solução tem de passar por outro lado. Para que as pessoas não estoirem fortunas com mobilia que no fim lhes vai criar um ambiente desiquilibrado em casa, embebe-se a casa com a mobilia. Quem compra a casa, compra ja a mobilia. Mas não mobilia num sentido geral. Não mobilia que se vai a uma loja e empilha-se contra uma parede. a parede está lá e pode e deve ser tão importante para a casa cm o é a mobilia. A parede é afnal de ocntas, aquilo que o arquitecto projecta, ela sim define o espaço habitado, não o bocado de madeira onde depois se empilha livros e revistas cor-de-rosa. O arquitecto tem o dever de procurar novos modos de viver quando a actualidade assim o exige, como creio ser o caso dos dias de hoje, tal como Fourier teorizou e Godin (felizmente) conseguiu concretizar, e cuja influencia dura até hoje, hoje temos o dever de também reinventar isto como eles mesmo fizeram. A casa hoje não é mais o que era, não mais "vivemos" em casa. Comemos, dormimos, fazemos sexo, volta e meia lemos/vemos tv, uma pequena festa intima, pouco mais. Não se passa um dia em casa. A casa é hoje, mais que outra coisa, um quarto de hotel onde se pode cozinhar. As exigencias da vida profissional e social, da falta de conhecimentos e impraticabilidade de muito tempo a cozinhar devido a falta de tempo, do stress constante e da vida em movimento que cada vez mais vai ser o dia-a-dia do cidadão comum assim a transformaram. Não faz por isso sentido, creio eu, que não se olhe para a casa de um modo racional: um espaço onde se dorme e faz sexo, procede á higiene e, ás vezes, se cozinha. Necessária é também os espaços de arrumação, pois a sociedade consumista, apesar de cd vez menor devido à fragilidade financeira, vai subsistir. A casa é, portanto, pouco mais que isso: uma area social a partir da qual as dependencias do ser humano são atingiveis com a rápida proximidade de um toque numa parede, nela está tudo integrado. Á primeira vista a ideia de criar habitações sem espaço para moveis pode parecer um pouco.. exagerada. Idiota até. Talvez. Mas não o será também gastar fortunas nessa mesma mobilia para depois criar um conjunto que não satisfaz? ou se o fizer, gastar ainda assim fortunas? quando o capital necessita ser investido em prioridades maiores? ou não será pura e simplesmente esta necessidade de encher com moveis algo criado pela industria para que possa sobreviver? será realmente uma necessidade humana atafulhar tudo com coisas tão pessoais como o são peças de design fabricadas aos milhares de milhões?
A solução, parece-me de momento, passa por essa visão integrada das necessidades humanas num (ns) espaços que sejam, de facto, arquitectura, pois esta serve as pessoas e não o arquitecto.
Wednesday, August 13, 2008
Umbigo v4.0u
Para azar do crlh sou o filha da puta mais selecto que conheço, da comida ás miudas, da roupa ao estilo de vida. Não tenho no entanto a presença necessária que me permita triunfar gloriosamente com esta atitude, o que convenhamos, para mim, isto é mau. Ah, e sou um gajo com azar.
Friday, August 01, 2008
Epa...
"O que me preocupa é uma crescente, natural e progressiva consciencialização cultural de toda uma geração de adolescentes que apesar de tudo, não a concretiza na realidade. Aprendem e tomam contacto com uma serie de conhecimentos que depois ignoram por completo: têm mais que necessário para serem seres vivos honestos, verdadeiros, pensantes, quase originais, e no entnato, por simples fraqueza psicologica ou emocional, permitem a si próprios não ser mais que uma percentagem insignificante da massa estupida de um grupo etário.
Ignorância é felicidade, e quando são superficiais por ignorancia, enfim, é triste e ridiculo mas a critica não pode ir muito mais além, porque as próprias pessoas pouco se apercebem do que são. No entanto quando o percebem, quando sabem que o são, e são-no por gosto e opção.... porquê? quer dizer, que atitude pode ter uma pessoa minimamente inteligente para com esta gente senão... gozar a situação, humilha-las e enfim, usá-las? É que não vislumbro resposta..."
Ignorância é felicidade, e quando são superficiais por ignorancia, enfim, é triste e ridiculo mas a critica não pode ir muito mais além, porque as próprias pessoas pouco se apercebem do que são. No entanto quando o percebem, quando sabem que o são, e são-no por gosto e opção.... porquê? quer dizer, que atitude pode ter uma pessoa minimamente inteligente para com esta gente senão... gozar a situação, humilha-las e enfim, usá-las? É que não vislumbro resposta..."
Monday, July 21, 2008
Gaijas
Porque é que têm de ser tão ordinárias?! juro que gostava de, nem que fosse por momentos, compreender porque é que têm de ser tão ordinárias!
Thursday, July 03, 2008
n faço ideia nao me aptece entitular nada
Libertaram-na, finalmente, felicidade. Não quero com o meu desanimo ser idioticamente insensivel ao maravilhoso recente acontecimento columbiano, mas convenhamos: o presidente e um pau mandado de carteis de droga. As FARC, best friend de carteis de droga. EUA, que prestaram o tao necessario apoio logistico, semeia plantaçoes e traficantes pelo estrangeiro como forma de financiamento de grupos rebeldes que enfraquecem governos. Festeja-se a liberdade de meia duzia de pessoas (e bem, partilho a alegria) mas ignora-se situaçao igual, mais perigosa e sofrida de milhares de milhoes noutros pontos do globo, de África à Ásia. Quer dizer, este mundo tá tão podre, tão deficitário de bom senso, de igualdade, de justiça, tão cada vez mais retrogada (no sentido de poder autoritario absolutista tipico das monarquias medievais adaptado aos tempos modernos), que é um bocado "cegueira" tanta alegria e mediatismo mundial esta libertação. Explico-me: concordo que deva haver a "quantidade" de noticias que há, "publicidade" e tempo de antena. Mas para haver isto "aqui", TEM de haver muito mais para tantas outras coisas de que o cidadão comum nem conhecimento tem.
e daí, provavelmente estou só a ser idiota.
e daí, provavelmente estou só a ser idiota.
Sunday, June 22, 2008
politiquices
Neste pais dois partidos governam á vez: PS e PSD. Não há, para o melhor e para o pior, grandes flutuações de poder. Neste presiso momento, governa o PS, próximas eleições, previsivelmente, a alternativa é a recém eleita Ferreira Leite. Vamos pensar: o pais tá uma merda, blá blá blá, a gasolina/gasoleo tá caro (mas sejamos honestos, tá caro em todo o lado, e não é coisa que mude consoante o gajo que tiver no poleiro), a vida está isto está aquilo. Viva, uma salvadora da pátria, uma senhora com um ar duro, respeitável, autoritário, etc. Agora, vejamos além das aparencias. Fez parte do mais desastroso governo da história recente de portugal, afundou as finanças do país com a historia do "pais está de tanga", venderam património de estado como se não houvesse amanhã (alguém me diga onde é que isto é uma medida consciente e inteligente pensando a longo prazo), o próprio primeiro ministro abandonou o cargo e fugiu com o rabo à seringa com a opurtunidade de ir para o parlamento europeu, substituiram-no pelo maior playboy e menos credivel personagem do partido, para variar iniciaram uma nova vaga de desemprego em massas e benecesses á grandiosa classe empresarial portuguesa (que pondo de parte os bons e os maus, devemos ter a classe empresarial mais estupida da europa (n digo mundo porque há sempre alguém mais estupido)), durante a campanha a lider de partido, em entrevista, não foi capaz de se prenunciar nem tomar posição sobre UM ÚNICO PONTO da vida portuguesa. Ainda não tinha um cargo de importância e JÁ era uma COBARDOLAS. é isto que queremos para governar o país? é que, independentemente das politicas de direita de Socrates, ele é simplesmente o mal menor.
Sunday, June 15, 2008
Umbigo v3.0
acho que aquilo que mais me chateia/entusiasma em mim, é o simples facto de a opinião de terceiros não me interessar absolutamente para nada. o que, enfim, é mau. Era tão mais fácil ser super pop limão
Monday, June 02, 2008
O inicio do fim
As pessoas não sabem o que fazer. Sentem-se perdidas e abandonadas por uma necessidade irreal que as obriga a um consumismo escravo das corporações. Não, não é conversa anarca, comuna, religiosa ou outra coisa qualquer. É o que acontece e, com alguma sorte, não tardará muito a ter frutos. Pelo menos, no sentido de me satisfazer a curiosidade de como é que este mundo será diferente de o actual. A internet, a par de uma evolutiva culturização da massa critica do povo classe média e pobre (excepto os paupérrimos que no lixo vivem, do lixo nasceram, e no lixo morrerão. Infelizmente), provocou uma tomada de consciencia da falsidade de argumentos dos Governos que num esquema neo-liberal atentam contra quem devem proteger, e salvaguardam os interesses dos lobbys e corporações. A corrupção tipicamente africana chega cada vez mais ao mundo ocidental, alimentando a podridão crescente dos vazios humanos que têm cheiros de poder. Até aqui, nada de novo. Desde sempre existiram monstros autoritários, controladores, oportunistas, etc. E desde sempre, existiram outrs poderes menores ansiosos de serem os poderes maiores. E desde sempre também, existiram revoluções. Mostras públicas de extremo desagrado, concentrados na solução final: depor quem oprime, inclusivé com a perca da propria vida, na esperança vaga de uma situação melhor. Tem sido assim ao longo da história humana, será assim sempre. Faz parte do Homem querer subjugar e não permitir ser subjugado. Espero que as pessoas cada vez mais se capacitem de que a liberdade que lhes é "vendida" enquanto modo actual de vida, não passa de uma ilusão. Literalmente. E não falo da defesa de uma idiotica libertinagem louca mascarada de livre arbitrio (á lá pós 25 de abril de 74, que os nossos mais antigos contemporâneos recordam com tanto prazer, não querendo ver também os erros brutais que foram cometidos na altura.), falo da liberdade de fazer algo que não magoa niguém, não prejudica niguém. A liberdade que por alguma razão vaga pode trazer uma menor margem de lucro a um interesse obscuramente ligado à força governante e que por isso tem de ser imperativamente impedida é aquela que nos é vedada. ISto, em certas doses é possivel, passa despercebido, ninguém se chateia, até impedir e sufucar por completo a vida dos cidadãos comuns. Aqui, ciclicamente, Cabeças rolam e simbolos de poder são destruidos, lugares são ocupados e história é reescrita. Faz parte de nós. O curioso é, ao ver a nossa sociedade e as sociedades em que isto aconteceu, a semelhança ser perigosamente grande; provavelmente vou ver o dealbar de uma guerra civil, criada declaradamente por interesses monetarios, de poder e monopolios de todo o tipo. Provavelmente vou ver, ainda, o esmagar da liberdade, ver o fim do ser humano enquanto espécie pensadora e evolutiva. Provavelmente vou assistir ao inicio do fim :D
Friday, May 30, 2008
coisas da vida
A república Falhou. Criou-se um sistema que apesar de completamente ineficaz enquanto entidade protectora e reguladora da sociedade, ctratou de conseguir fazer um muito bom trabalho ao proteger-se a si própria da sua extinção. É impossivel, actualmente, melhorar o mundo. Tudo está montado para ficar na mesma ou, melhor!, piorar para as massas. Revoltante é o facto de à excepção da opção da mudança completa de todo o corpo político por sangue novo e inexperiente (caso contrário a velha guarda seria sempre dominante e controladora dos impulsos avant-garde dos partidos), não se conseguir avançar com nada que realmente melhore de verdade o que quer que seja. A única opção viável seria assim, um golpe de estado, no verdadeiro sentido da palavra. Uma mudança repentina de Governo, mas principalmente, de tipo de governação, já que o modelo neo-liberal que na américa dá os últimos sopros enquanto Fachada da liberdade ( ?) começa agora por portugal a criar as suas raizes (como sempre, andamos uns 50 anos de atraso em relação ao resto do mundo). A deposição completa da ridicula asssembleia parlamentar, infantil, irresponsavel, hipócrita (como sempre será em politica) e sacana por uma outra qualquer que infelizmente nao vislumbro qual. Mas seja qual for, falhará também. A ganância e opurtunismo humano, o individualismo que sempre sobressairá em vez do bem comunitário, infectará SEMPRE qualquer progresso real humano. A nossa estúpidez, acima da nossa inteligencia (há que admitir, há esquemas que meu deus, são verdadeiramente geniais!), mata a nossa evolução.
Thursday, May 22, 2008
religion
talked to God on the phone, asked for help. He told me: "c'mon kid, gimme a break, go fuck your self!"
Tuesday, May 20, 2008
Se Deus quiser hei-de morrer de arma na mão feito guerrilheiro armado em soldado da fortuna lutando por uma qualquer causa que acredite no momento. Viva a decâdencia americana que a cada dia que passa aproxima a hora da minha morte na luta pela Liberdade.
Monday, May 19, 2008
relógio
Hoje aptecia-me que o tempo fosse infinito para criar até não ter forças. Goddamn time constrains
woupi
aptece-me escrever sobre tanta coisa, pensar sobre isto e aquilo, divagar sobre x e y, mil á hora confusão de ideias tudo ao mesmo tempo sem tempo para percebe-las todas apontamentos fugazes de momentos, cenas e wuouh puta de loucura!
não sei sinto-me bem.
19/05/08
não sei sinto-me bem.
19/05/08
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